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17 de abril de 2015

Diário de uma grávida de primeira viagem, parte VI.



Diário de uma grávida de primeira viagem, parte VI (ninguém perguntou, mas eu quero falar. E eu to grávida, tenho prioridade e vou usar isso sempre).
“Reuniiiiiidos aquiiiiii só pra louvar ao Senhooor!”. To aqui cantando e tentando mentalizar que a vida, ahhhhh! A vida!... que a vida é linda e que tudo vai passar, tudo vai acabar logo, que isso tudo é só uma coisa da minha cabeça.
Lembram mês passado, quando eu disse: “mês que vem vou ficar implorando pra Elis nascer”? MANA, NASCE, PELAMORDEDEUS! Nasce que a porra ficou séria aqui pras minhas bandas.
Primeiro: eu não aguento mais não dormir. Sim, não dormir. É, cacete! NÃO DORMIR. To naquela de 32 semanas (8 meses, queridinha), da barriga estar dura parece um pau, da Elis estar mexendo parece aquele povo que implodiu a Macarena na nossa cara, da coluna estar me avisando, a cada 3 minutos, que eu to andando de forma errada, mas de outro jeito não dá. Não acho posição pra dormir, não acho jeito ou cama pra descansar. To na fase do pescoço e sovaco pretos (cara, que coisa feia!), na fase de tirar fotos sem mostrar os dentes, porque meu rosto ta TÃO INCHADO que os olhos somem e meu nariz parece o cu de uma galinha gorda. To na fase de acordar falando palavrão e acordar o namorado, que ta num sono bom, só pra chorar e gritar: “EU QUERO DORMIR TAMBÉÉÉÉM” (sofre comigo, merda!). To na fase dos formigamentos nas mãos, nos pés e agora, pra ter brinde – TEM QUE TER BRINDE – com uma dor muscular no ombro esquerdo, me impossibilitando de dormir daquele lado e me fazendo chorar de dor. Já me disseram que é má circulação e acontece, mesmo, na gravidez. E eu pensando que tava com algum câncer ou fase terminal da vida. 
Com 8 meses eu ainda não vi brilho, amor e compreensão com tudo que acontece no nosso corpo. Desculpem as mais apaixonadas por suas barrigas e gestações, mas eu tenho um ódio tão grande do discurso que vocês pregam. Porra, todos os dias é declaração de amor, todos os dias é vídeo, todos os dias é milagre da vida. Porra, vocês não cansam? Eu, e mais de uma dúzia de mulheres, ABUSAMOS. Enfia esse amor no seu bebê, não no facebook, caceta. Parecem que querem mostrar pro mundo quem ama mais.
Tem uma criatura no instagram, que eu sigo porque ela tem um perfil só sobre organização e dicas de limpeza, que DO NADA a retardada começou a me desacatar e me desafiar. Um perfil que fala sobre limpeza agora ta falando sobre criar filhos, sobre como a filha dela é perfeita, como a neném é luz, é raio, estrela e luar. CARA, ELA TA ME AFETANDO! Eu juro que só pode ser de propósito. Desisti do perfil por isso e vou desistir de vocês, se continuarem com essa babação diária de que mãe é o ser mais abençoado do mundo. NÃO SOMOS! Coloquem na cabeça de vocês: NÃO SOMOS. Até rata tem filho, mana. Então para. Vamos curtir esse amor entre nós, entre nossos queridos, entre algumas amigas e alguns conhecidos. É mais bonito e mais saudável. Teve até uma matéria no Estadão (eu acho) que falava sobre um grupo de amigas que escreveu pra uma delas, em especial, pra falar que ela tava uma CHATA só falando e postando sobre o filho. Me marcaram e disseram: “foste tu que mandou a carta?”. QUEM ME DERA, MIGOS. Quem me dera. HAHAHAHHA
Não as culpo desse amor avassalador que vocês criaram por uma criatura linda, cheirosa, com a boca banguela e os braços cheios de dobrinhas. Não culpo, porque sou completamente apaixonada pelos meus sobrinhos (que são meus amores e dói só de lembrar deles) e to apaixonaaaaadérrimaaaa pela Elis, daquele nível de ver tudo e pensar nela, ler algo e pensar nela e passar horas conversando com a pequenazinha. O pai dela e eu somos uns babacas apaixonados. Não parece, né? Pois é, porque a gente não fica esfregando na cara de ninguém.
Não as culpo de amar um pedaço que ta saindo de dentro de vocês, mas É SÓ ISSO. Antes de existir essas redes sociais era tão bom. ;~ Vocês não eram tão mela cuecas e eu não era tão abusada da cara de vocês.

Esses 8 meses (e acho que vai ser o ultimo texto do meu diário) me mostraram o quanto gravidez não é pra qualquer um. Não é pra qualquer mulher. Não é, não. São desconfortos que te fazem pensar MIL vezes antes de ter um próximo filho. São problemas que te deixam emocionalmente abalada (mas meu bom humor nunca me derruba!), são conversas que te fazem se afastar das pessoas erradas e se aproximar das pessoas certas. São momentos que te fazem ver e ter certeza de quem ta ou não do seu lado, segurando a sua mão, cortando o pepino pra você e te fazendo rir incontrolavelmente, porque a vida é mais do que aquilo. Minha filha vai ser uma escola caralhenta pra mim e vai me fazer saber o que é CRIAR alguém de bem, gastar meus trocados com sapatinhos, deixar ela comer aquele bendito chocolate que todo mundo ta comendo e respeitar, acima de tudo, o espaço dela, a vida dela, as escolhas dela, como nunca fui ou serei respeitada.
To numa fase mais sem humor, mais sem paciência até pra quem vem com boas intenções. Tenho uns conhecidos, HOMENS, que começaram a dar pitaco em gravidez. HAHAHAHAHAHAHHAHAHA.. EU JURO PRA VOCÊS. Começo a rir porque eu sinto um empenho doido de querer “fazer parte” disso tudo. Mas desistam, migos. Vocês têm um PINTO e ele serviu pra entrar aqui, fazer um filho e pronto, cabô. 
Mas todos têm seus méritos. São participativos? Dão apoio? Nos amam? Nos controlam e seguram as nossas mãos? SIM, SIM, SIM, SIM, E SIM PRA TUDO. Mas vocês não têm útero e nem paca, ta? Então encerra por ai a participação e não me venham com “mas minha mulher...”. Foda-se a sua mulher. Eu to falando de várias mulheres, inclusive a sua, que ta passando por experiências que você só sabe na teoria e só fica percebendo se ela comenta, reclama ou faz esse diário, que nem eu. 
Emoticon heart
Bom, pra finalizar eu queria contar uma experiência ESCROTÍSSIMA que tive, esses dias, num supermercado local. Estava eu, linda, saltitante e compenetrada analisando preços de sabonetinho, lenço umedecido, fraldas pra minha pipoca quando a minha barriga fez sinal de que a minha bunda queria entrar em trabalho. MANA, SUANDO FRIOOOOOOOO num supermercado, de barrigão, calça colada, pés inchados e eu lá, segurando a dor de barriga. Olhei pra todo mundo e só via cliente e nenhum funcionário, até que avistei uma alma viva e ela me indicou ao banheiro (as pessoas pensam que grávida só mija). A bichinha, toda solícita, me leva num banheiro que só tinha dois vasos, separados por paredinhas e portas e uma pia larga. Mana, cobri o assento com uns 71 metros de papel higiênico e sentei. Gente, entrou outra pessoa no banheiro NA HORA QUE EU TAVA LÁ e peidando. Gente, coco de grávida não sai discreto, ainda mais com dor de barriga. Me enteeeeeeerra de vergonha. Tentei segurar, mas já era tarde. A criatura ficou lá e eu esperei ela sair pra terminar o serviço. A peste sai do banheiro e vai lavar as mãos e secar naquela porra que sai ar quente, aproveitei o barulhão e fiz o resto. Quando ela saiu, sai da minha cabine, lavei as mãos nas 3 porradas e... ME FODI. Que vergonha. Lá fora tinha uma carrada de gente me olhando, algumas mulheres do caixa, uns dois embaladores e uma delas riu me olhando. Eu, pensando que tava num filme de horror, continuei olhando pra frente e ignorando, e eles RINDO. Mana, que absurdo. Aposto que o comentário foi: “lá vai a cagona”. ;~~~~
Contei pro namorado e ele mais ria do que me consolava e ainda perguntou: “mas tu te cagou?”. É MOLE? Por isso que as pessoas perdem os dentes. ¬¬

Enfim, vida de grávida da bunda frouxa não é fácil. ;~~~
Não sei se esse vai ser o último texto, mas se não for, o próximo vai vir mais curto. Juro pra vocês. É que to de péssimo humor e escrevo muito quando to assim.

Pêijos, coisas preguentas. ;*

13 de março de 2015

Diário de uma grávida de primeira viagem, parte V.



Diário de uma grávida de primeira viagem, parte V (ninguém perguntou, mas eu quero falar. E eu to grávida, tenho prioridade e vou usar isso sempre).
Miga, pega na minha mão, me olha nos olhos, não treme e não ri. Agora repete comigo: NUNCA MAIS VOU FALAR QUE GRAVIDEZ É UM SONHO, BASEADA NA MINHA VIDA E NO MEU MAR DE ROSAS.
Repete esse mantra ai diversas vezes, mais, mais, engole beeeeem e repita para todas as outras grávidas, coitadas, que estão sofrendo e tendo incômodos como EU.
Eu to aqui me perguntando quem foi a primeira mulher a dizer que isso é a coisa mais linda do mundo, mais maravilhosa, porque eu quero dar só na cara dela.
Vamos aos fatos impactantes dessa minha chegada aos 7 meses (isso mesmo! 7 meses):
MANA, MINHA PIRICOTA TA DOENDO. Gente, dói, dói, dói e dóóóóóóiiii e to sofrendo há mais de uma semana. E já to sabendo que é daqui pra pior (me caguei de medo). Sabe aquela dor muscular que você sente quando nunca mais andou de bicicleta e resolveu andar do nada? Sabe aquela dor de fazer você ver estrela e fica se contorcendo pra levantar direitinho? Sabe aquele incômodo de piricota dolorida de ter dado a noite passada, parece uma gata doida? Pois é, a minha é dessas ai, só que sem ter feito alguma coisa, ou seja, fiz nada. Paca é um nome indelicado que chamamos pra prexeca, piricota, bucelina (não vou falar o outro nome horroroso que tem), perseguida, vulva, vagina... esses troços todos ai.
Perguntei de umas amigas e foi unânime: “é normal, amiga. A sua bebê está se encaixando”. NORMAL? HAHAHAHA... Normal é um MURRO na cara de vocês. Pior que constatei, depois de uma pesquisa cansativa, depois de ter analisado se era câncer, alguma anomalia ou uma aberração acontecendo com o meu corpo. Constatei que acontece com toda grávida. Umas sentem dores na virilha, outras em toda a “testa” da vagina, outras sentem até dores intensas no quadril. Como sempre, olhei pra minha barriga e falei: “bora, Elis, vem logo que mamãe já ta chegando no limite da paciência com essas dores”. Cada puxão é um palavrão e cada gritinho de dor é um suor a mais.
Quié? Cêis vão me recriminar por eu falar de dor na piricota? Ah, manas, me poupem. Todo mundo aqui tem uma.
Continuando... Vocês já viram a quantidade de gente que se mete, simplesmente, porque você não pediu opinião ou porque é enxerida, mesmo? Mana, é uma coisa espantosa. Todo mundo tem um bedelhinho pra meter. Uma coisa é a pessoa falar sobre as cólicas do bebê e querer ajudar, sobre você não conseguir cagar (que era o meu caso) e um anjo chamado @karen pimenta lhe socorrer e ser a mais amada de todas por isso; uma mãe aqui e ali te ajudando com os lugares mais baratos pra você comprar as coisas, um óleo, um creme, uma comida, uma musica... Tudo isso é tão bom. Mas outra coisa é gente se metendo se eu vou furar a orelha da MINHA FILHA ainda recém-nascida, se eu vou dar água, se eu vou ter parto cesárea (me chamando de frouxa, porque a mulher nasceu pra sentir a dor do parto), se pretendo enfiar chupeta na minha pipoquinha, se isso, se aquilo, se porra, se merda. Se eu já não deixo o povo se meter na escolha da minha comida, vou deixar se meter em como quero emperiquitar a minha obra prima? Ora, vão brigar por causa de política ou se matar por causa de macho, mas deixem de se meter na escolha das mães. Tenho amigas que suportam um bocado de enxerimentos. Eu só olho, analiso, começo a rir e mando tomar no cu mentalmente.
Dia desses, eu tava com uma dúvida escrotíssima sobre umas coisas que andavam acontecendo no meu corpo, perguntei de algumas amigas e uma coleguita me solta: “se tivesse num grupo de mães tu tava melhor instruída”. OoOoOoOoo.. Adivinha quem mandei ela tomar no cu? <3 o:p="">
Fora esses perrengues, tem a fase do sono interrompido pelo braço dormente, pela posição que você escolheu e ta dificultando teu sono e bla, bla, bla... Descobri que se eu dormir do lado direito (que é o que mais me sinto confortável), não fará muito bem pra Elis. Sim, tem algo a ver com a circulação e mais umas outras coisas. Então, eu sou meio paranoica e viro pro esquerdo (o lado que durmo obrigada) e ela sossega. Cara, é MUITO difícil essa fase. Acho que ta barrando até a mijadeira desenfreada.
To puta porque meu médico disse que começou a fase de eu maneirar na comida (sendo que engordei 9kg e não parece. Barriga miúda ainda), começou a fase de refazer todos os exames possíveis e inimagináveis por conta do meu tipo sanguíneo (e eu tenho que gastar a parte, né, caralho? O governo não vai liberar a vacina de graça), começou a fase da minha cara parecer e de uma porca inchada, começou a fase de eu andar estranhamente feio, porque tudo incomoda... Olha, de maravilhoso, até agora, só a Elis dançando Sandra Rosa Madalena aqui dentro (é muuuuuuuuuuuuuuuuuito bacana, gente. Ai, que legal!). O papai dela e eu piramos e damos ótimas gargalhadas disso. E só. ¬¬
Elis, daqui pro mês que vem eu vou estar na fase de IMPLORAR pra você nascer. Que seja pra eu ver a sua carinha, que seja pra ter cheiro de neném entranhado na gente, que seja pra acabar logo esses incômodos e sofrimentos. Padecer no paraíso é o caralho. Isso aqui é um caso sério e não é todo mundo que tem força e espírito pra aguentar fazendo pose de melhor mãe/grávida/chata do mundo.
Enquanto a moça que pensou que me ofendeu dizendo que eu sou uma frouxa por escolher o parto cesáreo e que eu sou uma dondoca folgada porque não vou pelo natural, de arrebentar o meu buraco porque o dela é arrebentado, vai uma dica: vai arrumar a raiz desse cabelo, mana. Vai arrumar esse espírito perseguidor, vai trabalhar, vai criar seus filhos e deixar as babás em paz. Vai, pelo amor de Deus, se importar com as suas cirurgias MAL FEITAS para consertar esse teu corpo escroto, porque ISSO SIM é desnecessário. Se meter no parto alheio pode, mas a gente ver cirurgia de estética feita por qualquer merdinha não pode, né?
Folgada!

P.s.: eu disse pra vocês que to sem paciência? ;~~  Desculpem.



19 de fevereiro de 2015

Diário de uma grávida de primeira viagem, parte IV.



Diário de uma grávida de primeira viagem, parte IV (ninguém perguntou, mas eu quero falar. E eu to grávida, tenho prioridade e vou usar isso sempre).
E chegou a fase das 25 semanas, dos 6 meses e uns quebrados, do “conforto” que todo mundo me falou que ia rolar, que é a fase mais tranquila dos 9 meses e... QUE PAPO FURADO! Égua, to com raiva da cara de vocês. SAIAM DAQUI. ¬¬
Primeiro: quero fazer coco em paz. Custa? Custa só um dia eu conseguir fazer sem ter que ficar toda presa e sentindo que nada vai sair (e não sai)? Gente, é o castigo que eu nunca pensei que pudesse ter na minha vida. A fase dos peidos é até tolerável, porque eu saio de perto e vou peidar em paz. MAS FAZER COCO? Puta merda! Tudo que você come afeta na bunda, tudo que você sonha em comer, afeta na merda, tudo que você pensou em colocar na boca, afeta na hora de cagar. ASSIM NÃO DÁ, MINHA GENTE. E olha que to na “dieta” das fibras. IMAGINA!
Segundo: já sei o sexo do meu bebê, já completei a minha fase gay expondo o nome, fazendo postagem boiola (oOoOoOoOo) e vocês já me deixaram toda babona por amarem tanto quanto eu, mas CHEGA DE TENTAR FORÇAR A BARRA COM BOOK DE GRÁVIDA. Manas, NÃO VAI ROLAR. Eu acho cafona, não me vejo com a cara do tamanho da minha bunda fazendo fotos numa grama só mucuim e muito menos me vejo colocando coisas cheias de frufru na minha barriga, olhando a paisagem com cara de caneca. Ohhhhh! NÃO! Não vou expor meu corpo escrotoral em um monte de fotos, que eu mais vou ver que to do tamanho de um elefante (mesmo que pra vocês não pareça), só porque um monte de mulheres fez. Desculpa, sociedade, mas eu não nasci pra essa boiolagem.
Terceiro: ficar doente, estando grávida É UMA MERDA. To numa gripe desde segunda de carnaval, minha garganta fechou, meu nariz ta igual a um tomate, minha respiração ta uma droga (e não pode tomar remédio! Ê, vidão!), meu pescoço dói de tanto ficar deitada em posições que me deixam encaralhada e incomodada. Aliás, TUDO incomoda: ficar sentada deixa meus pés do tamanho de uma tartaruga, ficar em pé muito tempo deixa meus pés igual a um fusca, andar pra lá e pra cá pra amenizar cansa, sentar de perninha pra cima dói meu cóccix, dói aqui, dói ali, dói acolá. SIM, CARALHO, NÃO ERA A FASE MAIS MARAVILHOSA DO MUNDO?
Você me enganaram, isso sim.
A gente se limita um bocado. Sente coisas que são legais e outras UM SACO. Faz xixi a cada 10min (e isso piora a noite), come menos porque parece que você vai explodir, bebe menos liquido por conta do xixi descontrolado... enfim, uma merda. Me senti pior quando fui assistir ao desfile das escolas de samba. Primeiramente que todo mundo pensa que gravidez é DOENÇA e te olham com cara de “O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI? Vai pra casa descansar, buchuda” e a vontade era de mandar todo mundo tomar no cu, mesmo. Segundamente que banheiro químico não foi feito pra pessoas “normais”, imagina para pessoas no estado em que estou (ALÔ, COORDENAÇÃO DO CARNAVAL DE MACAPÁ! QUE VACILADA COLOCAR BANHEIRO QUÍMICO NA ÁREA PREMIUM DOS CAMAROTES, HEIN, CARALHO?). Terceiramente que você sai de casa toda trabalhada na leveza e em menos de 3 horas você se sente pesada, inchada, com calor de 10 mulheres na menopausa e dando de cara com um monte de mulheres mal educadas que vêm passar a mão na sua barriga, no meio dessas sensações. Ora, merda, gravidez não é pra alisar.
Converso muito com a Elis (sim, manas, eu bato altos papos com a minha filha) e digo: “amorzinho, mamãe só vai ter você, viu? Mamãe não quer outros bebês porque a vida ta difícil e você ta pesando, meu corpo ta todo cagado e a tendência é piorar”, ela entende (eu acho) e fica dando chutes, cambalhotas e concordando comigo (AI DELA!).
Dormir não ta sendo fácil a noite, imagina a soneca de dia. Pego todos os meus travesseiros, tasco embaixo das pernas, alguns em frente a barriga, um na cabeça, um nas costas, um mais alto pras pernas e N A D A conforta. Não acho posição. E quando, FINALMENTE, acho, o xixi vem com força total. Aí, volta tuuuuudo de novo, arrumar posição, travesseiros, não focar nada no escuro (porque agora tenho medo do escuro) e tentar dormir. Na casa do namorado durmo mais em paz, porque roubo o travesseiro gigante dele, que encaixa perfeitamente no meu conforto, mas em casa... puta merda!
É, minha gente, vida de grávida não é lá essas Coca Colas todas, não. E me desculpem a sinceridade, mas eu to de saco cheio desse mundo coloridão e cheio de suspiros que vocês costumam dar por conta de uma coisa ou de outra. Não vejo a hora da minha princesinha nascer e começar a melhor fase: a de não me sentir como uma doente limitada e cuidar dela toda cheirosinha, risonha e pimpona.

26 de dezembro de 2014

Menos é muito, muito, muito mais.



Li no tuiter de uma querida: "Da uma olhadinha em quem começou 2014 contigo e quem esta terminando... Estranho, né?".
Eu não diria "estranho". Eu trocaria por "que alívio, né?".
Alívio, sim. Porque, no meu caso, existem pessoas que não somam, não multiplicam, não contribuem, não te querem bem, não te fazem bem e você, consequentemente, também não quer bem; e quanto mais o tempo e, claro, VOCÊ afastar, melhor pra sua vida, pra sua paz e pro seu coração.
Sim, porque a gente sobrevive de paz, de recomeços, de libertações. Eu sempre digo que excluir alguém dos seus pensamentos é quase que divino: é respirar aliviado.
Excluí algumas pessoas da minha vida (duas, pra ser exata) esse ano e não sinto nem falta do nome. Aliás, acho que nunca sinto falta de quem eu afasto. E se sinto, volto atrás (aconteceu somente uma vez) nesse número extraordinário da minha estatística pessoal.
Excluí muita gente, através dos anos, e confesso que não sinto falta do que me atrasou. E não falo só de namorados, conhecidos e afins. Falo de amigos, queridos e até parentes.
Soa estranho, eu sei. Mas depois dos 30 anos você não pode mais se dar ao luxo de ficar se estressando com gente que não merece uma única noite de sono perdida ou uma lágrima de tristeza, ou, no meu caso, de raiva.
A gente merece um bocado de coisa boa, mesmo sendo nada perfeitos. A gente não merece gente ruim por perto e nem gente que odeia o mundo e vem te incluir nisso.
Esse ano não ganhei mais amigos, não ganhei na mega sena, não mudei de cidade (droga!)... Mas mantive meus amigos perto, viajei com amigas e me diverti muito, engravidei e to fazendo planos pra três (mamãe Naiane, Papai Yan e bebê indiozinho (a)), descobri ter uma paciência ABSURDA pra assuntos que sempre me incomodaram, descobri que nem todo mundo é meu amigo e constatei que preciso sair de Macapá antes que eu enlouqueça.
Nessa vida tudo é um ciclo. E já que terminei um e to começando outro, quero tudo novo, tudo cheiroso e sem drama. Quero menos gritos, menos gente propagando foto de pessoas mortas, menos filhos da puta se metendo na sua vida (e nunca foram convidados a isso) e menos, beeeeeeeeem menos hipocrisia em falar de amor e ser um capeta dentro da própria casa.
Bora fazer o bem e parar de julgar a vida dos outros como se a sua fosse perfeita? Bora?
Dá aqui a mão e vamos nos importar com quem realmente importa: seu umbigo, não os dos outros.

P.s.: isso aqui não vale pra fofoca e futrico, porque a gente sobrevive de falar da vida dos outros, SIM. Vai negar? Negue não, que é feio.

12 de dezembro de 2014

Diário de uma grávida de primeira viagem, parte II.



Diário de uma grávida de primeira viagem, parte II (ninguém perguntou, mas eu quero falar. E eu to grávida, tenho prioridade e vou usar isso sempre).
Então, to chegando no 4º mês de uma gravidez que não tenho barriga, não tenho enjoos, não tenho sono, não tenho ataques de frescurite (muitas me disseram que tiveram, né? Vou dizer que é normal), não tive desejos e nem amoleci.
Esses tempos tava prestando atenção em outras grávidas e outras pessoas que já são mães e tal. Constatei uma coisa: COMO EU SOU OGRA, MINHA NOSSA SENHORA.
Odeio grupos de grávidas. Me colocaram em dois e não passei 5 minutos. Mana, eu não sou falsa e não quero saber quem ta com a barriga assim e assado; e não quero saber quem ta com mais desejo ou estrias. Ai, não! 
Fora todo mundo chorando na sua ultrassom, e eu lá rindo porque o bebê tava virando o caralho lá dentro e o médico não tava conseguindo medir nada dele. Todo mundo dizendo "ai, que venha o que Deus quiser. O importante é que tenha saúde", e eu lá dizendo: "eu QUERO menina" e o namorado "EU QUERO MENINO" e é uma briga eterna. Mané dizer que não tem preferência. EU TENHO E PRONTO! Se vier menino vou ter que me conformar e começar a pensar que vou criar um pimpolho que vai usar all star a vida toda. Se for menina, vou rir da cara do meu namorado durante meeeeeeeeeses.
To chorosa? Não. To mais sentimental com filmes, com histórias de amor e com velhinhos e tal. Mas ainda não me vi naquela necessidade de postar foto de sapatinho, roupinha, ultrassom ou outras coisas da minha gravidez. Só to tocando o terror, mesmo, pra ver se vocês param de endeusar gravidez. 
Na verdade to me divertindo na gravidez. To me divertindo com as amigas, meu namorado e as famílias (da parte de cá e da parte de lá).
Enquanto isso, vamos falar daquela fase que toda mulher quer se meter na sua vida e você (EU!) se veste de Hannibal pra dar aquela limada na opinião alheia:
1. Não, eu não gosto de gente me bajulando e muito menos me cumprimentando pegando na minha barriga. To mais sensível e mais emburrada. Então, fica chato você vir pegar em algo que mal aparece e sinto que quer pegar na minha piricota. PAREM, POR FAVOR! EU TENHO MÃO. PEGUE NELA!
2. Não, eu não ligo a mínima se você vem dar pitaco sobre peito, minha comida e chupeta pro meu bebê. Meu peito ta lindão (hohoho) e quero assim, minha comida ta sendo digerida de maneira correta e quem decide se eu como vatapá dia sim e dia não sou eu. E meu bebê vai usar chupeta, SIM, porque não são vocês que vão ficar com ele berrando noite e dia no ouvido.
3. Não se metam a besta em dizer que vou ficar gorda e vou sofrer por mimimi, porque isso não se fala pra ninguém, porra.
4. To indo ao salão, to fazendo as unhas todas as semanas, to dirigindo normalmente, to comendo hamburguer e usando secador como se não houvesse amanhã. Se o MEU MÉDICO não acha errado, por que vocês irão achar?
5. Só pra lembrar, porque nunca é demais: vai ser cesárea, mana. Então soca o teu parto normal ou humanizado no cu. 
6. Migos, se for menina, não digam que seus filhos fofinhos vão "pegar" a minha filha. Se meu bebê for menino, eu jamais falarei que meu filho vai ser um "pegador" das filhas de vocês. Acho isso o FIM e me sinto extremamente incomodada.

Fora outras mil coisas chatas que continuam acontecendo. tipo: sempre parece que vou gripar e espirro quase sempre (to sabendo que é normal). As celulites PIRARAM e vieram de lugares que, meu Jesus Amado e Idolatrado, POR QUÊÊÊÊÊ? 
Meu humor ta tão lindo, tão maravilhoso que o mínimo que acontece sou eu mandando todo mundo tomar no cu por pensamento. 
To mais assanhada. Sim. Estou! Algumas amigas me disseram que morreu o tesão na gravidez e eu to igual aquelas adolescentes que começaram a namorar e dar (suando frio aqui).
Ainda me sinto inchada e to incomodada por dores em lugares que eu nem sabia que doíam. To incomodada com mais gente, também. Com algumas amigas, com alguns conhecidos e todos os meus parentes. To assustada com a mudança em algumas partes do meu corpo e, meninas que não engravidaram ainda, VOCÊS VÃO SE CAGAR EM COMO AS PARTES DO NOSSO CORPO FICAM ESCURAS. ARRASADAAAAA!
Fora isso, somente tenho a comemorar por ser prioridade nos lugares com filas GIGANTES. Comemorar que conheço amigas e outras conhecidas que não têm frescura comigo e falam mal de vocês que têm, e comemorar mais ainda por me divertir tanto com o namorado mais galado e amado desse mundo. Eu sou uma sortuda, gente. Uma sortuda.

Diário de uma grávida de primeira viagem, parte I.



Diário de uma grávida de primeira viagem, parte I (ninguém perguntou, mas eu quero falar. E eu to grávida, tenho prioridade e vou usar isso sempre).
Migas, vamos desmistificar esse papo furado que gravidez é a coisa mais linda e maravilhosa que Deus fez pra mulher? Bora? Dá aqui a mão e preste atenção.
To no meio do final do primeiro trimestre e não to vendo nada desse bando de frescurite de amor, dedicação, felicidade plena e conforto.
Lembram que reclamei que eu não fazia coco? Pois é, agora eu to com uma diarreia de 7 dias. Ê, COISA LINDA! Bicho, eu fico fraca de tanto cagar e isso não tem nada de lindo (desculpe quem não tem bunda e não caga).
Não consigo comer a quantidade de comida que eu comia antes, tenho que me policiar até pra comer um mísero misto quente. Vou nos lugares e antes de terminar de comer, já corro pro banheiro. QUE CONSTRANGIMENTO! Olha, isso não é legal.
AOMILHADA!
E não pensem que não parei em hospital e no meu médico, porque eu fui sim e não tem como resolver.
Não consigo dormir direito ha duas semanas. Minha barriga ta grande? TA NADA! Ta miúda e eu só noto porque ela é minha, mas é que durmo de barriga pra baixo e não tenho conforto como tinha antes. Incomoda pra caralho, MESMO.
Até falo pra ele: "filhooooote, mamãe quer ficar em paz e morder a língua, mas tu não ta colaborando". Ele escuta? Escuta nada, que é teimoso e dono do pedaço.
Enjoo? Não, isso eu não tenho. Só vomitei uma vez e acho que foi tolice minha. Meu nariz (enooorme) ta aguçado e sente cheiro de gente peidando lá da esquina. Tenho menos dores de cabeça, mas mais fortes e não posso tomar remédio. GENTE, NÃO PODE TOMAR REMÉDIO PRA NAAAAAADA! Eu, como boa hipocondríaca que sou, to numa penitência diária. Olho pra eles (os remédios) todos coloridinhos, piscando pra mim e não posso fazer nada. ;~
Meus shorts mais "beira bunda" não estão fechando na cintura e calça jeans foi deixada de lado. To me vestindo super mal porque... porque eu to vestindo número maior, ora merda!
Claro que existem vantagens legais nesse estágio: todo mundo me bajula (coisa que não gosto muito, mas até que dá pra aturar), to usando a gravidez pra conseguir lugar pra sentar, pra pedir as coisas pro papai, pra mamãe, pro namorado, pra vovó, pras irmãs.  Que legal!
Meu cabelo ta melhooooor e... SÓ. SÓ ISSO!
Sei que vocês, mamães, vão me julgar e ficar criticando, mas to meio que cagando pra vocês, já que eu to na minha razão de não achar legal essas coisas pra mim. Eu to grávida e EU POSSO!
Quem sabe, como li BASTANTE por ai, no segundo trimestre melhore a minha vida, eu durma mais, pare a caganeira, não enjoe dos perfumes da minha mãe e não fique com medo de comer. No momento não ta legal e já ta decidido: filhote, VOCÊ SERÁ O PRIMEIRO E ÚNICO.

Pêijos.

Deixa eu desabafar.



Lá vou eu, de novo e novamente, explicar as coisas pra ver se as pessoas entendem.
Meu povo e minha pova, o fato de eu ter dito que estou grávida, não muda nada o meu jeito "naianês" de ser. Não tenho vontade de escrever textos homéricos sobre "amor maior do mundo" nas redes sociais, não tenho vontade de dizer que "agora sim eu sei o que é o amor verdadeiro" e também não vou escrever sobre ficar melosa. 
Vocês esquecem que MULHER fica melosa na TPM, menstruada, quando ta com raiva, quando ta de lua, quando ta com crise de idade; e por que seria só quando se está GRÁVIDA?

E mais: não falar sobre coisas fofas e maravilhosas que eu quero pra mim, pra o meu bebê e pro pai dele, não quer dizer que não há amor aqui. Há! E muito. Explodindo. Mas isso não é da conta de vocês.
Eu não acho que preciso esfregar pra todo mundo que amo meu namorado, toda hora. Faço vez ou outra uma homenagem pra ele, pra gente, pra nossa história, pro nosso amor gay. Pra que eu vou fazer isso com meu bebê? AMO OS DOIS. Imensamente! E to amando mais ainda o meu lindo gato porque ele ta do meu lado pra o que der e vier.


To ficando de SACO CHEIO dessa pressão que as pessoas dão em grávidas, pra dizer que a gente tem que amar sem limites, que a gente tem que isso e aquilo. Gente, as pessoas esperam pela nossa primeira lágrima, pela nossa primeira ultrassom. Uma coisa nossa! SÓ NOSSA! Ora, vão tomar no cu!
A GENTE AMA PRA GENTE E NÃO PRA VOCÊS (eles!).

Gravidez é uma particularidade de cada mãe. Você expõe se quiser e pronto. Isso é coisa SUA. Dou o maior valor, mas nao combina COMIGO.
E tem mais: nem toda gravidez sempre é MARAVILHOSA. Por exemplo: to odiando não conseguir cagar. Sim, CA-GAR! To sem fazer coco ha dias e não to vendo amor verdadeiro nisso. E veja bem, meu bebê tem nada com isso. É a GRAVIDEZ. Minha pele não ta legal, to tendo sono quando não deveria ter, dor de cabeça quase todos os dias e nem posso tomar remédio. To inchada, chateada porque a minha raiz vai ficar MESES sem ser feita e sem contar que sinto cheiro de cerveja e fico tremendo de vontade, mas não posso nem chegar perto.

Ta bom isso? Ta legal essa exposição? Enchi os olhos de vocês? Vão parar de me pressionar?
Porra! Se eu chorar, o choro vai ser MEU. Se eu amo, O AMOR É MEU. Minhas amigas me entendem. Algumas mães que são minhas amigas também me entendem, mas tem uma grande maioria que quer dar aquela forçada de barra num amor que... porra! Eu sinto, mas não é da conta de ninguém. 
Sou mal humorada dia e noite e por que eu não seria, SÓ PELO FATO DE ESTAR GRÁVIDA?
Parem! PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAREM! Pelo amor de Deus!

E não me venham com "aaaaaah, lá na frente tudo isso vai valer a pena, você vai mudar". Quem vai saber disso SOU EU, não to pedindo manual de como amar meu bebê pra ninguém.
Pra mim, na minha cabeça, ter um filho e criá-lo dignamente, sendo honesto, uma pessoa de bem, leal, educado e gentil é muito mais bonito que essa coisa de endeusar gravidez. Anotem pra não esquecer.

Fase nova, migas.



Pra começar uma nova fase aqui no blog, vou tentar relatar as tramoias de estar grávida.
Isso mesmo que você leu: GRÁVIDA.
Repetindo: G R A V I D A.
Então, vou tentar falar, do jeitinho doce que sei ter, como será essa fase da minha vida. Não vou florear o que não for floreado e também não vou aterrorizar o que não é pra ser aterrorizado.
Vou tentar só falar da minha experiência e não de um todo.
Portanto, vou voltar a publicar aqui, alimentar mais e manter a minha linha de escrever.
Fiz umas postagens no meu facebook sobre o assunto e vou mandá-las pra cá. Tive uma aceitação maior do que um nariz torcido ou algum comentário negativo, mas espero, de coração, que não ofenda ninguém.
A gravidez é minha e eu descrevo como eu quiser.
Pêijos.

13 de dezembro de 2013

Pra que a pressa?





Não entendo essas amizades de uma vida toda que começou em um mês.
Não entendo as juras de amor mais profundas de um namoro de duas semanas.
Não entendo as cobranças e os exageros que as pessoas fazem, hoje em dia, em torno de outra pessoa que, há dois meses atrás, era um desconhecido.
Acho que o tempo ajuda a gente a amadurecer, ajuda a gente a ver as verdades pequenas (aquelas!), que costumamos guardar embaixo do tapete, pra olhar vez ou outra, pra não deixar a poeira subir.
Tenho muito, muito, muito medo do exagerado de agora. Tenho um medo absurdo do "é isso HOJE ou nada amanhã" dos que plantam o imediato no seu dia-a-dia.

Talvez as pessoas estejam com pressa de amar alguém, de prender um amigo, de ter alguém pra conversar, dormir junto, compartilhar suas coisas. Talvez seja esse o nosso problema: a pressa.
Bom, eu não tenho muita pressa, não (talvez seja esse o maior motivo das brigas da minha mãe comigo: ainda não casei). Eu não tenho pressa pra amar depressa demais, eu não tenho pressa pra ter mais amigos, mais trabalhos, mais momentos, mais certezas. Odeio certezas que eu não quero. Odeio!

Não to julgando vocês que andam com pressa de "viver". Entendam que isso é muito novo pra mim. Tão novo quanto essas declarações de "começa namoro", "termina namoro". "Começa noivado", "termina noivado". "Começa amizade", "cabô amizade". Nossa! Como conseguem? De onde vieram? Pra onde vão os sentimentos das pessoas, quando acabam as manifestações de "AMOR A TODA HORA" (e eu falo de amizade e namoro/casamento)?
Muitos não vão entender a beleza de esperar o dia de amanhã, que, pra mim, é uma das coisas mais legais que já vivi: não saber o que me espera.

Uma coisa é saber que a festinha do João vai ser no sábado e vai bombar. Outra é não saber se na segunda estarei num novo emprego, numa nova luz de marte que deu uma passada ao lado de Vênus, que a minha sorte me fez ganhar na mega ou dar uma topada no cantinho do dedo mindinho.

Eu não tenho pressa, como não tenho planos pra fazer até o ano que vem e no outro e no outro e no mais seguinte.

É só ter calma. Se o mundo acabar, vai dar no mesmo, MESMO.

.Naiane Feitoza

4 de julho de 2012

Aparências! Nada mais que aparências.




Não sei como começar esse texto sem ter uma pontinha de medo do que vou abordar. É um assunto tão escondido, tão medonho e tão estranho que me causa um frio na barriga só de pensar que há mulheres, por ai, pensando que enganam a gente, e o pior: enganam seus próprios corações.
Andei observando a vida de algumas pessoas pelo facebook. A vida de alguns conhecidos, de alguns amigos próximos e de umas figuras ímpares, que a gente nem sabe por que adicionou no nosso mundinho virtual.
Vocês já notaram que uma mudança de relacionamento, no facebook, é mais comentada que a morte de um ente querido? Já notaram que a gente está tomando conta da vida de muita gente porque, simplesmente, eles nos deram esse espaço? Já notaram, PIOR AINDA, que tem um montão de gente vivendo de aparências?
Há algumas semanas, meu namorado e eu, saímos com alguns casais de amigos. São uns quatro, pra dizer a verdade. Todos, sem exceção, namoram há mais de dois anos, têm uma história bacana de início de namoro, têm uma relação legal, mas... (sempre tem um “mas”) um casal em espacial não batia com a imagem que eles passavam. E o mais estranho nessa história: o casal é de grandes amigos nossos.
Observei atitudes de pessoas destrutivas. Aquele relacionamento que a mulher faz uma brincadeira e o namorado reprova chamando-a de LOUCA. Aquele relacionamento que tudo é motivo pra todos os palavrões do mundo. Aquele relacionamento que junta um público pra ver o barraco acontecer e junta os amigos se metendo na história deles.
Fiquei assustadíssima em como uma mulher, uma linda mulher, uma pessoa que, um dia, foi chamada de “princesa” e “mulher da minha vida”, hoje se contentava em ser chamada de “rapaz”, na frase: “que é que tu quer, rapá?”. Parte o seu coração? Imagina o meu, que é uma manteiga derretida com homens gentis e mulheres felizes no namoro/noivado/casamento. Nem vou citar os outros milhões de adjetivos que ambos se colocam e fazem a gente assistir de camarote a baixaria. Sim, porque É baixaria ver uma mulher gritar, aos prantos, que o namorado é um filho da puta muito grande.
Agora, esqueçam tudo que falei e imaginem o relacionamento mais perfeito do MUNDO. Imaginem uma mulher fazendo lindas declarações de amor no facebook, no blog, no Orkut, no twitter, no celular da amiga. Imaginem fotos e mais fotos de ambos agarradinhos, sorrindo com milhares de comentários embaixo, dizendo: “casal perfeito”. Imaginem ambos colocando a foto do casal no perfil, com direito a descrição de que “eu sou dele” ou “ela é a minha vida”. Imaginaram? Imaginaram aquele casal lindo e sorridente?
Ai, você me pergunta: “Ué, qual o problema nisso?”.
Bom, vou lhe explicar qual o problema: esse casal que descrevi, que se ama e se venera, que não vivem um sem o outro é O MESMO CASAL QUE SE ENGALFINHA O TEMPO INTEIRO. Sim, sim, são eles: os estranhos se estranhando.
Gente, eu sou antiquada demais pra engolir esses relacionamentos fracassados. Eu sou sonhadora demais pra acreditar que um relacionamento de aparências faz alguém feliz. Eu sou pé no chão demais pra saber que vender a imagem de casal perfeito só serve pra uma coisa: se iludir e se enganar.
Até quando ou onde, isso vai? Até onde vai a arte de se destruir e destruir o coração e a paz do outro?
Não sei vocês, mas sofrer não é muito o meu forte. E viver sendo xingada, por favor!, é pra quem gosta de levar esporro em qualquer lugar e de qualquer um.
Como existem pessoas estranhas nesse mundo, né? Nem quero julgar fulano ou sicrano, mas julgo, SIM, quem me dá o direito de achar o relacionamento de beltrano um motivo pra ocupar um lugar na vida do outro. Julgo quem me engana por um perfil na internet. Julgo quem me vende algo que nunca vou ver: um namoro legal e que seja verdadeiro nos sentimentos.
Ninguém ama odiando. Ou ama ou odeia, certo? (não vale quando estamos de TPM, porque é tudo muito confuso)
Queria entender a cabeça de uma mulher que se contenta com pouco. Queria saber por que os homens deixam que chegue a esse ponto e, o pior, por que ficar com alguém que não lhe ama e faz questão de mostrar pra todo mundo que só estão felizes na internet?
Meu relacionamento não é perfeito. Não sou uma santa e muito menos uma doida varrida, mas sei que meu coração gosta de coisas boas, gosta de ser cuidado.
Nós nascemos para um fim muito bonito, nessa vida: ser e fazer alguém feliz. Eu faço isso todos os dias. E não, não é pela internet. É mais entre quatro paredes e sem plateia.

Naiane Feitoza.

10 de maio de 2012

Pra quem pagou por passarinho e levou cachorro


Quem já teve um gosto amargo na boca, causado por ânsia e dores fortes no coração?
Quem teve vontade de pular na frente do primeiro carrinho de pipocas, porque o bom sentido lhe faltava?
Quem já olhou no espelho e se detestou tanto que pensou em arrancar o nariz?

Pois é, já tive grandes decepções que a vida me pregou, em todos os estágios da minha enorme caminhada de 30 anos. Tive aquela decepção que todas nós temos na infância, de se apaixonar pelo garoto com o uniforme mais bem passadinho e sapatos limpos, da escola. Tive a da adolescência, quando me interessei por ballet, mas o corpo achou melhor ganhar uns quilinhos a mais, do que obedecer a velha disciplina de ser magra e esbelta. E tive, ÓBVIO, a decepção de adotar um lindo pássaro pra encantar os meus dias e, no final, descobri que ele não passava de um cachorro fedorento.

Ta confuso esse final? Metáforas servem pra isso: pra serem confusas.
Vamos imaginar que esse pássaro é aquele cara que lhe conquistou. É! Aquele cara que dedicou uns dias, semanas, meses pra lhe conquistar. Que lhe fez versos, que lhe comparou com flores, que lhe deu apelidos e aceitou os seus. Aquele cara que te ligou TODOS-OS-DIAS sem falhar, sem faltar assunto, sem meia saudade. Ele estava a postos pra lhe conquistar e ganhou seu coração.
Dê mil vivas a isso. Dê espaço pra publicidade, porque o cara merece, ué. Ele se tornou o passarinho que canta nos seus ouvidos, que encanta os seus dias, que lhe traz paz.
Vocês fizeram planos. Não se enganaram. Não temeram o passado e estavam ansiosos pelo futuro. Mais ainda! Vocês vestiram a roupa dos casais apaixonados. Andaram de mãos dadas, tomaram sorvete e publicaram na testa aquela alegria bem boiola de “todo amor que houver nessa vida”.

Até que... (suspiro!)

Lá vem a história do cachorro fedorento. Sério, sempre tem um feitiço que alguém joga no seu reino, cara princesa. Aliás, de princesa, depois de um tempo, você tem nada. Nem deixaram você ter o seu castelo e se tornar rainha. Vai ser princesa de que? De quem? Pra quem?
To falando, minha filha, da armadilha que esse pardal desafinado pregou em você e, por cegueira ou qualquer anomalia que apareceu na merda do seu cérebro, você não viu, não se atentou, não se policiou e não pegou no flagra.

Sabe aquela agonia de homem perfeito? Pois é, eu tenho. Tenho porque a vida só é boa quando a gente ta com os pés no chão. E tudo que vem rápido demais, fácil demais, bom demais e perfeito demais é pra ficar de olho. Como dizemos: “é bom ver se a mercadoria não veio com defeito”.

Já falei que não tenho medo de ser feliz, que acredito no amor e no homem que quer me dar todas as coisas boas que EU mereço. Mas nada vem de graça, minha gente. A recíproca ta ai pra afirmar isso. O amor É recíproco e ponto final (esse negócio de amor platônico é muito Freudiano pra o meu humilde cérebro absorver e não achar um saco).
Portanto, vamos recapitular: seu passarinho que tanto cantou de peito estufado, agora não passa de um vira-lata comprado no Paraguai.
Não era o momento de vocês? NÃO SUBESTIME A MINHA INTELIGÊNCIA.
Praga das invejosas? FILHA, ACORDA!
Você errou? ARRAM! Por NÃO abrir os olhos.
Vou falar uma coisa que sempre ouvi da minha mãe e sempre, sempre, sempre discordo: “nenhum homem presta, minha filha”. Alô, mãe! A senhora ta casada com o papai há 31 anos, POR QUÊ? Porque o odeia que não é, gata. Conta outra!
Homem presta, minha gente. Presta tanto que eu acredito em alguns poucos, alguns que me foram apresentados, e um que está na minha vida. Mas, cientificamente falando, a cada 100 homens nascidos no mundo, SETE não prestam nem pra mentir no açougueiro ou contar verdade em velório. APENSAS SETE, EM CADA 100.

Agora deixa eu respirar e falar desses SETE Zé Manés que Deus deixou, por algum motivo que nunca vou entender, virem ao mundo:
Primeiro: Eles são aquela espécie de homens que já nascem mentindo pra mãe. Choram sem fome, sem vontade de fazer o dever de casa e mentem que vão fazer trabalho da escola, mas vão olhar a vizinha do colega pelada.
Segundo: Na outra fase da vida, começam a mentir pra professora, pra diretora, pra moça da biblioteca e pro moço das balinhas da cantina.
Esses ZÉ ROELAS, vêm adquirindo certa experiência ao longo da vida, até se apaixonarem pela primeira alma boa que aparece na sua frente e... Apaixonam-se pela segunda, pela terceira, pela quarta, pela quinta (ai, parei de contar). Dai, ele vê que se apaixonou por todas elas. TO-DAS! Incomum? Não, não! Todas nós conhecemos um desses, pelo menos, uma vez na vida.

Mas como no Brasil não é muito comum a gente se enrabichar por todos os sorrisos que nos aparecem, a gente acaba escolhendo um pra acolher no peito, né? NÃO! Seria assim num mundo normal. No meu, no seu. Não no mundo do mentiroso e “apaixonado por todas elas”.
Pra mim, não há desculpa pra gente que acha isso normal.
Ou namora uma ou namora NINGUÉM. Certo? ERRADO! No mundo de uma pessoa dissimulada não funciona desse jeito, tem que haver aquela mentira que se contou pra mãe, pra tia da escola...
Conheço tanta gente boa nesse aspecto, que eu acho, sinceramente, que a Globo ta perdendo grandes atores. Homens mentirosos, de má índole (ou vocês acham que uma pessoa do bem faz isso?), de mente pequena e que acham normal enganar uma/duas/cinco/doze mulheres, deveriam ter espaço maior na mídia. Sei lá, pras pessoas terem o hábito de encontrar esse tipo de bosta com mais facilidade, pra não cair na lábia do boto. É, minha gente, porque essa lábia toda só boto, viu? Só boto.

Esse tipo de cachorro sem dono, que planeja conquistar uma mulher, que deseja outra, que ta pegando a Joana, que ta saindo com a Patrícia e ta namorando a Fernanda não merece muito espaço nas conversas entre as amigas, mas merece estar nas páginas dos livros de alguns psicólogos. Acho que o Carpinejar se daria ao trabalho de falar desse tipo de homem, visto que o próprio já falou dos canalhas e cafajestes, e em nenhum desses grupos o cachorro se engloba, mas acho que dá pra criar outra raça.

Pra mim, a Irene que adora rir, mentir é como matar duas vezes. É privar o outro da verdade. É tirar o prazer de uma sinceridade. É iludir com mentiras. Mente doente, minha gente, quem estuda é o “seu dôtor”, não nós, mulheres, que estamos tão expostas e DISPOSTAS a aguentar, aturar, ajudar, amar e perdoar qualquer homem que nos mereça. Não somos pano de chão pra ficar limpando sujeira de moleque que não sabe a idade mental que tem.

Por isso que eu acredito em passarinho cantador, mas que canta sem malícia, sem gaiola, sem prometer ficar no pé toda vez que eu assoviar. Por isso que acredito no amor, mas no amor dado devagar, sem pedir, sem exagerar. Naquele amor limpinho, cheio de fricote e que a gente sabe em quem confiar.
Não gosto das coisas exageradas, dos planos sem fundamento, das mentiras tortas. Não gosto de príncipe que vem sem cavalo. Odeio essa história de ser tirada dos meus sonhos, por conta de um FROUXO que só pensa em si, só ama o próprio pinto e acha isso LINDO e maravilhoso.
Mas disso podemos tirar uma lição: os cachorros são uma espécie de treinamento, tratamento de choque, pra que a gente não erre no futuro. A gente sempre passa pela prova final pra encontrar a pessoa certa pra nossa vida, né? E pra isso, meus amores, temos que escolher um cachorro vagabundo na pele de um lindo passarinho azul, pra que possamos errar, chorar, berrar, falar pra todo mundo o que passamos, rir do idiota, falar mal dele (só por um tempo, porque nada é mais ridículo que chutar cachorro morto), superar e, no final, encontrar nossa liberdade com uma nova, limpa e linda história de amor. Essa sim, vai ser verdadeira.

Naiane Feitoza.

6 de maio de 2011

Não crie um monstro dentro da sua princesa.


Fiquei me perguntando, por esses dias, se eu era muito possessiva por ficar incomodada se, CASO, meu namorado ficasse de elogios, agradinhos, conversinhas carinhosas ou brincadeirinhas cheias de “nheco-nheco” com as amigas, conhecidas, colegas e afins.
“NÃO! Não mesmo. Absolutamente, NÃO SOU POESSESSIVA”, me respondi.
E não sou mesmo.
Posso ser ciumenta e meio “olho no peixe outro no gato”, mas, definitivamente, possessiva eu passo longe de ser.
Há casos que preciso expor pra que vocês entendam a situação chata, que passa uma namorada com um namorado LEGAL DEMAIS com todo mundo.

Imagine você, linda, serelepe, legal e gentil com o seu lindo namorado que escolheu pra dividir uns meses da sua vida (sim, porque escolhemos o namorado para passar uns meses, depois que nos apaixonamos perdidamente que dizemos a velha frase na cabeça: “Putz! Quero casar com ele!”), que te conquistou por ser essa doçura de pessoa que ele é, por ser tão gentil e legal, divertido e atraente. Aí, do nada, depois de algum tempo, você começa a notar que ele continua assim com você e... com todas as garotas possíveis e imagináveis (inimagináveis já é demais) no raio de quilômetros ao seu lado.
É isso mesmo, ele continua respondendo no facebook, carinhosamente, para a Joana, que ela é linda, que ta louco de saudades e quer dar um abração... Opa! Sinal de incômodo? Olha o resto, querida.
Depois, seu amor fica na de “ahhh, é brincadeira, amor. Me conheceu assim, vou morrer assim”.
(Respira! RESPIRA, MULHER!)
QUERIDO, VOU TE DAR UM AVISO: Quem nasce torto e morre torto é tronco de árvore e pinto torto, ta? Esse papo furado de elogiar todo mundo, quando se é solteiro, e continuar elogiando e quase colocando as TERCEIRAS no colo, depois de estar NAMORANDO, é coisa de moleque e homem que não tem medo de perder os dentes da frente.
Muito me admira um povo que faz isso na cara dura.
Tenho namorado, claro, e ele não faz isso. Óbvio! E o mais legal é que NUNCA pedi pra ele fazer uma coisa desse tipo, que me incomodasse. Sabe por quê? Porque ele sabe a sutil diferença entre namorar uma mulher que gosta de ser única na vida dele e as que ele vai deixar de ver quando eu der um soco no olho. PONTO FINAL. (HAHHAHA)
E não me entendam de um jeito radical. Incomoda, DE VERDADE, ver os nossos namorados (coloquei no plural pra englobar todas as amigas) elogiando a inteligência de uma, o sorriso de outra, falando da saudade da Joana, dos tempos de farra com a Maria, de como a Fernanda cheira bem, de como adora rir com a Chiquitita ou cair naquele velho cumprimento “internetês”. Exemplo clássco: - “oi, amor. Quanto tempo. Olha, to morrendo de saudades, viu? Quando vou te ver? Vem aqui em casa, amor. Sua amiga tem saudades suas. Hehehehe... Ta namorando, é? Axiiii.. ela vai entender nossa amizade, migo”.

PRIMEIRO: “migo” de cu é rola, minha filha. Vá ser “miga” de algum solteiro que você quer morrer de saudades e que esteja sozinho lá na baixa da égua.
SEGUNDO: amor? Não tem medo de morrer, não? Se ligue, viu?
TERCEIRO: HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.. Ir na sua casa, amada? Olha, namorado, se quiser inventar uma TERCEIRA Guerra Mundial é só atender ao pedido dela.


E por aí vai, minha gente.
Namorado que é namorado, faz seleção das amigas, elogia de maneira cordial e dá abraço caloroso sem escândalo, mas antes do abraço, apresenta à namorada, ué.
Como já havia dito: mulher gosta de ser única.
Guarde seus elogios pra sua namorada que lhe atura até de madrugada quando você liga pra falar NADA. Guarde seus carinhos, abraços e gargalhadas com a pessoa que lhe quis do jeito que você é e ainda anda de mãozinhas dadas por aí. Faça depoimentos e responda de um jeito meigo e doce pra nós, as namoradas que não suportamos amigas folgadas. Diga que sente saudades, que quer tomar um porre e fazer uma viagem louca com a gente.

Ah, vocês pensam que estamos incomodadas porque vocês têm amigas, é? Não, queridinhos, não é isso. O problema é a liberdade demais, é a intimidade, a meiguice. E não venham me culpar, porque eu tenho casos clássicos de que não existe essa porra de HOMEM TEM AMIGA MULHER. Vocês colocaram isso nas nossas cabeças. Ou já esqueceram o ciúme medonho que vocês têm daquele nosso amigo que é bonitão, que abraça gostoso e que nos chama de lindinha? Dói, né?
Não quer uma mulher nojenta, controladora, possessiva, chorosa e ciumenta do seu lado? ENTÃO NÃO DÊ MOTIVOS PRA ISSO. Simples como verde e amarelo são as cores do Brasil.
Nós confiamos em vocês, mas se derem um pequeno motivo, vai TUDO por água abaixo. Uma ligação escondida, uma mania de atender longe ou ficar saindo escondido pra ver as amigas (os) das antigas, são ótimas desculpas pra nos tornarmos um monstro devorador de namorados IDIOTAS. Aprendam, pelo amor de Deus!

Homens, queridos, amizade de boteco é uma coisa, amizade de faculdade é uma coisa, amizade de infância é uma coisa, amizade com a minha amiga é uma coisa. Esse papo furado de “conheço a Flávia antes de você, e vou continuar sendo amigo dela”, não me convence que eu esteja te proibindo de ser amigo dela, esse PAPO FURADO está só lhe alertando que ela pode ser um problema futuro para o seu relacionamento lindo comigo.
Seja gentil, educado e contido. Seja amigo da Flávia, mas um amigo que sabe os limites de uma mulher. É só isso. Respeite nosso namoro. Respeite a nossa história. Respeite o modo como lhe vejo e não crie uma predadora dentro de mim.
Me chamar de possessiva não vai resolver a sua mania de ser um mela cueca com um bando de amiguinhas que eu estou CAGANDO se você gosta ou não.
Seja homem, oras. Respeite as calças e diga: “tenho uma amiga e quero que você a conheça”. Isso resolve TAAAAANTA coisa, que você não tem noção.
Ufa!
Aprenderam ou querem que eu desenhe?

Naiane Feitoza.

P.s.: Não vou deixar verde ou aviso paras as tais amigas dos namorados. Não são elas que nos devem satisfação, né? Mas é sempre bom tomar umas aulas de boxe. Enfim, vai que eu dê uma porrada em uma por aí?! ;)

27 de abril de 2011

Esse turbilhão de tudo isso.


A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.
(Chico Buarque)

Saudade era o seu fraco.
Sentir saudade era pior que ser traída, por exemplo.
Ela, se fosse traída, remeteria os sentimentos pra outro lugar, apertaria um “foda-se” glorioso e fim de papo. Há certas dores que o tempo mata tão rapidamente, que é inevitável o esquecimento.
Saudade, não. Saudade acumula. Asfixia. Dói. Saudade toma conta de você como um câncer. Não tem cura. É aquele mal que, quando você vê, invade até os cheiros que você guardou num cantinho de uma caixa embaixo da cama, só pra não ter vontade de sentir de novo. Aquele cantinho que você se prometeu não chegar perto. O cantinho que você brincou de esquecer.

Saudade é parecida com arrependimento. Somam-se de uma forma absurda. Unem-se. Devoram você por igual.
Você se arrepende de algo e aquilo vai te comendo por dentro. Aquela desgraça. Aquela coisa horrível. E o pior (dizem), é se arrepender do que não se fez. Mas não era o caso dela. Ela se arrependia de coisas que fez sem saber. Se arrependeu de sentir.
Ela se arrependia amargamente de sentir saudades.
Ela lutou pra não deixar transparecer certos interesses que estavam dominando seu pensamento. Ela se arrependeu de abrir a boca, também.

Ela não queria saber de paixões. E ela sabia que não era paixão. Aquilo era outra coisa. Era a vontade de ter uma. A vontade de ter aquela paixão. Aquela ali que não era sua, mas de alguém que se aproximara mais rápido que suas gripes anuais. Era, exatamente e exclusivamente, isso que a machucava tanto. Essa perda de controle. Essa batida de carro. Esse acidente de percurso. Esse medo do desastre. Essa saudade.

Entenda como quiser, mas que era uma perdição, aaaah! Isso era.
Ele a veria no seu pior estado. Naquele grau de afastamento e de vergonha. Ela queria sumir, mas não queria que ele a deixasse sumir.
Sentada. Calada. Sentida. Medrosa. Cansada. Tentou e não tentou. Frio na barriga. Zangada. Perdida. Com saudade. Com vontade. Com arrependimentos. Com vontade de ligar. Com vontade de ser ligada. Com vontade de correr o risco. Com a certeza que não dá mais e nunca deu. Ela sabe que não dá. Ele também sabe.
Ela bloqueia, ele aceita.
Ela cancela, ele obedece.
Ela desliga, ele tira do gancho.
Ela se revolta, ele sorri.
Ela se vai, ele deixa.
Ela se arrepende, ele não.

Ela quer que ele vá pro inferno, e ele não vai. Ele fica aqui e não ali. Lá, no esquecimento. Ele corrói, lembra? Corrói na saudade. Feito saudade. É saudade.
Ele permanece aqui até a vontade passar, o arrependimento sair, a saudade cansar, a curiosidade amenizar, o telefone não funcionar, o tempo passar, a cidade mudar, a presença chegar e a indiferença acontecer.
Desiste. Se consola. Se policia. Se esconde. Se prende mais ainda. Se assusta. Se surpreende. Tem medo. Corre de medo. Começa a rir e convida as pessoas a entrarem na sua vida... De novo. Só que agora, mais de perto, com menos sustos, não tão rápido, não tão estranho, não assustadoramente delicioso e só com vontades secretas. Só. Sem contar. Sem confissões. Sem garantias. Sem compromissos.
E, claro... sem sonhos. Desistiu dos sonhos.
Afinal, ela não vai saltar de lugar nenhum. Não vai arrumar quarto algum. Mas não vai deixar nada bagunçado.

Naiane Feitoza.


*Pra você que se identificou com o texto, pegue essa merda de telefone e ligue logo. LIGUE! Se não, leia novamente o texto até se convencer que esse é o certo a fazer. Mil vezes.