26 de janeiro de 2009

A idiota.

“Nossas juras de amor

Já desbotadas.

Nossos beijos de outrora

Foram guardados.

Nosso mais belo plano

Desperdiçado.

Nossa graça e vontade

Derretem na chuva.

Se lembrar dos tempos

Dos nossos momentos

Lembre da nossa música.

Se voltar desejos

Ou se eles foram mesmo

Lembre da nossa música.

Um costume de nós

Fica agarrado.

As lembranças, os cheiros

Dilacerados

Nossa bela história

Está no passado

O amor que me tinhas, era pouco e se acabou.”

E eu que pensei que não existiam músicas que falavam por nós.
Ela voltava pensativa do interior da cidade onde morava. Pensativa, não. Voltava envergonhada dos pensamentos que estava tendo por causa de uma música que não saía do seu MP4.
Na ida ao interior, a única coisa que passava pela sua cabeça era de chegar lá e pegar o que tinha que pegar E PRONTO. Nada de pensar no que estava lá atrás. Na raiva da noite e do dia todo.
Foi pensando nas músicas do É o Tcham! e nas coreografias que em outra encarnação rebolou com gosto e hoje seria apedrejada se alguém a visse dançando. E o pior de tudo é que lembrava com perfeição de cada paradinha, reboladinha e mais inhas que passavam pela sua memória. E com isso, ela foi esquecendo o que tinha aborrecido o seu lindo humor de sábado.
Na volta, como sabemos, temos a impressão de que chegamos mais rápido ao nosso destino. E ela queria mesmo voltar, se possível, de jato pra casa. Com uma crise alérgica de fazer inveja a qualquer ser com rinite, ela volta com aquele fungado horroroso no ônibus.
Depois de alguns cutucões que a moça da poltrona ao lado conseguiu esbanjar em sua coxa, ela lembra do seu lindo MP4 azul que estava escondidinho na bolsa.
Aperta aqui, encaixa dali e o som começa a sair. Ela ri de algumas músicas que nem havia lembrado que tinha gravado. Começa a cantarolar quando a moça da poltrona ao lado acorda (finalmente) e liga o mp3 de seu celular.
Com essa ela não contava. Notou que estava arrumando uma platéia exigente, então decidiu cantar mais baixo. Não queria ser expulsa do ônibus que tanto lhe fazia mal e mais ainda, bagunçava seus cabelos imoralmente cacheados.
Depois de ter ouvido uma linhagem de Vitor e Leo, Los Hermanos (que eu sempre aconselho para ser ouvido), Engenheiros (que eu já disse que era pra ela parar de ouvir) e mais um pouco de Fagner pra variar. Então, ridiculamente dá de cara com uma música que nem lembrava da existência. Uma que a Vanessa da Mata deveria ter feito pensando, até hoje, que só a mãe dela iria ouvir. Aquela louca!
Ela nunca tinha fechado os olhos tão apertados daquele jeito. E nem era por causa da alergia. Era por causa da emoção da letra, do gritinho, da lágrima que estava caindo. As lágrimas costumam arder quando não são bem vindas.
Lembrou de quando uma amiga, uma vez bem ali no passado, havia falado que ela estava sentimental demais, fraca demais, chorosa demais. Que ela era o seu PORTO SEGURO e agora não passava de uma tartaruga chorona.
E dai que ela estivesse sendo uma tartaruga?
E se ela quisesse ser uma águia? Não seria a chorona predadora do mesmo jeito?
Todo mundo se depara com uma música que esquece. Que deixa guardada lá fundinho da lembrança, ou mesmo que nem tenha dado muita confiança à letra. Você, simplesmente, um dia, para pra ouvir. Desliga os sensores dos barulhos de fora, fecha os olhos, esquece a alergia e ouve. E ouve. E ouve novamente.
Tem vontade de cantar alto. Faz barulhinhos com a boca. Abre o olho na parte mais forte. Como se fosse uma sílaba tônica de uma palavra qualquer. Aquele susto, sabe? Um tapa forte.
E ela começa a se perder. Saudade. Lembrança. Raiva. Orgulho. Sorrisos. Mais lembranças. Olha pro lado, pra o outro e vê somente uma menininha que a fitava tentando imaginar por que ela estava daquele jeito. Nem decadente, nem visivelmente abalada. Somente se embalando, se abraçando, se consolando.
Ela está fazendo o que ninguém pôde fazer por ela: está tentanto se acalmar, tentando entender.
“Músicas malditas”, ela pensa.
Que nada! Ela dá meio sorriso pra menininha e volta a fechar os olhos. Repete e repete a mesma música diversas vezes. Fica imaginando que seria legal cantá-la pra aquele cara. Mostrar que ela sente tudo aquilo, que ela pensa exatamente igual. Que aquela música fala por ela. Como dizem os poetas: “nada melhor que uma canção para se falar de amor”.
Então ela tem a brilhante idéia de que QUANDO chegar em casa mandará um superemail pra mostrar essa letra. Vai atrás do vídeo no youtube. Vai colocar umas coisas bem explicadinhas. Vai dizer que ele é um idiota por não querer estar com ela, e vai lembrá-lo de como as coisas poderiam ser diferentes. Já que ela é uma mulher fantástica.
Chega em casa. Coloca a mala em um canto. Toma um banho demorado pra animar mais ainda. Pensa em todas as palavras que vai colocar. Imagina que está sendo ridícula, mas ignora tal papel. Nenhuma atriz seria tão verdadeira. Iria se vestir de heroína mais uma vez e ia fazer o que estava pensando.
Ela era A cara.
Chega em frente ao computador e...
Faz essa merda de texto que vocês estão lendo.
Nada mais, nada menos.
Idiota!



Naiane Feitoza.

23 de janeiro de 2009

Vou contar...


Eu queria falar de um monte de coisas. Mas isso tinha que ser hoje. AGORA.
Queria falar das novas regras gramaticais que eu vou odiar ter que “reaprender” e usá-las de maneira que agrade a quem vai corrigir a droga da minha dissertação. Isso me aborrece tanto que nem sei se estou escrevendo corretamente nesse momento.
A gramática me deixa burra?

Queria falar sobre o livro que não parei pra ler por não ter tempo de ter paciência.
Queria falar sobre o Obama e que eu to feliz por ele SER ele.
Queria comentar sobre os três blogs novos que eu to devorando a cada dia e que eu acho mesmo que tem muita gente boa de munheca por esse brasilzão.
Tava afim de falar sobre os presentes que eu ganhei e os que dei, mas a preguiça mental ta batendo tão forte que me deixou no chão dessa vez.
Queria falar do sorriso amarelo que eu tenho quando acordo e que não gosto de piada sem graça nesse exato momento. Quem gosta de acordar com azedume?

Queria falar que eu sinto fome de um monte de coisas e que certas fomes vão sempre estar por aqui... Mas tenho uma placa ENORME no meu guarda-roupas dizendo: “Você está de regime”.

Queria contar da ponta de inveja que tive do amor dos outros, dos amigos, do amor pela perseverança, dos amores MAIS complicados que o meu e que deram certo. E estão dando certo. E vão dar certo. E o meu não dá nada. A gente “não pode”.

Queria me dedicar a alguma coisa, alguém, ao tempo e ao vento no rosto.
Nunca comentei que eu canso de falar e por isso me prendo a escrever.
E eu to tão cheia de idéias, que o que me falta é coragem para colocá-las em prática.

Estou, ABSURDAMENTE, apaixonada por uma blusa linda que eu comprei e que nem cabe em mim, mas que encheram meus olhos de brilho só de imaginar que iria caber nesse corpo magro. Não tem problema. Eu espero a costureira aparecer.

Não posso deixar de dizer que não entrei na comunidade “Ouço mil vezes a mesma música” a toa. Nesse exato momento estou ouvindo sei lá por quantas vezes a mesma música. E ela só me faz lembrar que saudade dói.
Saudade de quem ta perto.
Saudade de um cheiro.
Saudade de quem nem vivo está. Se matou. Sumiu. Não se faz presente.
Saudade.

Eu queria falar também que limpar o quarto é uma terapia. E que quando eu digo que estou BEM é porque ESTOU BEM. Ninguém diz nada por dizer.
Queria explicar que eu me preocupo de verdade com as pessoas. Quando eu digo que me preocupo, não pense a primeira besteira que surgir na cabeça. Já bastam as minhas besteiras. O pacote estragado de biscoitinho com torrões de açúcar.

Não quero deixar de explicar o quanto me orgulho de ser estabanada. Como eu sempre digo: há sempre um charme a mais.
Não tenho mais problemas com a raiva, com o descaso, com as feridas. Curei quase todas, só me falta reabrir uma. Pra ver se ainda dói. Pra ver se ela vai doer direito dessa vez.

Eu queria era falar de poesia, mas como não suporto “boiolismo”, deixo a poesia para Clarisse Lispector ou Carlos Drummond. A única que eu ainda engulo é de Florbela Espanca. E isso porque o Fagner me fez o favor de cantar “Fanatismo” da maneira mais fogosa e dolorida que já vi, ouvi, senti e imaginei.
Eu sei que você deve estar achando que eu não estou falando “nada com nada”. Mas é totalmente ao contrário. Eu estou falando DE TUDO. Menos do amor que cutuca, que aborrece, que faz eu lembrar que Chico Buarque é um puta autor de músicas que me fazem perder o chão.
O amor me move a escrever. O amor me leva a ler. Sentir. Roer. Pedir. Procurar. Esquecer.
O amor pelas pessoas. O amor pelas palavras.
O amor pelo elogio e pelo abraço.
Aquele abraço que ainda estou esperando e que levei esse texto todo, de forma enrolada e enroladora pra pedir.
Traga logo. O que nos separa são só algumas quadras, alguns orgulhos, algumas lembranças. Quando você passar pela primeira, nem vai notar que tudo passou.
Passou!
Tenho até vontade de dar mais um sorriso quando repito isso. PASSOU!
Passe pra esse lado. Porque estou que nem a música que está repetindo aqui, mais de mil vezes: “Parece não querer parar. Não quer parar. Não vai parar... Eu já o que os meus lábios vão querer, quando eu te encontrar...”.
Tão sincero quanto a saudade e a teimosia.
Naiane Feitoza

16 de janeiro de 2009

Obrigada.



"Eu sei que atrás desse universo de aparências das diferenças toda a esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas. Minha vida, eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas, eu não saiba o que fazer das minhas. Amo teu jogo triste. As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais, e na vida sem tempo.Quando, sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas. Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Amo o teu sistema de vida e morte. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma pra alma. E mais que as palavras. Ainda que seja através delas que eu me defendo, quando te digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila."



Maria Bethânia (In Maricotinha ao Vivo,2002)

Eu estou de férias de muitas coisas. Não tive tempo de pensar em tristeza ou raiva. Como diz em uma frase clichê que sempre leio por ai: "Ser feliz me consome muito".

Cheguei por aqui, sorri muito, dei gargalhadas gloriosas, nenhum porre memorável, mas momentos inesquecíveis.

Apelidos novos, choros engolidos (pelo menos de dia), raivas controladas, criaturas se misturando, se gostando, se respeitando.

Uma conversa longa. Acho que a única que foi séria. E só lembro de uma frase: "Eu sinto saudades todos os dias, por todos esses meses...".

Não é maldade lembrar disso, é só pra eu não esquecer que eu ainda tenho um coração. ;)

Meus olhos brilharam uma vez e foi muito surreal.

Tive vontade de mandar tomar no cu e mandei tomar no cu. Forjei, pedi, menti, comi, bebi, sorri, troquei, comprei, aluguei, briguei, beijei, abracei, dancei, dormi, adoeci, lavei, limpei, arrumei, reclamei, conclui, não entendi, não vou entender, "perseverei", elogiei, ajudei, neguei, chorei
(uma única vez)... Não voltei, não resolvi, não esqueci, não "desamei"...

Amei mais e amei menos. Desconsiderei, bati, liguei, planejei e outras coisas que eu nem lembro. Mas essas férias foram BOAS. "Melhor seria se melhor estivesse..."

Agradeço A TODAS AS PESSOAS que contribuiram com a minha felicidade aqui em Macapá.

Monique por estar sempre presente, me enchendo, me cutucanto, me falando "arô", me lembrando sempre que sou uma mulher forte, me levando pra comer camarão e coquinha, fazendo um tour pela cidade (da maneira mais louca que já vi) (ooOOoOo) por me amar e me dizer isso hoje pela tarde, por NÃO DEIXAR EU DORMIIIIIIIIIIIIRRRRRRRRRR (¬¬), por cozinhar pra mim, por me ensinar a jogar mau-mau, por rir de mim e por ser minh amiga linda do meu coração. Eu tbm te amo, sua folgada #)`

À Suzana 'S #) por ter me feito passar dias MARAVILHOSOS em Fortaleza, por me aturar, por dançar arroxa comigo (kkkkkkkkkkk), por ficar bêbada e brigar por causa de uma comanda (;x), por me levar na boate e depois... kkkkkkkkkkkkkk.. por sair com a gente, por sair comigo, por falar: "Cambio, desligo", por sermos 's2', pelo presente de natal e por ser minha amiga e amiga das pessoas que REALMENTE gostam de você e se importam.. apesar do tempo e da distância.

Sharlot por ser uma caaaaaaaagona, por me contar as melhores historias, por ser a minha alma gêmia em piadas, animações, gírias, gargalhadas, aventuras, choros (;~~ ), pensamentos, passeios, SONHOS, SALVADOR, palavrões, amigos e afins.. Por fazer de tudo pra me agradar, mesmo sabendo que eu sou UM SACO. OoOOO. minha cagona.

E as pessoas que se fizeram presente algumas vezes, outras (a maioria das vezes) que se fizeram AUSENTE (ingratos): Ellen, Wivi (por SUMIR por conta própria e eu SABER que vai me culpar por tudo isso). Ao Michelangelo que aturou os meus papos com a Monique e a Sharlot e mais um baaando de mulheres.. Ah, e por ter pagado um Hamburguer pra mim. kkkkkkkkkkkk... Suzana Souto por rir das mesmas piadas e ser ainda a minha cumadre mais enjoada desse mundo, Michel que quando me viu foi logo dizendo que me amava e me convidou pra ficar bêbada.. Desculpe, amigo, mas vc sabe que eu não poderia. Agradeço ainda ao Andrei, ao Marcelo que conheci no bar que ia tocar pra gente mas eu furei com ele (kkkkkkkkkkkkkk), ao Marco que nem o vi, mas me infernizou do mesmo jeito por msn

À minha família.. Vovó, titias, vovô, Mamãe que me paparicou e me encheu ¬¬, a Bibi por ainda ser a princesinha da mana, à Larinha por ser a sobrinha mais carinhosa do mundo, ao Guga por ser um nenem muito gostosinho e que a titia ama ouvir aquela gargalhadinha #)... Agradeço as irmãs que me atormentaram e NÃO atormentaram.

Enfim, agradeço a TODOS. #)

Obrigada de coração.

Lavei minha alma pela metade. Agora? Voltando pra casa. ;)

Ah, e esse texto que coloquei foi o que ouvi num especial antigo da Maria Bethânia. Não tive força nem pra chamar um lindo palavrão que me é sempre permitido... apenas suspirei. E ainda suspiro.

Saudades.

30 de dezembro de 2008

2008 O CARALHO. Eu quero é 2009.




Nada foi como eu queria esse ano. Esse foi o ano das decepções, das discórdias, das dores mais profundas e choros mais doloridos. Foi um ano FODÃO de ruim.
2008 foi uma lição pra mim. A lição de que os números ímpares continuam valendo mais.
Não sou supersticiosa, nem porra nenhuma, mas não tenho culpa se meu número da sorte é 7 e foi em 2007 o melhor ano da minha vida.
Tenho preguiça, raiva, rancor, mágoa e desânimo (sem falar nas tristezas) em falar de 2008. Custava ser melhorzinho, porra?
2007 foi tão perfeito, maravilhoso.. próspero.
E essa porra de 2008 foi essa merda azul. Que bosta.
Mas tiveram as coisas boas também, né?
Não posso esquecer de umas coisas que marcaram pro bem, e outras que simplesmente fizeram parte de mais uma rede de lembranças. Vou citar algumas coisas boas, maravilhosas (poucas) e ruins... pra vocês verem que não é exagero meu.
Vamos a elas?

Fui morar em outra cidade, com pessoas estranhas em uma república e tive a maior decepção de 2008 (a merda toda começou ai).
Conheci pessoas FALSAS demais pra estarem no mesmo mundo que eu.
Fiquei bêbada de dar DÓ. Aqueles porres gloriosos, sabem?
Chorei alto.
Aprendi a dançar o forró nordestino (ui, ui).
Comprei uma havaiana laraaaaaaaaanja (pra quem não sabe, adoro sandália laranja).
Li menos livros.
Estudei menos.
Fui a muitas vaquejadas #)
Comi taaaanta comida diferente e estranha.
Fiquei com tanta saudade que dormia pra esquecer.
Bebi menos (juuuro que bebi menos que 2007)
Peguei bronquite DUAS vezes só esse ano. ¬¬
Ri até cair no chão de besteiras do povo de casa.
Vi a minha sobrinha me acordar de manhã mexendo na minha bochecha, E ACREDITEM, não fiquei com raiva.
Fui traída.
Fui enganada.
Fui iludida... (FDP)
Ganhei meu computador novo.
Ganhei a Bolota. #)
Chorei sentada numa calçada. ;/
Andei de moto pela madrugada da vida.
Conheci pessoas MARAVILHOSAS.
Tive problemas de mau-humor constante.
Mamãe não brigou comigo (ainda).
Fiquei LISA durante uma semana. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk..
Bebi de graça muitas vezes.
Fui ao Carnatal.
O Apartalixo e as pessoas que estavam nele foram MARAVILHOSAS.
Fiquei bêbada no apartalixo. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Planejei e não concretizei.
Passei o ano de 2008 DESEMPREGADA (o que é isso?)
Falei com a Monique durante HOOOOOOOOORAS no telefone, msn, orkut, msg. E ela foi a pessoa que mais falou “alô” na vida pra mim. Kkkkkkkkkk..
Chorei de vergonha e de mágoa.
Quando eu mais precisei de uma pessoa, ela me negou a única coisa que ela podia ter me dado: “um sorriso”.
Ainda estou magoada.
Ainda continuo amando o mesmo homem. (perda de tempo)
Deixaram de me amar.
Passei mais noites chorando caladinha no meu quarto do que em toda a minha vida.
Me trataram MUITO mal sem motivo algum.
Outras pessoas aprenderam a me amar.
Odiei mais ainda o Jabor. ¬¬
Fui a Praia e fiquei sem vergonha de biquine.
Tomei banho de mar as 6h da manhã pra passar a ressaca.
Briguei, gritei, ri e apontei o dedo na cara dos outros.
Fiz 27 anos, ou seja, se esse ano foi 2008 e eu to com 27, HÁ número sete e 2+7=9, com isso, 2009 vai ser MARAVILHOSO.
(Acabei de pensar que eu sou MUITO gala seca por pensar isso.)
Peguei o vício de falar: “é o que , homi?” (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
Fui a Fortaleza e bebi MUUUUUUUUUUUUUUUITO.
To em Macapá passando as férias e to bebendo MUUUUUUUUUUUITO.
To querendo passar o reveillon com as minhas amigas (e acho que vou).
To tendo aquela fé ENORME de que o último dia do ano PODE SER melhor e a esperança é a última que morre.
To com aquele sinal de que 2009 vai ser superlegal e maravilhoso (eu mereço, porra!)
E eu sei lá mais o que.. só sei que foi assim.
E vai mudar, né? Eu sei que vai... Eu não fiz nada que Deus pudesse me castigar tanto quanto esse ano (só pode ser castigo).
E foda-se.
Foi isso.
Enfim..

VENHA LOGO 2009, TO ESPERANDO AS SUAS MUDAAAAAAANÇAS..

P.s.: 2009, né? 2+9=11.
Eu tbm AMO esse número.
Annnnnnnnnnnhhhhhhhhhhhh.. Quero que tudo fique lindo.
Tem tudo pra dar certo (pelo menos nos números).

P.s.²:Quero só fazer um pedido: Quero deixar de amar. SÓ ISSO! Isso me basta.

15 de dezembro de 2008

Legal, legal...

  • Onde está seu celular?
    Aqui, ao lado do meu travesseiro e da Bolota (minha Magali da turma da mônica)
  • E o amado?
    Longe de mim.
  • Cor do cabelo?
    Castanhão, oh.
  • Sua mãe?
    Na casa dela, a bichinha. De férias.
  • Seu pai?
    A essa hora? Deve ta no trabalho ou em casa.
  • Minhas irmãs?
    Uma em casa dando o peito pra um filho, brigando com a outra filha. Kkkkkk.. a outra ta de férias me esperando #). A outra deve ta na “labuta” enganando.
  • Seu filho?
    Não tenho.
  • O que mais gosta de fazer?
    Dormir. Não, comer. Não, dormir. Não, comer… Ai que dúvida.
  • O que você sonhou na noite passada?
    Sonhei que eu estava em um aeroporto e aparecia um amigo antigo, Octávio, precisamente. Eu queria falar com ele, mas ele tava com tanta pressa. Depois, lembro que eu via meu ex-namorado e ele também tava no mesmo aeroporto, sabe Deus o que fazendo. Ele tava com um violão (droga!) e tocava alguma coisa beeeem devagar. Não lembro mais de bulhufas.
  • Onde você está?
    To em casa esperando dar a hora de eu ir à rodoviária pegar meu ônibus e começar a minha aventura de férias. De volta pra casa. #)
  • Onde você gostaria de estar agora?
    Lá na minha outra casa, dançando com a minha irmã mais nova e minha sobrinha. Provavelmente estariamos dançando alguma música da Xuxa. TchuTchucão. #)
  • Onde você gostaria de estar daqui a seis anos?
    Boooooaa.. Viva e na Alemanha, a passeio. :P
  • Onde você estava há seis anos?
    Devia estar doida e com a cabeça batida pra estar namorando um otário, comprando o presente de natal dele e, consequentemente, a minha roupa pro final de ano.
  • Onde você estava na noite passada?
    Em casa.
  • O que você não é?
    Saco de pancada de seu Zé Ninguém.
  • O que você é?
    Teimosa.
  • Objeto do desejo?
    Malvino Salvador. (kkkkkkkkkkkkkkkk.. SIM, ELE É UM OBJETO)
  • O que vai comprar hoje?
    Nescauzinho, pão recheado e Halls pra viagem e uma recarga pro meu liiindo celular.
  • Qual sua última compra?
    Um trio “não sei o que” no Giraffa’s.
  • A última coisa que você fez?
    Tomei um antiinflamatório pra minha garganta e em seguida entrei cantando no quarto: “Tive um sonho em ir pra Nova york..” kkkkkkkkkkkkkkkkk
  • O que você está usando?
    Uma camisola ridícula com deseninho de sorvetinhos. #)
  • Na TV?
    Ultimamente tenho assistido muuuito pânico na TV e umas séries da WB da quarta-feira (segredo). Não sou muito fã de TV.
  • Seu cachorro?
    Ele é cachorro, mas não é mais meu. =P
  • Seu computador?
    Um Sony Vaio.
  • Seu humor?
    Sempre bom, a não ser de manhã ou quando estou de TPM.
  • Com saudades de Alguém?
    De um montãããoo de gente. E de um imbecil.
  • Seu carro?
    Eu tenho carro?
  • Perfume que está usando?
    Hot da Ralph Lauren.
  • Última coisa que comeu?
    Um biscoito no quarto da Luzia.
  • Fome de quê?
    VATAPÁ E CAMARÃO NO BAFO. ;~~~
  • Preguiça de?
    Me arrumar. ;/
  • Próxima coisa que pretende comprar?
    Um belo vestido pro Natal.
  • Seu verão?
    Em Fortaleza, depois Macapá, depois volto pra Natal e depois, Carnaval em Salvador. Ta bom pra ti?
  • Ama alguém?
    Taaaaanto.
  • Quando foi a última vez que deu uma gargalhada?
    Tem mais ou menos uns 10 minutos.
  • Quando chorou pela última vez?
    Ontem.. ;/ Mas fazia tempo que eu não chorava, ué. Culpa da MONIQUE. ¬¬

Adorei isso, gente.
Façam.. é muuuito legalzinho.

x)

Só pra atualizar mesmo, pq eu to indo viajar e só volto no fim de janeiro. Mas devo postar alguma coisa de lá. Será? Nem sei.. enfim.
É isso...

10 de dezembro de 2008

Para uma amiga


Desculpa amiga, mas meu abraço não serviu para que pudesse reaver o seu amor, a sua garota. Não adiantou o choro, muito menos os sorrisos, nem minha dedicação.
Eu tentei como você. Fui até o fim com você.
Ser leal com o amor é não abandonar a tentativa. É esgotar as chances. É não permitir que um “se” seja maior do que um “sim”. É não experimentar a culpa por não ter feito. Você cumpriu tudo o que um amor pede – está quite com a vida. Não haverá aquele remorso pela covardia, omissão, indiferença.
O amor pede agora que se retire. Quando cedemos o corpo e a alma, ficamos com o corpo. Não se preocupe, alma nasce de novo e sempre.
Saio contigo se você quiser, para afogar as mágoas numa canção engarrafada de boteco.
A Garota do Rio escolheu não ficar contigo porque você criou a escolha. Lá no início, lembra? Antes ela não tinha. Você havia terminado as opções. Só agora ela entende que você a queria. Felizmente, você não deixou nenhuma vontade em desuso, nenhuma lembrança em aberto. Não se arrependa nunca disso. Gentileza é garantir a escolha, mesmo que a resposta não seja a que desejamos. Leve sua coragem para dentro de suas próximas paixões. Você não a conquistou, mas pode se conquistar de volta.
Como último pedido, deve me ajudar a não permitir que ninguém destrate a Garota do Rio ou diga nada de ruim a respeito dela. Ela não é menos porque deixou de amá-la. Não tem culpa pela sinceridade. Tão corajosa quanto você por dizer o que pensa e não se submeter ao que os outros gostariam, inclusive nós. Merece o nosso respeito do início ao fim. Não está em julgamento. Uma mulher só prova que é grande quando não diminui seu ex-amor para se valorizar. Já deixei de ser mulher várias vezes com ex-namorados. Por favor, não me repita. Assim como não irei admitir que sua busca seja confundida com perseguição. Ou fruto de um ciúme doentio. Foi uma declaração de ternura. Pena que não estamos mais acostumadas com o romantismo e confundimos fé com obsessão.
Lembra quando chegou perto de mim e me pediu "Não sei o que fazer... Me ensina?"? Pois é, eu não ensinei nada. Aprendemos as duas que o amor não tem orgulho, oferece apenas sua fragilidade. Aprendemos as duas que todo apaixonado é bi-polar, procura e hesita quase ao mesmo tempo, arrisca e desiste quase ao mesmo tempo, muda de opinião para reafirmar logo em seguida, sofre escandalosamente para não sofrer seus segredos.
Talvez tenha errado ao escrever o texto sobre seu relacionamento, talvez você tenha errado em insistir, mas são erros puros, autênticos. Erros educados. Erros que não devem fazer com que se feche daqui por diante.
Amor oferecido não se devolve. Não pede recompensa. Não exige final feliz. O amor a ela fará com que ame melhor seus amigos e sua família. Vai migrar delicadamente para quem precisa e sente falta. A palavra dá voltas. Ela ainda lembrará a música que escutavam agarradas. Ou não entenderá uma pontada estranha de saudade quando passar o ano-novo na praia. Ela não pode mais a esquecer. Pode não amá-la, mas esquecer, não. Há memória depois de uma vida juntas.
Mas agora é hora de esquecer a dor. Parta pra felicidade. Ofereço-lhe minha mão. É só pegar, não precisa pedir.
Recomece.
*Pra você. ;)
(trechos dos textos do autor Fabrício Carpinejar)

5 de dezembro de 2008

Meus livros, minha vida.



Por ser um pedido carinhoso de uma postagem antiga, vou citar aqui os livros que já li em toooooda a minha vida.
Sabe Deus como vou conseguir lembrar de todos, mas prometo fazer o possível.
Não vão estar na ordem de leitura.
Não adianta, já tentei pensar em mais livros e nada me vem a cabeça.
Devo ter lido mais livros nessa minha vida. Aqueles infantis, aqueles que somos obrigados na escola. Fora o saco de escrever os nomes dos autores (nem vou colocar em alguns), que sinceramente, me deixa com raiva.
Darei a nota ao lado e farei comentário de alguns.
Mãos à obra.


Meu pé de laranja lima – José Mauro de Vasconcelos (Nota – 10) Me emociono só de lembrar do pobre Zezé e suas aventuras. Maravilhoso. Perfeeeeeito!

Almanaque da turma da Mônica (vocês acreditam que eu tive quase uns 10? Não vale como livro, mas ajudou muito na minha fome por leitura) (Nota - 9)

Lua nova sobre a terra – (7)

A cor púrpura - Alice Walker (8) – Meu primeiro livro adulto, o li com 12 anos e depois com 17. Mamãe nem sonha. Kkkkkkkkkkkkkkk...

A estrela sobe – Marques Rabelo (8)

Os Lusíadas – Luís Vaz de Camões (7)

Memória de um sargento de milícias – Manuel Antonio de Almeida (9,5) – se eu não tivesse sido obrigada a ler esse bichinho pra um trabalho da sétima série, quem sabe eu o tivesse amado antes. Odeio pressão pra ler algo, mas esse livro me rendeu gargalhadas maravilhosas.

Memórias Póstumas de Bras Cubas – Machado de Assis (8)

A coisa – (não lembro o autor) (9) Meu motivo de ter medo de palhaços. Nem gosto de lembrar. (CREDO!)

Cristiane F., drogada e prostituida - Kai Hermann & Horst Rieck (9)

Amor de perdição – Camilo Castelo Branco (8)

O curtiço – Aluisio Azevedo (10) ADORO esse livro.

O Xangô de Baker Street – Jô Soares (9)

Operação cavalo de tróia I - J.J.Benítez (10) é um dos poucos livros de ficção (viagem mesmo) que eu parei pra ler e devorei sem pensar. Fome de curiosidade. BOM, BOM, BOM.

Estação carandirú – Drauzio Varela (10) Ah, mas esse é um dos melhores. Meu maravilhoso livro para rir e para se apavorar.

O caso escola Base – Alex Ribeiro (9)

Os meninos da rua Paulo -Ferenc Molnár (10) Só lendo pra entender o amor que sinto por esse livro.

A chave de Sara – Tatiana de Rosnay (9)

O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (10) O MELHOR!

A menina que roubava livros - Markus Zusak (10) Para ler de coração apertado. Sabe aqueles livros que você se vê na historia? Poisé, não sei se eu queria ser a morte ou o pai da personagem. Chorei muuuuito.

Me leva Brasil – Maurício Kubrusly (9)

Alô chics! – Glória Kalil (8)

O diário de Anne Frank – (9)

As crônicas de Nárnia – (10) Eiiii, eu não esperava nada desse livro, mas me vi perdidamente envolvida com ele. Lembro que passei uma semana, quase, sem dormir lendo o bichinho. É aquele compacto com todas as crônicas. Vale a pena.

Marley e eu – (10) Chorei, chorei e chorei..

Depois daquela viagem – (8)

O evangelho segundo Jesus Cristo – (9)

O monge e o executivo – (8)

As 100 melhores crônicas brasileiras – (9,5)

As Valkirias – (9) Não o leia apaixonada.

Nas margens do rio Piedra sentei e chorei – (9)

Veronika decide morrer – (10) Olha que eu só lia Paulo Coelho porque a minha irmã trazia os livros pra casa, mas esse ai chamou muito a minha atenção. As vezes, eu queria ser a Veronika.

O demônio e Srta. Prym – (6) vixiii.. se pudesse, nem o teria lido.

Onze minutos – (9) Vale a pena. Lembro que suei frio quando o li. ai, ai.

O menino do pijama listrado – (8) – esperei mais desse livro.

Caiu na rede – (9) Muito legal, gente. Mostra alguns textos da internet que a gente pensa que é de um autor e, a maioria, não é. Legal, legal.

Historia para aquecer o coração – (8) lembro que gostei de 5 historias.

Violetas na janela – (6) BAH!

O mundo de Sofia – (9) Viagem PURA!

Vita Brevis – (9) Vale a pena ir à livraria para comprá-lo.

Amor é prosa, sexo é poesia – (8) Jabor, Jabor. A gente já conversou sobre você.

As mentiras que os homens contam – (9) Hilário!

Eu sei que vou te amar – (8) A estupidez do Jabor.

Contos de aprendiz – (9) ahhh, esse vale a pena ler. Principalmente o texto “Flor, telefone e moça”.

O código da vinci – (9) é bonzinho.

Anjos e demônios – (8) bonzinho parte II

O príncipe – (9,5) Precisa de um dicionário do lado, mas vale a pena se arriscar.

Homem cobra, mulher polvo – (9) Lembro que me roubaram esse livro – sei quem foi. E confesso que é MUITO LEGAL.

Dom Casmurro – (9)

Senhora – (9,5) O que seria de mim se não tivesse lido esse livro?

Iracema – (9)

A moreninha – (10) Eu suspiro só de lembrar como ele descreve o cabelo dela.

A hora da estrela – (9) É nesse livro que sempre lembro o quanto gosto de Lispector.

Poemas satíricos – (8) Adivinha de quem é? Adivinha? Meu querido desbravador de poemas barrocos, Gregório de Matos. Foi a única coisa útil que li de poesia no Ensino Médio.

Os cem melhores contos de humor da literatura universal – (9)

13 contos da literatura universal – (9) Vale a pena ler a historia de Psiquê.

Um lugar ao sol – (9)

Lucíola – (9)

Chutando estrelas – (9,5) Legaaaal.. #)

Escolha o seu sonho – crônicas (9)

A falta que ama – (9,5) Sem comentário. LEIA!

Operação cavalo de Tróia 2 – (9) Gostei mais do primeiro.

Pequeno tratado das grandes virtudes – (8)

Mulheres que correm com os lobos – (10) - Livro MARAVILHOSO! Mulheres, LEIAM!

Corpo presente – (8) Muuuito bom.


O caçador de Pipas - (9,5) "Por você, faria isso mil vezes..." A verdadeira história sobre Lealdade.

"Eu vivo em estado de celebração quando penso em você, e eu sempre estou sempre em você. E pensar em você não pode me fazer sentir mal. Eu nunca me senti sujo. Eu andei pelo subsolo dessa cidade com as figuras mais absurdas, entrei em ruelas, becos, desci escadas apertadas embaixo da terra, pisei descalço em poças imundas, mas eu nunca, nunca, me senti sujo, porque eu estava com você, de uma forma ou de outra. Como se você fosse algum tipo de entidade, logo eu que sempre nunca acreditei nessas merdas, Carmen."
João Paulo Cuenca, no livro Corpo presente, p. 107-108.


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Ta bom assim?