21 de outubro de 2009

Zé Irene.


"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa.
Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.
Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada.
Nem pena do mundo eu consigo mais sentir.
Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma.
Já era, Zé.
É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja.
Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.
Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé."

(Tati Bernardi)


Achei esse texto ha um tempo atrás e sempre quis mostrá-lo, mas faltava um tempo. Faltava uma oportunidade.
Sempre gostei dos textos da Tati Bernardi, mas esse em especial me conquistou.
É, a gente se transforma num Zé. Eu já era um pouquinho dele. Mas hoje? Hoje eu tenho o coração do Zé.
;)

Bom, acho que vou me dedicar um pouco numa coisa que eu to apanhando. TWITTER. ¬¬
Como isso é UM SACO. Só fiz porque duas amigas me enxeeeeram o saco ontem a noite pra fazer e... "segui-las".
Cara, se eu me aporrinhar eu cancelo aquela droga que não vai me servir de nada. Até do orkut eu to de saco cheio.

(humor oscilando)

Cheiro, cheirinho cheirãããoo.. ;*

16 de outubro de 2009

Hoje eu to precisando das suas palavras.

Oi,

Meu nome é Naiane Feitoza, tenho 28 anos que completei um dia desses, exatamente em 12 de outubro. Olha que coisa mais bonitinha. Dia das crianças, dia de Nossa Senhora de Aparecida, um diazinho depois do Círio de Nazaré.

Bom, eu sou uma pessoa normal como toda e qualquer gente. Tenho um Orkut, uns dois endereços de MSN, uma cama grande e bons livros. Tenho na cabeça milhões de histórias engraçadas pra contar e gracinhas pra tirar. Tenho um computador que chamo de Adolfo e também tenho um monte de filhinhos... meus ursinhos que agrego em cima da minha cama.

Tenho tudo que uma garota esperta que se formou em jornalismo tem. Meu diploma, meus mestres, meus ex-colegas de classe e claro, minha lei de Murphy na entrega do TCC.


Mas tem algo que não está batendo durante um tempo e queria compartilhar aqui.

Meu coração está um caco.

Digo, está uma coisa tão tristinha que eu nem sei como explicar.

Pensei em beber, mas a ressaca não me ajuda em muita coisa e ficar bêbada me leva a chorar do mesmo jeito que estivesse apanhando. Portanto, nada de bebida.


Estou terminantemente triste, magoada, triste de novo, sem conseguir dormir direito, pensando bobagens, olhando pro lado e não achando uma droga que me faça ficar melhor. Não acho respostas, entende?

Estou a beira de uma coisa que eu nunca acreditei: estou pra morrer de tristeza.

Frescura? Não, não. Passou o meu tempo de frescura. É coração destroçado mesmo.

Tive motivos pra ficar distante e escrever coisas horríveis. Tive todo o motivo do mundo pra ficar feliz e escrever dúzias e mais dúzias de textos que pudessem explicar a minha alegria, mas agora não estou assim. Estou à deriva. Estou perdida. Estou sem chão.


Sei que não é da sua conta, e não, ninguém da minha família morreu. Nem mamãe nem papai. Meus sobrinhos estão com saúde e meus avós também. Minhas irmãs? Nem se fala. Estão vendendo saúde. O problema é aqui dentro, oh. Aqui onde ninguém pode ver, mas alguns já sentem.

Não consigo parar de chorar só de pensar em pedir ajuda.

Agora isso parece frescura até pra mim. Mas não é, hein? Longe de ser.

Faz tempo que venho me ausentando de palavras amigas por querer me resolver sozinha. Faz tempo que sou egoísta por ser a minha natureza. Faz tempo que venho magoando corações que não eram NUNCA para serem tocados por tristeza... faz tempo que deixaram de me amar e eu não conseguia ver.


Venho aqui pedir, não que me amem, mas que me façam um grande favor. Comentem alguma coisa. Sei lá, comentem uma palavra, um versinho, um pedacinho de música que vocês acham que um coração está precisando “ler”.

Imaginem vocês que todos os dias eu acordo com vontade de sumir. Mas sumir de verdade (morrer, não. Não sou tão corajosa assim), pra um lugar onde ninguém me conheça e que eu refaça a minha vida. Imaginem que eu sou aquela moça bonitinha que sempre teve um sorriso espontâneo e que sempre quis bem a si mesma e que agora tem pena até da sua própria sombra. Aquela que era bela e hoje é ridícula.

Tristeza é um estado de espírito que eu nunca tinha presenciado e hoje, por mil e onze motivos, está fazendo parte dos meus dias.


Então, pra não piorar nada e nem pra eu me estender e contar o que realmente está me transformando em uma “naianemo” (naiane + emo, pode isso?) e pra ocupar um pedacinho do seu tempo, por favor, comente alguma coisa. Escreva o que vier na mente, o que vier nos dedos, o que te der vontade.

Pode falar o que quiser, pode chamar os amigos. É. Chame seus amigos pra ler um blog todo estranhinho e diga que a dona dele ta precisando só de uma palavra sua, daquele seu versinho que escreveu no guardanapo. Eles podem ler tudo aqui e achar que eu sou dramática. NÃO TEM PROBLEMA. Já me disseram coisas piores e já me olharam de um jeito que eu preferia morrer ao ver aquilo de novo.


Pode ser anônimo. Pode ser pseudônimo. Pode ser o seu nome. Pode ser até o Lula, eu deixo.

Apenas me fale a sua palavra, a sua frase, o que você tem ai quando terminou de ler esse lenga lenga todo.


To precisando de palavras de pessoas estranhas e próximas. To precisando de tanta coisa. Mas o que pedi HOJE vai me ajudar. E se não ajudar, eu venho falar aqui, ta?


Eu agradeço a cada palavra. Mesmo os palavrões dos mais atrevidos. Mas agradeço por terem “me ouvido”.


Obrigada.



*Me deseje só felicidade.



*Imagem do que, realmente, me consola. O Pequeno Príncipe. (imagem tirada do blog Frases ilustradas)

13 de outubro de 2009

Irene de berço.



"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseje também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez."


*Porque ontem foi meu aniversário e to sentindo que o 2.8 vai ser turbo. (Mas com carinha de 2.2 Flex)

*Porque eu não seria ninguém sem os meus amigos.

*Ainda bem que eu não bebo tanto quanto antes. A conta do bar teria me levado a falência.

*Meu coração pulsou mais forte. Mas não sei se isso é bom.

*Estou vivendo um dia de cada vez.

*Definitivamente, Maria Bethania, Gonzaguinha e Chico Buarque sempre (desde os meus 13 anos) vão fazer parte do meu coração, do meu ritmo, das minhas palavras... do meu amor.

*Ahhh, como é bom viver mais um pouco.

*Não. Eu não vou mais sonhar.

*Por fim, eu não gosto mais de ressaca, mas ainda gosto de comemorar meu aniversário.


6 de outubro de 2009

Culpa sua. Azar o meu.



Ei, você...

Olha, as coisas não estão boas ainda.
Ontem vi você online depois de ter ficado uns dias sumida. Não, eu não consigo ver você online e não tremer inteira, não consigo olhar e simplesmente não ver. Abri seu pvt dezenas de vezes pra ver sua foto. Digitei frases e apagava, dava esc, abria de novo. Pensei em desejar boa viagem. Apagava. Fechava a tela. Desconectava o MSN. Mas não consegui simplesmente te bloquear ou deletar pra acabar com esse sofrimento todo. Toda essa frescura.

Ta sendo barra pra mim ainda e as coisas podem se tornar PIORES se eu continuar do jeito que ta. Acabei fazendo até bobagem ontem por ter te visto.
Você tem um poder sobre mim que nem eu sabia que existia. Eu sou fraca por você. E isso tem que acabar. Eu não agüento essa oscilação de sentimentos. Não agüento essa montanha russa dentro de mim.

Me afastar de vez é a melhor solução pra mim. Sei que você concorda porque acho que corre alguma consideração por mim ai nessa sua cabeça.

Mas tem uma condição, não quero ser sua amiga. Não quero ser a pessoa que você olha com carinho e diz: “hoje eu te vejo como uma amiga”. Não quero o seu carinho. Não quero as suas lembranças. Não quero que você me veja com outros olhos.
Não queria que você tivesse deixado de me amar. Não quero a sua amizade. NÃO QUERO!
O que eu queria com você era outra coisa. Eu queria o seu coração de volta.
É, não dá, eu sei. E já que não dá, também não quero ser sua amiga. Me dá ânsia, me corrói, me dá fraqueza essa história de ser sua amiga. Não dá. Eu não engulo.

Talvez seja infantilidade da minha parte dizer essas coisas, mas eu cansei de ser racional. Cansei de brincar de adulta e controlar os sentimentos pra que todos achem que está tudo sob controle. Cansei de falar bonito quando o meu coração é a coisa que mais dói nessa história toda. Cansei de fingir não doer.
Então, na maior de todas as ausências, no meu mais alto e vergonhoso desespero, quero te tirar de perto de mim. Quero tirar você dos meus dias, da minha tristeza, das minhas burradas e até das músicas que eu ouço. Quero excluir o que você um dia representou na minha vida.

Vai ser difícil pra mim cortar mais esse laço?
Vai ser horrível, se você quer saber. Vai ser doloroso, definitivamente vai ser triste. Tão triste quanto as coisas que vem acontecendo comigo desde aquela viagem.
Chorar passou a ser um costume. Me ausentar e me manter longe se tornou um mecanismo de defesa. Me mantendo longe eu esqueço de pensar em você. Trabalhando, produzindo, ajudando uns amigos e dormindo mais que o normal... é assim que eu esqueço “da gente”.

Há quase dois anos eu lutei com tudo que eu tinha pra te reconquistar. Por quase dois anos eu chorei por você, eu corri atrás de você, eu investi exaustivamente em você, em nós, em dias melhores pra mim ao seu lado, em um futuro com você.
Droga, eu quis casar e ter filhos com você. Entende o que significa isso pra mim? Entende a droga que você me causou? Entende o vício absurdo que você se tornou na minha vida? Entende que eu preciso cortar qualquer contato, laço ou notícias de você?
Você não entende que eu mudei a minha vida por você.
Você não entende que eu fui atrás de ti em outro estado e não só uma vez.
Pelo menos, você entende que eu to chorando que nem uma condenada tentando te culpar de dez milhões de coisas só pra não ter que ficar com você no meu pensamento o resto da minha vida?
Entende que eu to me despedindo de você?
Entende. O pior de tudo é que isso você entende e apóia. Assina embaixo. Coloca um voto SIM.

Então, que eu siga o meu caminho e você o seu, como estávamos fazendo há algum tempo. Que as músicas não digam mais nada, e não surjam saudades incômodas ou lembranças dolorosas. Que não haja pensamentos em nenhum dos dois. Muito menos lamentações, principalmente naquela em que eu acordo todos os dias e vejo o dia lindo e fico revoltada, com raiva mesmo de mais um dia lindo que eu não posso ter com você. Essa droga de futuro que eu vou ter que enfrentar sozinha porque você é um frouxo. O maior culpado de todos.

Você é a droga do culpado por eu ter me apaixonado, por eu ter me descontrolado. Você é o culpado por eu querer morrer de tristeza. Você é o culpado pelo meu amor, pela minha raiva, pelos meus dias ruins e pelos meus sorrisos dos momentos bons que tivemos.
Você é o culpado por eu estar indo embora e te deixando em paz.
Você é o culpado por me obrigar a deixar de te amar.
Culpado e egoísta. Que mesquinho.

Eu não te perdôo por me matar de dentro de você. Eu não te perdôo por ter levado meu coração e colocado na droga do seu altar de corações destroçados. E sim, o meu é o mais remendado, o que tem mais caquinhos, o menos viçoso. O meu é aquele que você vai ter gosto em ver que foi o mais ferido.
Você também é o culpado por eu não acreditar mais em destino, em amor, em "somos felizes".
Eu não acredito mais em você e nem na mentira que foi a nossa história. Mentira deslavada. E logo você que odeia mentira e sempre fala dos meus olhos quando essa palavra surge.
Você é uma vergonha.

É verdade, você destruiu meu coração. Você me destruiu. Fez um buraco. Um prejuízo que nunca vai ter como pagar. Falência, meu caro. Mas você vai pagar. Ah, se vai.
Eu não quero dinheiro, não. Guarde ele com você.
Você vai pagar do jeito que eu mais peço a Deus. De bolsos cheios e coração vazio.


Naiane Feitoza

2 de outubro de 2009

Quem canta seus males espanta.




"Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular.
Sei lá, a tua ausência me causou o caos,
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal.

E então, tu tome tento com meu coração,
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós.
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir

Tu me devolva o que tirou daqui,
Que o meu peito se abre e desata os nós.


Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar

Tirar da cruz e o canonizar,
Digo faço melhor do que lhe parecer.

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor.
Sem mais, a vida vai passando no vazio

Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor..."



*



Sempre me apego em canções quando o meu coração não está bem.

Venho escutado ha algum tempo que Maria Gadú é uma moleca que tem uma voz maravilhosamente irresistível, fora as suas canções e interpretações.
Pensando nisso, lembro que prestei mais atenção nela e procurei por ela. Procurei e procurei.
Quando estive em São Paulo, uma ou duas semanas atrás, fiquei sábado a noite no hotel e assistindo "Altas Horas" dei de cara com ela, Maria Gadú, cantando e encantando na minha madrugada de insônia.

E ainda escutei ela cantando uma música de Edith Piaff (pra quem não sabe, antes mesmo de Janis Joplin, é a minha diva número zerinho), "Ne Me Quitte Pas".

Chorei. Me arrepiei inteira e quase tive um colapso por ver a melhor de todas as interpretações da minha amada Edith.

COMO ELA CONSEGUIU FAZER AQUILO?


Não sei, só sei que ela conquistou meu coração de uma forma TÃO ÚNICA, que procurei por todos os lugares o album dela. E achei. E me apaixonei. E estou cada dia mais e mais apaixonada.

Essa canção que postei no blog, em especial é a que não sai do meu celular, meu computador, meu pensamento e até meu coração aprendeu a cantar. "Altar Particular".
Confesso que além da paz que ela está me dando, as canções que sempre procuro ouvir e cantar (não sou cantora, não sou nem aquela louca que canta no chuveiro porque, sinceramente, minha voz é horrível) estão me dando mais que um motivo pra brilhar os olhinhos.
Estão me dando um motivo pra não pensar em tristeza.


Estou apaixonada. Apaixonada de verdade pelas canções que estão preenchendo o meu coração.
Escutem toooodas as músicas dela. TODAS. Mas em especial:
"Tudo diferente", "Altar Particular" e "Quando fui chuva". Nem se fala em "Ne Me Quitte Pas".
Escutem!
Espero só não acordar um dia, revoltada da vida, e postar a primeira coisa saliente e grosseira que vier a minha mente.

Não, não.

Estou procuranco Paz. Somente a Paz.

*A imagem retrata a canção. Néan?

;)

28 de setembro de 2009

Das palavras dela...

"Ela ainda não sabe. Como olhar para trás e não chorar? Ela ainda não consegue. Sempre disse aos outros que quando os dias caminham, o que passou ficou lá atrás. Adianta sofrer pelo que não tem volta? Ela acredita, mas não entende. Como pode continuar amando alguém e, mesmo assim, chorar de tristeza? Mágoa não passa tão rápido quanto o vento. Ela queria que sim. O passado não deixa de existir, só de atormentar. Marcas profundas não passam, cicatrizam. E o único jeito de seguir tranquila é aprender a olhá-las com resignação."


Textinho retirado do Blog http://carambolasazuis.wordpress.com/



Cássia, obrigada por ter um blog tão lindo e, sempre que o visito, você responder carinhosamente os meus comentários. E dessa vez, um obrigado especialíssimo pelas suas palavras.

Sim, estou tendo paciência com o meu próprio coração.


* imagem de "dando estrelas". É porque eu não achei alguém dando um coração, e eu já dei o meu ha muuuuito tempo e esqueci de tirar uma foto.

;)

27 de setembro de 2009

More Than Words



Acordei pensando tanto em você hoje. Pra dizer bem a verdade, você dormiu comigo. Dormiu na minha cabeça.
Te ouvi por acaso ontem, no meio de um bate-papo, mas decidi te evitar. E pra dizer mais verdades ainda, estava te evitando tinha um tempo. Apesar de sempre escrever o seu nome, lembrar de você e até mesmo falar de ti pra outras pessoas, poderia ser justificado como algo completamente impensado, quase que imaturo da minha parte por falar de você. Mas sempre tive a certeza que não tinha coragem de te olhar e ver o que você tinha pra me dizer, e quando me dava conta, lá estava de novo plantado na minha cabeça aquela imagem, quase que sendo empurrada pro lado mais escuro da minha mente. Lá onde não tem lampião, velas ou fósforos. Um breu.
Quando percebi você entrando na minha cabeça tentei parar imediatamente e me desligar. Tem tempos que não te dou ouvidos e queria permanecer assim. Mas hoje, acordando mais cedo, com aquela dorzinha lá dentro dizendo: "escute o que tem a lhe dizer", foi então que resolvi colocar você pra perto de mim, quase como se coloca um bebê no colo e fui lhe dar ouvidos.
Você chegou, puxou uma cadeira, sentou como se nunca tivesse saído daqui e contou tudo. Falou o que sempre disse e repetidas vezes. Quase me deixando louca por saber que eram as mesmas palavras que, um dia, me fizeram tremer de tanto amor e saudade.
Vi que você falava de um jeito diferente. Um jeito de entrar em mim totalmente diferente das outras vezes. Agora você entrava como se quisesse me explicar que só ficou e ficará na saudade. Que as coisas passaram e que aquelas palavras agora eram pra ter outro efeito. O efeito de quem está se despedindo.
Me assustei pensando que a raiva tinha consumido aquilo que um dia foi amor. Pensei milhões de coisas e discuti maldosamente, quase que gritando dizendo que você não tinha o direito de se retirar assim daqui de dentro do meu coração. Não você. Não, não podia. Você era o que me restava do meu passado.
Mas como boa pessoa que és, me explicou que se eu vinha evitando sua presença durante um tempo e agora voltei a procurar por seu ombro, é porque já está na hora de eu me despedir de verdade. Alias, com as suas próprias palavras: "precisamos nos despedir de uma vez por todas". Você que tantas vezes me embalou dizendo que não era pra nunca te deixar ir embora.
Me pediu pra voltar só mais uma vez e te colocar no orkut, msn, blog e onde mais coubesse.
Me pediu que não te esquecesse, já que durante um bom tempo você fez parte dos meus sonhos, minha enorme alegria, meu choro, meus planos e claro, da minha tristeza.
Você me convenceu quase que num soluço. Me convenceu que eu teria de guardar suas palavras e sua lembrança tão doce em minha vida no lugar onde sempre a guardei, mas agora não mais na pasta de "não ouvir", mas na pasta de mp3 "preferidas".
Você foi aquela canção que mordiscou todos os meus melhores pensamentos e quase me matou de saudade.
Você foi aquela canção não dançada que só embalou nossos corações.
Mas você foi aquela que foi ouvida, tocada e aceita como uma marcha de casamento. Como se fosse “a nossa canção”.
Quem sabe se tivéssemos levado você ao pé da letra, tudo seria diferente.
Me despeço de você com uma imensa melancolia.
E sim, vou deixá-la tocando aqui, hoje, o dia todo, em todos os lugares.
More Than Words.
Agora você embala a saudade.


“More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn’t have to say
That you love me 'cause I'd already know…”

;)

24 de setembro de 2009

Só.




"O amor está se transformando em medo. E é muito estranho sentir só medo de você."







*

Musiquinha pra ouvir antes de dormir: Tracy Chapman - Fast Car


*Como eu amo ouvir essa música. Uma paz gostosa. #)

Eu tenho medo

Essa tarde, depois daquele sono que todo o ser humano merece (depois do almoço), acordei atordoadíssima com um sonho horrível que eu nem lembro qual foi. Bom, não foi exatamente um sonho que me fez ter medo, mas o acordar. Levantei de supetão, com o coração a mil pensando estar deitada em um outro quarto. Precisamente em um hotel que estive semana passada. Corri os olhos pelo meu quarto e não consegui vê-lo. Eu não estava aqui, sabe? Eu estava no hotel. E mais desesperadamente ainda procurei pelas pessoas que estavam comigo aquela semana. Meu coração ficou mais desesperado ainda e comecei a tremer. Foi quando vi a solidão que existia e dei de cara com o meu ursinho de pelúcia, e constatei: "foi só um desespero pós sonho".
Nossa, como eu não suporto isso.
Fiquei pensando desde aquela hora (as 16:40) que raios de coisas eu tenho medo. Mas medo mesmo. MEDO MEDO, não medo medo. É MEDO.
Só de pensar em voltar aquele lugar e sentir aquelas coisas de novo, nossa!, me dá logo um aperto. Com isso, fiquei analisando que TODOS os medos que eu tenho, realmente têm algum fundamento. E já parei pra pensar em todos e comecei a listá-los e colocar suas razões do lado. Até eu fiquei boba com os absurdos que me assombram.
O primeiro da lista é motivo de riso pra todo mundo, e caso achem graça também, eis o meu palavrão favorito pra vocês: "Tomarás no teu Curus".
Tenho medo de palhaço.
Isso mesmo, essa coisa mesmo que eu tenho medo. PA-LHA-ÇO. Qual o problema?
Confesso que no fundo (minhas amigas que me desculpem) vibrei de alegria quando não fomos ao Hopi Hari na semana passada. Tem um treco lá que é sobre palhaços e há muitos espalhados por todo o parque. Não, eu não ia agüentar a pressão e ia acabar tendo um ataque do coração por lá.
Esse medo vem da minha infância, precisamente quando eu tinha 7 (ou 8) anos. Aprendi a ler supercedo (orgulho da mamãe) e gastava meu tempo com quadrinhos e devorando livros na biblioteca particular da minha mãe ou da minha avó. Sem contar que passava horas cheirando livros (isso eu faço até hoje). Eis que em um dos meus dias de pura curiosidade avistei um livro que a minha mãe não largava de jeito nenhum. Ela não me deixava ler e sempre colocava-o no lugar mais alto pra eu não pegar. Até porque eu nunca aprendi a subir em nada, e ela sabe que eu JAMAIS subiria em lugar algum pra possuir o livro. Lembro que fiquei tão curiosa com aquilo que decidi investir profundamente na busca daquele tesouro.
Meu pai tinha contratado um rapaz que era "faz tudo" pra ele. Desde cuidar de nós (três filhas) até ajudá-lo na lanchonete que ele tinha na época era obrigação do menino. Então, como sei que o Janilson (esse era o nome dele) nunca ia me dizer não, disse a ele que se ele pegasse o livro pra mim eu o ajudaria a aprender a ler. CALMA! Isso foi um joguete, oras. Eu tinha que usar a única coisa que podia oferecer pro rapaz. Ele tinha 13 anos, mal sabia pegar em um lápis, trabalhava com meu pai e era da roça (literalmente). Era uma oportunidade de ouro que eu estava oferecendo a ele.
Enfim, o Janilson cedeu ao meu pedido sem nem pestanejar, mas foi logo pedindo um caderno de caligrafia. Nojento! Tive que pedir um novo pra minha mãe e justificar que tinha "dado" o meu de presente ao Janilson. Safadeza, né?
Então, ele foi na cozinha de casa, pegou o livro de cima do armário de louças (sim, sim. Ela colocou mais alto do que qualquer coisa) e o trouxe pra mim. Meus olhos se encheram de brilho quando li a capa: "A coisa". Tinha um palhaço na capa com um jeitão de marginal e um sorrisão assustador. A capa era bem dura, sabe? Daqueles livros antigos mesmo. O toquei, cheirei e fui direto para o guarda roupas com a lanterna do meu pai e sentei no montinho de toalhas que eram guardadas lá.
Comecei folheando o livro aqui e ali. De repente, uma página me prendeu e eis que leio a coisa mais HORRÍVEL que uma criança pode ler: o palhaço era assassino e matava crianças aos pedaços. Com desenho e tudo, hein. Fiquei tão apavorada quando vi aquilo, quando li, quando comecei a suar que fechei o livro e joguei o bicho do outro lado e fui embora tentar esquecer. E devo ter esquecido.
Lembro, PRECISAMENTE, quando meu pai veio uns 3 dias depois convidando a gente pra ir ao circo. Eu, boboca como tal, adorei a idéia e fomos todos. Minhas irmãs, mamãe, papai, Janilson e eu. Risinhos aqui, gracinhas ali, tudo na mais perfeita harmonia. Até que chegou a hora do "tcham, tcham, tcham". Tinha um cara no globo da morte (aquela porra que parece uma bola de ferro que os caras andam de moto dentro) andando de moto pra lá e pra cá. Um barulho ensurdecedor, quase estourando a minha cabeça e eu ali, paradinha já começando a ficar com medo. Então, o pior... Eu digo, A PIOR COISA DO MUNDO acontece: sai de lá de dentro desse globo da morte uma moto com o cara sentadinho, fazendo "vrum, vrum, vrum" e ele tira o capacete e dá a gargalhada mais horripilante que eu já escutei na vida. O filha da mãe estava vestido, pintado, caracterizado, cagado, NOJENTADO de palhaço.
O que eu fiz?
Corri. Mas corri mais que o Forrest Gump e ainda por cima gritando e chorando que nem uma condenada (meu coração começou a bater acelerado só de lembrar). Meus pais não entenderam, nem a platéia, muito menos o palhaço assassino. Eu gritava que ele ia me matar. ¬¬
E daí? E se ele fosse me matar?
Só sei que me acharam fora do circo correndo (acreditem, CORRENDO) que nem uma louca aos prantos e depois disso só lembro da minha mãe brigando comigo e com o Janilson, até porque eu contei tudo e ela soube porque achou o livro embaixo da cama dela jogado às baratas.
Passei quase um mês dormindo na cama com eles (uma verdadeira empata foda).
E até hoje tenho HORROR a palhaços. Digo, não gosto muito de ver fotos, ornamentação de aniversários, filmes e coisas do tipo, mas o meu medo mesmo é ver alguém, principalmente HOMEM vestido de palhaço. Quer me matar? Quer que eu chore? Me leve ao circo e me mostre um palhaço. Fico nervosa, começo a suar e querer chorar. Eu fujo, viu? Fujo mesmo. E sim, tenho horror a circo também. Deve ser por isso, sei lá.
Outros medos que tenho e que nem vou entrar em detalhe são os mais diversos: andar de bicicleta, por exemplo. Nadar em rio de água escura, porque eu penso que um bicho vem me pegar. Atravessar ruas (até hoje eu tenho uma coisa comigo de que vou morrer atropelada), ir a um lugar muito alto com alguma coisa na mão, ou num navio, ou em alguma coisa em movimento e deixar cair algo da minha mão que é muito valioso, esse é sem dúvida a coisa mais frequente que acontece nos meus pensamentos.
Tenho medo de tantas coisinhas.
Nem vou lembrar agora das outras porque acho que superei algum medo, sei lá.
Ah, tenho medo da cara de algumas bonecas e não assisto filme que os atores se vestem com coisas de bicho ou pintam a cara, por exemplo: O gato, Desventuras em série, A fortaleza e bla, bla, bla... Coisas assim. É macabro e eu JAMAIS consegui assistir 3 minutos dessas coisas bizarras.
Como conseguem deixar crianças assistirem isso? Até O Labirinto do Fauno eu não indicaria a ninguém, e só consegui assisti-lo por muita insistência de uma amiga e ela estava segurando a minha mão o tempo todo.
Do que será que eu tenho mais medo?
Dor? Não, não. Acho que não. Se bem que eu odeio fazer unha quando estou sensível e deixei de ser loira porque as luzes doíam a minha cabeça. Sem contar que faço escova vez sim, vez não, porque dói as vezes. Mas se eu sou louca pra ter filhos, então deve ser um medo bobo. Uma coisa qualquer.
Acho que preciso começar a superar certas coisas, mas medo de palhaço, NÃO. É demais para um só coração.
Naiane Feitoza

23 de setembro de 2009

Procurando um botão

Hoje eu acordei mais tarde do que de costume. Geralmente, meu despertar normal do dia-a-dia, meu horário de abrir os olhos e pensar: “mas já é de manhã?”, é exatamente as 6:15 da manhã, já contando os 5 minutos a mais pra aquela fechada de olhos. Mas hoje, não. Simplesmente acordei as 7:10 da manhã com uma vontade enorme de não levantar. Segurei o choro (sim, sim. Tive uma lágrima enxerida querendo sair) e fechei os olhos novamente e disse a mim mesma: “Levanta, mulher. Você é forte ou você é uma fracote?”.
Não deu outra: levantei contra a minha vontade e fui tomar um banho, me arrumei, coloquei o protetor solar na cara e fui trabalhar. Não, não me achei forte por isso. Era só uma coisa que eu tinha que fazer com a vontade de não fazer. Simples como 2+2.
Levei a tira colo um livro que comprei, para ler no caminho para o trabalho, ou nas horas vagas em que não estivesse tão ocupada. Desliguei meu celular e me desliguei do mundo durante o dia todo.
Deixa eu explicar um detalhe: eu estou trabalhando com pessoas, tendo contato, explicando, usando até a droga do meu poder de persuasão, mas hoje eu fui totalmente obrigada a fazer bonito porque eu não estava bem (e não estou vendo muita saída pra sair disso nos próximos dias). O fato de eu ter desligado o celular foi porque eu não queria contato com o meu mundo, entendem?
Não queria ouvir a pergunta que eu teria que responder a verdade. Aquele velho “Você ta bem?”.
Porra, eu não to bem. To péssima. To de coração partido. To triste. E falando essas coisas me dá logo um aperto no coração. Me dá logo um nó na garganta e meus olhos ficam brilhando.
Não, não. Não quero compartilhar a minha dor falando e falando. Por isso, e pra evitar a minha voz fantasmagoricamente diferente quando estou triste (gente, isso é fato), evitei o mundo hoje e vou evitar até essa dor passar, ou quem sabe, eu apertar o botão do foda-se e tratar qualquer sentimento com indiferença.
Mas voltamos ao assunto do livro.
Fui à São Paulo na semana passada dar uma volta, ou melhor, me ferrar toda (Deus do céu!). E acabei (como sempre faço) comprando uns livros para minha coleção. Nada do que eu vi nas duas livrarias me fez apaixonar. Sempre que compro um livro, é por paixão ou curiosidade. Dessa vez, por incrível que pareça, foi por indicação, porque simplesmente não me interessei por nada e nem senti a minha mão coçando pra comprar nenhum livro novo que fizesse eu renascer.
Comprei “Para sempre Alice” e “Comer, rezar, amar”. Confesso que comprei o segundo por pura birra, porque eu não gosto muito de livros que são recorde de vendas ou porque estão na moda. Gosto do que enche meus olhos, não os olhos dos outros. Mas enfim, comprei pensando em lê-lo por último, porque sei que vou chorar horrores com “Para sempre Alice”, que uma amiga me indicou, e assumo que só comprei pra isso, pra chorar.
Comecei pelo pior caminho. Comecei lendo o livro de consolo, “Comer, rezar, amar”. Se eu fosse ler o outro no meu trabalho, ia acabar chorando na frente dos outros e eu to começando a ficar de saco cheio de ser essa idiota sentimental. Porra de sentimentalismo que nunca vai me levar a nada.
Devorei 93 das 342 páginas do livro com o tempinho que tive. Me prendeu um pouco o jeito que a autora definia seus sentimentos e descrevia cada situação absurda que ela passou. Sua depressão, que até agora não consegui entender, e o fato de não acreditar em tamanha frescura (isso, um dia, quando eu estiver bem, eu explico. Não fiquem me recriminando. Tenho segurança no que acredito e critico o que eu acho frescura, oras) me fez crer que sentimentos são uma merda mesmo para a vida de uma mulher. Nos deixa sem controle e sem a menor razão para as coisas mais simples.
Ri algumas vezes de algumas coisas, outras eu olhei e passei a página porque eu não tenho saco pra saber que os italianos são homens lindos e assanhados ( sinceramente? Prefiro os brasileiros). Me prendi em trechos que até agora voltei para ler e vou citar aqui e mostrar como essa droga de livro está me fazendo pensar numas coisas que... enfim, vou citar.
Obs: tenho mania de fazer bolinhas nas páginas que mais me interessam em um livro.

“O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria – um explosivo coquitel emocional, talvez feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crises de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bom bagulho – apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse...”.

Vaca!


“A experiência de vida que meu amigo Brian comparou a ‘ter um acidente de carro gravíssimo todo santo dia durante mais ou menos dois anos’, bom era simplesmente coisa demais”.


A autora, aquela vaca, descreveu exatamente o que pensei durante um tempo. Só que no meu caso, eu imaginava uma virada de trem todos os dias. E a desgraçada acertou até os anos. Ou foi o Brian, amigo dela?
Enfim, o outro trecho que me deixou tão, tão, mas tão emocionada foi uma frase que até queria colocar no meu msn (quando eu resolver voltar pra lá), orkut (quando eu tirar da cabeça que quero deletá-lo), na testa ou quem sabe pregada nas paredes por onde eu ando: “eu acho que mereço alguma coisa bonita”.


Ahhh, eu mereço também, Elizabeth. Eu mereço.
Por fim, até onde eu li, o último pedacinho que me deixou atordoada e até me fez rir foi:


“Se eu amo você, lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda...” (HAHAHAHAHA.. risada minha, ta?)... "o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro – tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei para você todas as suas dívidas, protegerei você da sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade... Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, darei-lhe um vale de sol e um vale de chuva...”.


Lendo essas coisas, começo a me convencer que eu não quero mais amar ninguém, não. Tenho um amor que vai ficar guardado e nada mais. Quero ter repulsa por coisas assim. Por sentimentos que ficam me destruindo. Amor não era pra ser assim, não. Amor era pra ser como era antes: bonito, saudável e que traz paz. SÓ. Eu mereço tudo isso, droga. Mas já que ele não pode ser assim, eu é que não quero mais nada que venha dele.
Ahhhh, eu vou falar. Eu to falando.
A gente constrói coisas, faz planos, ri e conta pras amigas o quanto somos felizes e depois vem o infeliz e diz que não dá mais. Ainda te convence que você é a errada e não vê que foi ele que deixou de amar primeiro e que arrumou a primeira desculpa que apareceu pra te excluir dos planos dele. Ai eu pergunto: “ô, cara pálida, e o que eu faço com o que sobrou? O que eu faço com os meus sentimentos? Você já resolveu os seus e eu que me ferre?”
E ele responde: “você é forte, bonita, inteligente e você vai sair dessa”.
Sair dessa. Sair dessa.. SAIR DESSA É UMA PINÓIA.
Pensa que é assim? Pensa que as pessoas não tem coração como você? (sim, estou brigando com ele).
E a vontade que você tem é de matar o desgraçado, mas antes você se mata aos pouquinhos. Porque não consegue fazer mais nada além de se lamentar e chorar por uma história bacana que acabou.
O que mais dói em tudo isso?
Ver que ele se apossou das suas amigas. Ver que ele as adora, ama, venera e que você é o abajur dos ambientes. Ele se apossou das suas palavras e você assistiu cada passo dele com encanto. Como se dissesse: “deixa ele, é bonito ver ele rindo e feliz”. É, você se tornou a espectadora. Claro, porque ninguém entende que muita coisa incomoda, principalmente o fato de você não relaxar na frente dele, por exemplo. E pra piorar, depois de algum reencontro entre amigos com ele e você, todos acham (com as suas atitudes, claro) que conseguem ver outra coisa, pensam outra coisa, percebem outra coisa, constatam outra coisa, concluem outra coisa e, absolutamente, certamente, resumidamente, DESESPERADAMENTE, eles não estão dentro de você pra saber de alguma coisa e saírem concluindo o que viram ou deixaram de ver. Ninguém sabe de nada. O que se passa aqui dentro é o mesmo que levar um tiro: só você sente e sabe o transtorno que isso pode causar.
Todos se encantaram por um homem que você nunca nem tinha conhecido e que até hoje é um mistério. Você vê outra pessoa e se assusta todas as vezes. E vê que talvez ele sempre tivesse sido assim. Mas por que ele não foi essa outra pessoa com você? Por que ele criou um outro personagem? E nem existe aquela história de que "só você não via". Longe disso. No início (sempre no início), ele fez questão de mostrar que não era o cara que te fez ficar longe, com receio e que não gostava dele de jeito nenhum. Ele praticamente vendeu um produto que não existia, só pra acabar logo o estoque. Ele te convenceu que era outra pessoa. Você se aborrece com isso, se fecha quando lembra, depois fica feliz por estar vendo com outros olhos o que ele realmente sempre foi e você não estava enganada. Mas constata que realmente, ANTES ele tinha se vestido de príncipe e você caiu no golpe do encantado no cavalo branco. Uma droga, se você for parar pra pensar. Um desperdício de sentimentos.
Se você chorou, foda-se o choro, isso não é sinal que você está mostrando o que sente, o que pensa. Está só mostrando o lado de dentro sem palavras. Só as lágrimas saindo e, talvez, sei lá, um fungado aqui e outro ali. A dor, essa você deixa pra mostrar de outro jeito. Pode ser dormindo, não pode?
Ninguém precisa ver você chorando novamente. E espero de coração que isso nunca mais volte a acontecer. Quer chorar? Chora no banho, na cama deitada sem ninguém ver, chora no sonho que é melhor ainda. Mas não chore pra quem não vai entender nada ou, vai entender de outra maneira o que (de novo, repetindo) só você sabe, sente e viveu.


E quer saber? Vou terminar de ler esse livro e procurar o botão que eu falei lá em cima. O botão do foda-se.


Naiane Feitoza

22 de setembro de 2009

Ela. Eu to falando dela.

Houve, finalmente, o dia em que ela levantou e se deu conta da loucura que ia fazer. Gritou dentro de si mesma a frase que adiou durante um tempo: “Puta merda, to ferrada!”.
Não é porque essa era uma frase adequada para certos desesperos, mas tudo nela se resumia no que estava pensando, sentindo, analisando e se cagando de medo.
Medo, ué. Medo dos seus pensamentos. Medo da expectativa X e da realidade Y.
Ela tem medo do seu passado mais do que o futuro que ela nem sabe o que vai acontecer. Aquele medo que corrói e faz ela ter dores estomacais que dão inveja a qualquer “diarreiazinha” de meia tigela. Ela se borra de medo e ainda está fazendo de tudo pra dar uma de fortona. Coisa de gente despreparada, claro.
O fantasma que a persegue é mais poderoso que o Silvio Santos em eleições para presidente da República. Não é um fantasma qualquer. É quase uma maldição de Tutankamon, um Jogo dos Espíritos, Um Jason ou Freddy Krugger arranhando a porta do quarto ou ligando e cantantado “1, 2 Freddy vai te pegar”. Nada disso. Nem palhaços nessa hora chegavam à unhinha do pé desse medo todo.
Se fosse um monstro tipo o Shrek, ela tiraria de letra. Usaria toda a sua falta de educação adiquirida em anos de escola e péssimas amizades e enfrentaria o bicho; Ou facilitaria tudo usando o seu caloroso mau humor matinal que aterrorizaria até o Zé do Caixão. Mas se tratando especificamente deste tal fantasma, aaaah, ela ia tremer, fraquejar, cair, fechar os olhos e pedir, PELO AMOR DE DEUS, pra que tudo não fosse só um pensamento bobo como quando tinha em sua estranha meninice.
Era o holocausto dos seus sentimentos. Pronto, falei.
Isso tudo só serviria para uma coisa: para atormentar. Só pra deixar a pobre mais desesperada mesmo. Só de pirraça.
Ela se sentia a idiota que pagou uma passagem de 10 mil (todo o seu orçamento, claro) pra ir no Iraque morrer com uma bomba no banheiro.
Mas a culpa disso tudo era de quem?
DELA, claro. Única e ex-clu-si-va-men-te DELA.
Ter coragem nem sempre é bom. Ainda mais essa coragem falsificada do Paraguai.
Não tinha o menor pudor em arrebentar portas de orgulho e ultrapassar janelas de problemas interiores. Simplesmente ela se intimou a enfrentar o amor do passado com a cara e a coragem (do Paraguai. Lembram?).
Enfrentar o fantasma do passado e dar de cara com o que a levou a ficar noites acordada ao telefone, no msn, conversas intermináveis, planos, segredos, sonhos e claro um amor que dava paz enquanto o mundo estava em guerra. Foi a melhor coisa que já lhe aconteceu.
Depois de um tempo, ela se pegava na janela do quarto e até na cama chorando por coisas que, definitivamente, não iam mais acontecer. A história foi pro beleléu tem um tempo e a idiotona ainda sentia coisas que a faziam chorar e ter ansia sempre que pensava nele. Ela o amava. Ela sabia que não tinha mais volta. Mas mesmo assim, depois de todos os carnavais que se passaram e as luas que a ajudaram a dormir em paz, a criatura ainda sentia o amor mais bonito do mundo. Sentia saudade.
Claro. Como não sentir saudade de ter se apaixonado por uma pessoa que fez você a amar antes de qualquer sofrimentozinho?
É, uns dizem que as mulheres se apaixonam pelo cara que as fazem sofrer. Ela, NÃO. Ela se apaixonou antes de qualquer sofrimento. Ela se apaixonou pelo amor dele. Se apaixonou pelo o que ele dava de melhor pra ela.
Resumindo?
Ela estava extremamente FODIDA. E sinceramente, eu acho bem feito. Quem manda acreditar no amor depois de tudo que já havia passado? Ela poderia ter sido mais esperta e ter saído disso antes de mais estragos.
Até largou a bebida. Veja que absurdo.
Mas enfim...
Ela não se encheu de esperanças, não se alimentou nem do passado bonito e muito menos do futuro que sonhava. Simplesmente achou que ia se dar bem ao olhar para aqueles olhos apertados e sorriso largo. Achou que ia segurar o tranco diante da pessoa que ela mais tinha medo nessa vida. E eu digo: medo bom e o medo ruim. Uma confusão, coitada.
Mas, devo confessar que deu tudo errado.
O que? Você acha que ia dar certo?
CLARO QUE NÃO. Estamos falando DELA e DELE. Esqueceu?
Não é querendo entrar em detalhes da vida dos outros, mas ela me pediu pra não contar o que aconteceu. Não entrar naquele papo de choro e nem do fato dela passar uns dias sem conseguir dormir e saber que vai ficar mais um tempo assim.
Ela está triste, ué. Não consegue nem sorrir.
Ela está terrivelmente envergonhada com tudo que aconteceu. Está com vergonha de ter ido tão longe (literalmente). Está com vergonha de, às vezes, ter dado de cara com ele, e talvez, sei lá, ele ter percebido que ela o olhava com encanto.
Ela está tristemente envergonhada de ter chegado ao ponto de ter pensado que poderia, numa possibilidade pequenininha, ter motivado um “acerto de contas”, um “ainda sinto algo”, ou quem sabe “Larga tudo e vem morar comigo”.
Ela me pediu pra falar que não deu tempo de sonhar. Me pediu pra dizer que, com toda a certeza do mundo, ela não está mais naquele coração. Ela confirmou o que tinha mais medo. Confirmou que naqueles olhos, naqueles que ela tanto se viu, hoje não tem nada além da cor deles mesmo. Ela não se viu mais naqueles olhos. E o pior de tudo isso? Ela teve que disfarçar e fingir que estava tudo bem.
Escreveu um bilhete de desculpas pelas bobagens que falou (eu contei que ela discutiu e foi grossa?), deu um abraço apertado e prendeu o choro pra não sair como a boboca que ainda ama quem não quer nada com ela.
E de novo, fingiu que estava tudo maravilhosamente bem.
Sinceramente?
Eu não vou mais deixar ela se apaixonar e muito menos acreditar em amor algum. E ela está terminantemente PROIBIDA de sonhar, de querer, de desejar, de lembrar, de falar de saudade e principalmente, facilitar reencontros. Está proibida para amar. Pelo menos até o fim da vida.
Ela não sabe mais fazer isso.
Ela não tem mais corpo. Ela não tem mais forças.
E ela também está proibida de falar nesse assunto novamente.
E ela está pedindo pras pessoas a desculparem, mas ela não quer conversar mais, não quer contato. Quer ficar sozinha. Quer chorar sozinha, sabe?
O aniversário dela ta chegando, mas ela não garante festinha. E se tiver algo, ela não vai.
E se alguém vier brigar, ela vai dizer que não sabe como reagir.
E se alguém vier com papo de igreja, ela mandou dizer que ela já foi demais e prefere rezar para Deus em casa mesmo.
E se vier convitinho pra voltinha, cineminha, saidinha, conversinhas, ela se nega.
E, AMOR, fica longe dela. Fica longe mesmo. Amor que é amor, quer o bem de quem ama. Já que você só carrega o título de “AMOR”, então deixa a coitada se ferrar sozinha.
E não olha pra ela daquele jeito. E não fala de saudade e nem do quanto ela é especial.
Ela não é mais especial, entendeu?
Hoje ela ta se sentindo uma merda e nem que ela ganhasse na mega sena ela se sentiria melhor.
Então fica na tua e faça como o bom “AMOR” que você é e não dê amor a ela.
Ela quer ficar só.
Ela quer ficar triste sozinha.
E ponto final.
Não falamos mais nisso.

Naiane Feitoza





Música que ela está ouvindo: Jura Secreta - Zelia Duncan

16 de setembro de 2009

Patrick, esse é pra você.

Me apaixonei pelo Patrick Swayze quando assisti Ghost.
Mas sabe aquele amor que você se arrepia todo?
Minha mãe era mais apaixonada por ele do que eu, mas o que me encantava era a carinha de cachorro que caiu da mudança que ele tinha naquele bendito filme.

O brilho nos olhos, gente. O BRILHO NOS OLHOS.

Eu queria, desesperadamente, aquele brilho pra mim.
Mas passaram-se os anos e ele apareceu com um filme que, NA ÉPOCA, minha mãe não deixava eu ver de jeito nenhum. Dirty Dancing — "Ritmo Quente". Ele foi um daqueles filmes que não me fizeram chorar, nem ver o brilho dos olhos dele de tão romantico e lindo que ele era, mas vi o sarcasmo, o disparate e a rebeldia de um homem duro na queda. Safado, não. DURO.

Acreditem, me apaixonei novamente por ele.

Mulheres e suas bobagens.
Hoje, lembrando de tudo isso, e de o quanto eu chorei em Ghost e vibrei em Dirty Dancing com aquela bunda balançando, aquele jeito todo pra dança, a cabeça virando, o ritmo (ex-bailarina é fogo. Se encanta logo por isso), vejo que ele era "O" cara fora das telas. Tinha um bom casamento, se meteu com bebida mas deu a volta por cima e, por obra do destino, morreu de câncer (o que me chocou o ano passado, quando soube da doença).

"O" cara foi pro céu. Juro que acredito piamente nisso. Foi pro céu dançar com as anjinhas, aquele ritmo quente e mostrar que aquilo que aconteceu em Ghost pode ser real.
Eu to falando de amor, minha gente. De amor. E não daquela doença (bem Leoni).
To falando do amor que existia no filme.
E pra fechar com chave de ouro, um trechinho do que achei sobre ele. Quer dizer, nem é sobre ele, mas uma declaração de amor à sua esposa.

Quem dera achar um desses. Um Sam Wheat do filme.


"Juntos, nós criamos jornadas que foram além de qualquer coisa que pudéssemos imaginar. Nós cavalgamos ao pôr-do-sol em um garanhão branco, inúmeras vezes. Sentimos o gosto da poeira no local onde nasceram as religiões. Mesmo assim, você ainda tira o meu fôlego. Eu não estou completo até que olhe nos seus olhos. Você é minha mulher, minha amante, minha parceira e minha dama. Eu sempre a amei, eu a amo agora e para sempre vou amar ainda mais."


Esteja em Paz.

20 de julho de 2009

Aquele que morreu.

"Quanto a mim... o amor passou.
Eu só lhe peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles; que não me volte a cara quando passa por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras afeições e outros caminhos, conserva-nos, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inutil."
Fernando Pessoa

*

Jaz um amor.

4 de julho de 2009

Não sou mulher de "Trepada"


Vou começar mostrando um pequeno assunto abordado numa linda manhã de chuva, de um sábado infame do mês de julho.

...

Zurélio: Irene ;***
Zurélio: o/
Naiane.: Zureeeelio ;**
Zurélio: Como é que tu tá? =)
Naiane.: menino, eu to bem e o senhor?
Zurélio: Alegre igual moleque que ganha o troco duma comprinha no mini-box da esquina
Zurélio: E qual é a boa nova?
Naiane.: Menino, PAREI DE BEBER.
Naiane.: entrei na igreja e veja só... mudada. (mentira. IGREJA UMA PINÓIA)
Naiane.: mas mudei por vontade própria e saúde.
Zurélio: Sim, sim! Nossa temporada no Inferno acabou =)
Zurélio: eu ando numa reclusão que dura dias. desde abril
Naiane.: Hmm... e por que isso, demonio?
Zurélio: cansei! cansei da galera que eu tava andando, dos bares que eu bebia
Zurélio: hauahuauaha
Zurélio: foda-se. enjoei
Naiane.: isso é moda, será?
Naiane.: To ha um mês sem beber e sei que não volto mais pra aquela vida.
Zurélio: Moda?
Zurélio: hauahauaa
Naiane.: antes de eu viajar lembro que até falei que tava pensando em ir pro Frances contigo
Naiane.: e tu confirnou
Zurélio: Mas a gente vai lá, porra
Zurélio: E tu não vem passar as férias aqui, não?
Naiane.: Eu to voltando em julho, caralho ¬¬
Zurélio: E a gente tá em que mês?
Zurélio: Voltando de onde, porra?
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: De Natal, PORRA
Naiane.: eu to voltando pra MAcapá, ô Bêbado
Zurélio: Ah tah!
Zurélio: Por que tu não falou - Eu tô indo praí.
Zurélio: Tão simples
Zurélio: Agora "Tô voltando..."
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: As vezes eu acho que tu tens a cabeça no CU. (baah)
Naiane.: Vamos ver como vão ficar as coisas: voltando pra Macapá com o coração partido e sem beber. HAHAHAHHAA
Zurélio: Ah! De bebida ninguém sente falta, porra
Naiane.: verdade!
Naiane.: eu to é bem sem ela
Zurélio: Agora duma boa trepada...Ah! Isso simmmmmmm kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Então, nem precisa esquentar!
Naiane.: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: ô assunto, meu Deus. Eu penso que ele vai falar de uma coisa útil.
Zurélio: Hum!
Zurélio: Pára (antes da reforma) / Para (depois da reforma) com esse puritanismo, Irene
Zurélio: hauahahuahuauahuahhaa
Zurélio: Isso é útil sim.
Naiane.: Meu amigo, lembrar uma boa trepada é NOSTALGIA PUUUUURAAAAAAAAAA, não tem nada de útil nisso.
Zurélio: Não falei em lembrar kkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Eu tava falando de sentir falta
Zurélio: nem vem mudar o assunto. a gente tava falando de abstinência
Naiane.: Eu nem sei mais o que é isso. To mais pra admiradora do balão mágico do que ter uma dessas.
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Tu é muito suja mesmo
Zurélio: hauahauhauhauhahaa
Zurélio: Sempre querendo me enrolar
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: A bebida foi, mas a malandragem ficou
Zurélio: hauhauhuahuahuahuaauahuaha
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Tá bom, SIMONI!


E terminei o assunto cantando: "Meu ursinho Pimpão", da Simoni.
O fato é: Isso é assunto para as 11:30 da manhã?
Isso é coisa que se diga a uma pessoa que não sente cheiro do corpo de um homem grudado no seu há meeeeeeeeses?
MALDADE, MEUS CAROS. MALDADE.
E não é por falta de opção, ou porque “Não tem ninguém pra comer ela. Tadinha”.
Porra, nenhuma. Vocês sabem que mulher, feia ou bonita, tem sexo a hora que quer. O problema maior, meus caros, é sexo sem compromisso PRA MIM.
Não, definitivamente, nunca fui do time das meninas que faziam sexo com o cara porque ele era bonito e tinha dinheiro ou bla, bla, bla. Nunca fui do time que se apaixonava toda semana, quatro vezes por mês, ou que trocava de experiências sexuais com vários homens.
Eu fui puritana e acho que sempre vou ser.
Sou daquelas que gosta de olhar nos olhos e de sentir o friozinho na barriga quando começamos a sonhar em tirar a roupa. Sou daquelas que guarda cada momento e cheiro do homem que a gente ama e “está dando”.
Ei, calma ai! Eu nunca disse que era puritana com as palavras. Falo em “dar”, “Comer”, “trepar” e o diabo a quatro. O que eu não faço é sair dando pro primeiro sorriso bonito que eu despertei nesse mundo de meu Deus.
Pois então, voltando...
Sou aquela que gosta de ser conquistada, que gosta de beijar com fervor. Sentir aquele abraço apertado pra ver se o corpo encaixa.
Sou do tipo daquelas mulheres que não pensam em sexo no primeiro encontro. Sou do tipo que pensa como vai ser quando começarmos a, sei lá, namorar.
Fico me coçando pra saber como vai ser. E sim, já quebrei a cara por namorar primeiro e o sexo veio depois. QUE LÁSTIMA! Nem todos os homens sabem o que estão fazendo. Mas também já tive a sorte de ter o homem que fez amor perfeitamente, já tive a sorte de até eleger essa criatura como o homem da minha vida.
Choquei com isso quando vi que a química era de corpo e alma.
Mas vamos esquecer isso.
Confesso que tive um susto com o assunto, ainda mais aquela hora do dia e no estado debilitado em que me encontro.
Como assim “sentir falta de uma bela trepada”, gente?
HAHAHAHAHAHA..
Eu sinto falta do sexo, claro, não sou doida e não nego isso. Mas sinto falta do CAAAAAAAAAARA que eu fiz.
Sabe a última lembrança de sexo que você fez e você amava o cara?
Uhhh.. isso sim é útil.
Não é útil pra contar por ai, pra pensar e ficar remoendo, mas é útil pra sua existência: “Poxa, eu fiz amor tão gostoso, que to pra morrer aqui de tanto lembrar. BANHO GELADO, JÁ!”.
PORRA, eu não acho que uma trepada seja algo que te faça contar por ai. E acho DESUMANO um homem sair contando.
Nós mulheres temos uma lei: nunca contamos os detalhes do sexo, mas contamos que foi bom e damos a entender que ele era “O CARA” com a gente.
Nem sempre, o João que foi ótimo de cama com a Marcia, vai ser bom com a Fernanda ou com a Julieta, por isso costumamos ficar quietas. Mas existem as que adoram dizer que fizeram barbaridades por ai com o pinto de todo mundo.
Não as condeno. Longe de mim. Mas vamos combinar que isso é feio, viu?
Dá pra rir. Dá pra achar engraçado umas coisas. MAS HÁ COISAS, QUERIDAS, que você deve levar pro túmulo, ou melhor, pro túmulo de vocês.
Estou tentando me concentrar no texto porque, realmente, é de se ficar nervosa ao lembrar de certas coisas.
Poxa, estava tão bem sem “assuntos cabeludos” na minha cabeça, e, do nada, vem um tarado por mulher e me joga um balde de merda desse. E PELA MANHÃ.
Não, não. Me nego a continuar.
Vou tomar um banho de água GELADA e almoçar fora com os amigos.
E VAMOS ESQUECER ESSE ASSUNTO.
Naiane Feitoza

18 de junho de 2009

Meu diploma vai virar pano de chão.

Hoje acordei lindamente bem. Dormi bem e nem acordei uma horinha que fosse pela madrugada. A não ser pra fechar a janela porque tava fazendo frio demais.
Eis que levanto agora (exatamente 10 minutos atrás) e vou direto olhar como ficou a decisão do Supremo sobre a formação de jornalistas como forma de obrigatoriedade na profissão.
E adivinhem. O BRASIL ESTÁ VIRANDO UMA MERDA MESMO!

Como, me digam coooooooomo eles decidem que: "Em se tratando de jornalismo, atividade umbilicalmente ligada às liberdades de expressão e de informação, o Estado não está legitimado a estabelecer condicionamentos e restrições quanto ao acesso à profissão e respectivo exercício profissional. Não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional, que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica. Não se pode fechar a atividade jornalística para expoentes”, "vomitou" Carlos Ayres Britto, ministro do STF.

Liberdade de expressão? Não fechar para expoentes?
ELES QUE CONHEÇAM ALGUÉM DENTRO DE UM JORNAL E PEÇAM PARA SER COLUNISTAS. ¬¬
GENTE, não vivemos mais na ditadura, esse termo de liberdade de expressão não cabe numa coisa séria que é o "DIPLOMA PARA EXERCER A PROFISSÃO".
Vivemos em uma sociedade que quanto mais se estuda, mais se tem possibilidades de ser um bom profissional. Vemos isso todos os dias nos jornais e nas portas se fechando quando procuramos emprego.
Ai, vejam vocês, agora qualquer um pode ser jornalista. Que lindo!
Se antes reclamávamos que o Médico "tal" era colunista de Política, imagina agora: a criatura que passa a vida falando da vida alheia em porta de revista, vive se metendo em confusão, é metido a escrever textos vazios e, AINDA POR CIMA, sonha em escrever pra CONTIGO! lê a noticia de que agora não precisa de diploma pra se expressar e corre pra arrumar um emprego e assinar matéria. (baah - Aquele bonequinho com a boquinha aberta e olhos pra cima.)
Não vou negar que quando estudei com jornalistas NÃO FORMADOS, eles me davam aula de um monte de coisinhas. Não vou negar que eles estavam na graduação pra ganhar um pouco mais ($$) no trabalho. Muito menos negarei que alguns não queriam perder a carteira de licença de "profissional" de jornalismo. Mas não vou deixar de citar que TODOS adoravam o curso, que diziam que precisavam daquelas aulas, conhecimento, de anos numa cadeira pra entender certas coisas, saber de onde vinham certos conceitos. Ter uma mente aberta e não viciosa que os meios de comunicação nos impoem assim que trabalhamos pra determinada empresa. Aprendemos até ética na profissão. Aprendemos a ser jornalistas de "cacife", de peso, completos.
Sinceramente, porque eles não fazem isso com a medicina, odontologia, direito, educação física, engenharia ou sei lá mais o que?
Nããããããoooo, querem fazer na área da "prole". Dos que nasceram da geração das letras e estão entranhados, familiarizados, quase uma dinastia da informação (drama MESMO!).
Fico imaginando que meus quatro anos de SUFOCO (quem me conhece, sabe o que eu passei na graduação) foram em vão, os quatro anos de colegas que precisavam do diploma pra excluirem a carteirinha de licença para terem o bendito DIPLOMA foram em vão. Fico imaginando que foi em vão passar noooites estudando para as provas de Teoria da Comunicação, Comunicação Comparada, Teoria do Jornalismo, HISTORIA DO JORNALISMO, Jornalismo Digital e outras coisinhas mais, isso dando suporte ao nosso conhecimento, deixando a gente entender porque o jornalismo era a nossa área (ou vocês acham que a minha pose pra explicar a Teoria do Espelho, Escola de Frankfurt, Bourdieu, Mcluhan e até o pateta do Foucault é em vão?!).
Fico imaginando mais longe ainda: e os concursos públicos? Qualquer criatura que fez turismo pode trabalhar na área de Comunicação Social (Hablt. em Jornalismo) assessorando, clipando, cuidando da imagem assim, DO NADA? Grande merda de profissional que estão empregando. Até assistente de telemarketing (e viva ao gerúndio!) vai poder fazer concursos ou entrar em jornais como reporter e até, "estar virando" editor-chefe (Abaixo ao Lead!).
Estudamos sobre ética, minha gente. Estudamos sobre leis, sobre assessorar, sobre cobertura de imagens, sobre o "pode e não pode" do jornalista de rua. Estudamos sobre a lei da imprensa, estudamos sobre como se comportar em uma coletiva, sobre usar imagem de pessoas em comercial, notícias, documentários, revistas e tudo que aparecer. Estudamos sobre fotografia, imagem em vídeo, sobre chateaubriand e a televisão brasileira, sobre livros jornalisticos e livros documentários. Estudamos sobre notícias e "barrigadas", sobre imediatismo, maus profissionais, erros da imprensa, sobre o Collor entrar e o Lula sair.
POXA, NÓS NOS INFORMAMOS PRA DAR O MELHOR À MASSA (sim, sim.. notícias são massificadas).
Não me conformo com nada. Não me conformo em ter que colocar o meu diploma na parede como uma boa lembrança da graduação. Estão golpeando nossa categoria.
Dá até vontade de chorar, sabe?
É como se você perdesse a sua credibilidade, a sua formação. Parece que arrancaram um direito meu. Arrancaram um pedacinho do meu coração. Eu amo ser jornalista. ;/
Acho que foi por isso que na minha formatura, o meu canudo estava vazio. Só enfeite. Só vento.
REVOLTA!
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"JURO CUMPRIR MINHAS OBRIGAÇÕES COMO JORNALISTA DENTRO DOS PRINCÍPIOS UNIVERSAIS DE JUSTIÇA E DEMOCRACIA, COERENTE COM OS IDEIAS DE COMUNHÃO E FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS, PARA QUE O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO REDUNDE NO APRIMORAMENTE DAS RELAÇÕES HUMANAS QUE RESULTARÁ NA CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MAIS DIGNO, MAIS JUSTO, PARA QUE OS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS".
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P.s.: querem ver de onde vem a palhaçada? Olhem a notícia ai:
E podem comentar metendo o pau.