16 de setembro de 2009

Patrick, esse é pra você.

Me apaixonei pelo Patrick Swayze quando assisti Ghost.
Mas sabe aquele amor que você se arrepia todo?
Minha mãe era mais apaixonada por ele do que eu, mas o que me encantava era a carinha de cachorro que caiu da mudança que ele tinha naquele bendito filme.

O brilho nos olhos, gente. O BRILHO NOS OLHOS.

Eu queria, desesperadamente, aquele brilho pra mim.
Mas passaram-se os anos e ele apareceu com um filme que, NA ÉPOCA, minha mãe não deixava eu ver de jeito nenhum. Dirty Dancing — "Ritmo Quente". Ele foi um daqueles filmes que não me fizeram chorar, nem ver o brilho dos olhos dele de tão romantico e lindo que ele era, mas vi o sarcasmo, o disparate e a rebeldia de um homem duro na queda. Safado, não. DURO.

Acreditem, me apaixonei novamente por ele.

Mulheres e suas bobagens.
Hoje, lembrando de tudo isso, e de o quanto eu chorei em Ghost e vibrei em Dirty Dancing com aquela bunda balançando, aquele jeito todo pra dança, a cabeça virando, o ritmo (ex-bailarina é fogo. Se encanta logo por isso), vejo que ele era "O" cara fora das telas. Tinha um bom casamento, se meteu com bebida mas deu a volta por cima e, por obra do destino, morreu de câncer (o que me chocou o ano passado, quando soube da doença).

"O" cara foi pro céu. Juro que acredito piamente nisso. Foi pro céu dançar com as anjinhas, aquele ritmo quente e mostrar que aquilo que aconteceu em Ghost pode ser real.
Eu to falando de amor, minha gente. De amor. E não daquela doença (bem Leoni).
To falando do amor que existia no filme.
E pra fechar com chave de ouro, um trechinho do que achei sobre ele. Quer dizer, nem é sobre ele, mas uma declaração de amor à sua esposa.

Quem dera achar um desses. Um Sam Wheat do filme.


"Juntos, nós criamos jornadas que foram além de qualquer coisa que pudéssemos imaginar. Nós cavalgamos ao pôr-do-sol em um garanhão branco, inúmeras vezes. Sentimos o gosto da poeira no local onde nasceram as religiões. Mesmo assim, você ainda tira o meu fôlego. Eu não estou completo até que olhe nos seus olhos. Você é minha mulher, minha amante, minha parceira e minha dama. Eu sempre a amei, eu a amo agora e para sempre vou amar ainda mais."


Esteja em Paz.

20 de julho de 2009

Aquele que morreu.

"Quanto a mim... o amor passou.
Eu só lhe peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles; que não me volte a cara quando passa por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras afeições e outros caminhos, conserva-nos, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inutil."
Fernando Pessoa

*

Jaz um amor.

4 de julho de 2009

Não sou mulher de "Trepada"


Vou começar mostrando um pequeno assunto abordado numa linda manhã de chuva, de um sábado infame do mês de julho.

...

Zurélio: Irene ;***
Zurélio: o/
Naiane.: Zureeeelio ;**
Zurélio: Como é que tu tá? =)
Naiane.: menino, eu to bem e o senhor?
Zurélio: Alegre igual moleque que ganha o troco duma comprinha no mini-box da esquina
Zurélio: E qual é a boa nova?
Naiane.: Menino, PAREI DE BEBER.
Naiane.: entrei na igreja e veja só... mudada. (mentira. IGREJA UMA PINÓIA)
Naiane.: mas mudei por vontade própria e saúde.
Zurélio: Sim, sim! Nossa temporada no Inferno acabou =)
Zurélio: eu ando numa reclusão que dura dias. desde abril
Naiane.: Hmm... e por que isso, demonio?
Zurélio: cansei! cansei da galera que eu tava andando, dos bares que eu bebia
Zurélio: hauahuauaha
Zurélio: foda-se. enjoei
Naiane.: isso é moda, será?
Naiane.: To ha um mês sem beber e sei que não volto mais pra aquela vida.
Zurélio: Moda?
Zurélio: hauahauaa
Naiane.: antes de eu viajar lembro que até falei que tava pensando em ir pro Frances contigo
Naiane.: e tu confirnou
Zurélio: Mas a gente vai lá, porra
Zurélio: E tu não vem passar as férias aqui, não?
Naiane.: Eu to voltando em julho, caralho ¬¬
Zurélio: E a gente tá em que mês?
Zurélio: Voltando de onde, porra?
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: De Natal, PORRA
Naiane.: eu to voltando pra MAcapá, ô Bêbado
Zurélio: Ah tah!
Zurélio: Por que tu não falou - Eu tô indo praí.
Zurélio: Tão simples
Zurélio: Agora "Tô voltando..."
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: As vezes eu acho que tu tens a cabeça no CU. (baah)
Naiane.: Vamos ver como vão ficar as coisas: voltando pra Macapá com o coração partido e sem beber. HAHAHAHHAA
Zurélio: Ah! De bebida ninguém sente falta, porra
Naiane.: verdade!
Naiane.: eu to é bem sem ela
Zurélio: Agora duma boa trepada...Ah! Isso simmmmmmm kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Então, nem precisa esquentar!
Naiane.: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: ô assunto, meu Deus. Eu penso que ele vai falar de uma coisa útil.
Zurélio: Hum!
Zurélio: Pára (antes da reforma) / Para (depois da reforma) com esse puritanismo, Irene
Zurélio: hauahahuahuauahuahhaa
Zurélio: Isso é útil sim.
Naiane.: Meu amigo, lembrar uma boa trepada é NOSTALGIA PUUUUURAAAAAAAAAA, não tem nada de útil nisso.
Zurélio: Não falei em lembrar kkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Eu tava falando de sentir falta
Zurélio: nem vem mudar o assunto. a gente tava falando de abstinência
Naiane.: Eu nem sei mais o que é isso. To mais pra admiradora do balão mágico do que ter uma dessas.
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Naiane.: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Tu é muito suja mesmo
Zurélio: hauahauhauhauhahaa
Zurélio: Sempre querendo me enrolar
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: A bebida foi, mas a malandragem ficou
Zurélio: hauhauhuahuahuahuaauahuaha
Zurélio: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zurélio: Tá bom, SIMONI!


E terminei o assunto cantando: "Meu ursinho Pimpão", da Simoni.
O fato é: Isso é assunto para as 11:30 da manhã?
Isso é coisa que se diga a uma pessoa que não sente cheiro do corpo de um homem grudado no seu há meeeeeeeeses?
MALDADE, MEUS CAROS. MALDADE.
E não é por falta de opção, ou porque “Não tem ninguém pra comer ela. Tadinha”.
Porra, nenhuma. Vocês sabem que mulher, feia ou bonita, tem sexo a hora que quer. O problema maior, meus caros, é sexo sem compromisso PRA MIM.
Não, definitivamente, nunca fui do time das meninas que faziam sexo com o cara porque ele era bonito e tinha dinheiro ou bla, bla, bla. Nunca fui do time que se apaixonava toda semana, quatro vezes por mês, ou que trocava de experiências sexuais com vários homens.
Eu fui puritana e acho que sempre vou ser.
Sou daquelas que gosta de olhar nos olhos e de sentir o friozinho na barriga quando começamos a sonhar em tirar a roupa. Sou daquelas que guarda cada momento e cheiro do homem que a gente ama e “está dando”.
Ei, calma ai! Eu nunca disse que era puritana com as palavras. Falo em “dar”, “Comer”, “trepar” e o diabo a quatro. O que eu não faço é sair dando pro primeiro sorriso bonito que eu despertei nesse mundo de meu Deus.
Pois então, voltando...
Sou aquela que gosta de ser conquistada, que gosta de beijar com fervor. Sentir aquele abraço apertado pra ver se o corpo encaixa.
Sou do tipo daquelas mulheres que não pensam em sexo no primeiro encontro. Sou do tipo que pensa como vai ser quando começarmos a, sei lá, namorar.
Fico me coçando pra saber como vai ser. E sim, já quebrei a cara por namorar primeiro e o sexo veio depois. QUE LÁSTIMA! Nem todos os homens sabem o que estão fazendo. Mas também já tive a sorte de ter o homem que fez amor perfeitamente, já tive a sorte de até eleger essa criatura como o homem da minha vida.
Choquei com isso quando vi que a química era de corpo e alma.
Mas vamos esquecer isso.
Confesso que tive um susto com o assunto, ainda mais aquela hora do dia e no estado debilitado em que me encontro.
Como assim “sentir falta de uma bela trepada”, gente?
HAHAHAHAHAHA..
Eu sinto falta do sexo, claro, não sou doida e não nego isso. Mas sinto falta do CAAAAAAAAAARA que eu fiz.
Sabe a última lembrança de sexo que você fez e você amava o cara?
Uhhh.. isso sim é útil.
Não é útil pra contar por ai, pra pensar e ficar remoendo, mas é útil pra sua existência: “Poxa, eu fiz amor tão gostoso, que to pra morrer aqui de tanto lembrar. BANHO GELADO, JÁ!”.
PORRA, eu não acho que uma trepada seja algo que te faça contar por ai. E acho DESUMANO um homem sair contando.
Nós mulheres temos uma lei: nunca contamos os detalhes do sexo, mas contamos que foi bom e damos a entender que ele era “O CARA” com a gente.
Nem sempre, o João que foi ótimo de cama com a Marcia, vai ser bom com a Fernanda ou com a Julieta, por isso costumamos ficar quietas. Mas existem as que adoram dizer que fizeram barbaridades por ai com o pinto de todo mundo.
Não as condeno. Longe de mim. Mas vamos combinar que isso é feio, viu?
Dá pra rir. Dá pra achar engraçado umas coisas. MAS HÁ COISAS, QUERIDAS, que você deve levar pro túmulo, ou melhor, pro túmulo de vocês.
Estou tentando me concentrar no texto porque, realmente, é de se ficar nervosa ao lembrar de certas coisas.
Poxa, estava tão bem sem “assuntos cabeludos” na minha cabeça, e, do nada, vem um tarado por mulher e me joga um balde de merda desse. E PELA MANHÃ.
Não, não. Me nego a continuar.
Vou tomar um banho de água GELADA e almoçar fora com os amigos.
E VAMOS ESQUECER ESSE ASSUNTO.
Naiane Feitoza

18 de junho de 2009

Meu diploma vai virar pano de chão.

Hoje acordei lindamente bem. Dormi bem e nem acordei uma horinha que fosse pela madrugada. A não ser pra fechar a janela porque tava fazendo frio demais.
Eis que levanto agora (exatamente 10 minutos atrás) e vou direto olhar como ficou a decisão do Supremo sobre a formação de jornalistas como forma de obrigatoriedade na profissão.
E adivinhem. O BRASIL ESTÁ VIRANDO UMA MERDA MESMO!

Como, me digam coooooooomo eles decidem que: "Em se tratando de jornalismo, atividade umbilicalmente ligada às liberdades de expressão e de informação, o Estado não está legitimado a estabelecer condicionamentos e restrições quanto ao acesso à profissão e respectivo exercício profissional. Não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional, que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica. Não se pode fechar a atividade jornalística para expoentes”, "vomitou" Carlos Ayres Britto, ministro do STF.

Liberdade de expressão? Não fechar para expoentes?
ELES QUE CONHEÇAM ALGUÉM DENTRO DE UM JORNAL E PEÇAM PARA SER COLUNISTAS. ¬¬
GENTE, não vivemos mais na ditadura, esse termo de liberdade de expressão não cabe numa coisa séria que é o "DIPLOMA PARA EXERCER A PROFISSÃO".
Vivemos em uma sociedade que quanto mais se estuda, mais se tem possibilidades de ser um bom profissional. Vemos isso todos os dias nos jornais e nas portas se fechando quando procuramos emprego.
Ai, vejam vocês, agora qualquer um pode ser jornalista. Que lindo!
Se antes reclamávamos que o Médico "tal" era colunista de Política, imagina agora: a criatura que passa a vida falando da vida alheia em porta de revista, vive se metendo em confusão, é metido a escrever textos vazios e, AINDA POR CIMA, sonha em escrever pra CONTIGO! lê a noticia de que agora não precisa de diploma pra se expressar e corre pra arrumar um emprego e assinar matéria. (baah - Aquele bonequinho com a boquinha aberta e olhos pra cima.)
Não vou negar que quando estudei com jornalistas NÃO FORMADOS, eles me davam aula de um monte de coisinhas. Não vou negar que eles estavam na graduação pra ganhar um pouco mais ($$) no trabalho. Muito menos negarei que alguns não queriam perder a carteira de licença de "profissional" de jornalismo. Mas não vou deixar de citar que TODOS adoravam o curso, que diziam que precisavam daquelas aulas, conhecimento, de anos numa cadeira pra entender certas coisas, saber de onde vinham certos conceitos. Ter uma mente aberta e não viciosa que os meios de comunicação nos impoem assim que trabalhamos pra determinada empresa. Aprendemos até ética na profissão. Aprendemos a ser jornalistas de "cacife", de peso, completos.
Sinceramente, porque eles não fazem isso com a medicina, odontologia, direito, educação física, engenharia ou sei lá mais o que?
Nããããããoooo, querem fazer na área da "prole". Dos que nasceram da geração das letras e estão entranhados, familiarizados, quase uma dinastia da informação (drama MESMO!).
Fico imaginando que meus quatro anos de SUFOCO (quem me conhece, sabe o que eu passei na graduação) foram em vão, os quatro anos de colegas que precisavam do diploma pra excluirem a carteirinha de licença para terem o bendito DIPLOMA foram em vão. Fico imaginando que foi em vão passar noooites estudando para as provas de Teoria da Comunicação, Comunicação Comparada, Teoria do Jornalismo, HISTORIA DO JORNALISMO, Jornalismo Digital e outras coisinhas mais, isso dando suporte ao nosso conhecimento, deixando a gente entender porque o jornalismo era a nossa área (ou vocês acham que a minha pose pra explicar a Teoria do Espelho, Escola de Frankfurt, Bourdieu, Mcluhan e até o pateta do Foucault é em vão?!).
Fico imaginando mais longe ainda: e os concursos públicos? Qualquer criatura que fez turismo pode trabalhar na área de Comunicação Social (Hablt. em Jornalismo) assessorando, clipando, cuidando da imagem assim, DO NADA? Grande merda de profissional que estão empregando. Até assistente de telemarketing (e viva ao gerúndio!) vai poder fazer concursos ou entrar em jornais como reporter e até, "estar virando" editor-chefe (Abaixo ao Lead!).
Estudamos sobre ética, minha gente. Estudamos sobre leis, sobre assessorar, sobre cobertura de imagens, sobre o "pode e não pode" do jornalista de rua. Estudamos sobre a lei da imprensa, estudamos sobre como se comportar em uma coletiva, sobre usar imagem de pessoas em comercial, notícias, documentários, revistas e tudo que aparecer. Estudamos sobre fotografia, imagem em vídeo, sobre chateaubriand e a televisão brasileira, sobre livros jornalisticos e livros documentários. Estudamos sobre notícias e "barrigadas", sobre imediatismo, maus profissionais, erros da imprensa, sobre o Collor entrar e o Lula sair.
POXA, NÓS NOS INFORMAMOS PRA DAR O MELHOR À MASSA (sim, sim.. notícias são massificadas).
Não me conformo com nada. Não me conformo em ter que colocar o meu diploma na parede como uma boa lembrança da graduação. Estão golpeando nossa categoria.
Dá até vontade de chorar, sabe?
É como se você perdesse a sua credibilidade, a sua formação. Parece que arrancaram um direito meu. Arrancaram um pedacinho do meu coração. Eu amo ser jornalista. ;/
Acho que foi por isso que na minha formatura, o meu canudo estava vazio. Só enfeite. Só vento.
REVOLTA!
*
"JURO CUMPRIR MINHAS OBRIGAÇÕES COMO JORNALISTA DENTRO DOS PRINCÍPIOS UNIVERSAIS DE JUSTIÇA E DEMOCRACIA, COERENTE COM OS IDEIAS DE COMUNHÃO E FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS, PARA QUE O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO REDUNDE NO APRIMORAMENTE DAS RELAÇÕES HUMANAS QUE RESULTARÁ NA CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MAIS DIGNO, MAIS JUSTO, PARA QUE OS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS".
*
P.s.: querem ver de onde vem a palhaçada? Olhem a notícia ai:
E podem comentar metendo o pau.

11 de junho de 2009

É, to voltando...


Caso fique ruborizado com tanta graciosidade;
Eleve-se às nuvens do encanto cantando sorriso – Tenho dito;
Não faça bico, não desvie o olhar.
Corro o risco de desgostar – Não! Nem terminei de falar.
Eu disse que escreveria...
Talvez fosse melhor relevar, mas a gata da foto não me deixa calar!
E eu fico aqui, gritando, distribuindo elogios;
Parecendo um bêbado tardio.
Irene, calma! Antes de tudo e depois de mais nada;
Só um dramazinho pra te fazer não ficar calada.
E se fizer bico de novo – Te garanto que mordo!
Se levantar uma das sobrancelhas com aquele ar de superioridade – Te garanto que as palavras serão pimenta que arde!
Porque se eu deixasse pra escrever depois – Seria tarde!
Perder-se-ia no tempo ou talvez ficasse escondido no espaço. Quem sabe?
E como tudo se movimenta em ciclos – Agora é a minha vez de ditar os fatos, de fazer valer os escritos.
Depois de tantos risos e gargalhadas – Uma hora tu ias ter que aparecer aqui, nem que fosse toda estabanada.
Até porque eu fiquei ressentido de tu teres me retratado como “O Cara”.
Depois de todas as estórias – Não devia ter dado essa mancada.
Tudo bem que fiquei oculto, mas quem garante que a identidade não foi revelada?
E o pior foi ter ficado embaixo de três bundas – Te confesso que me rendeu gargalhadas.
Mas três bundas, cara?
Trocaria facilmente três por uma;
Não preciso nem esconder!
Preciso falar?
Era a tua bunda que devia ta lá!
Oh! Santo Deus – Vamos respeitar;
Eu faço, de novo, mais uma vez, quantas vezes forem necessárias, já fiz o pedido!
Nem pense em me enrolar!
No máximo, aceito tuas gargalhadas!



*


Eu seeeei, andei sumida, sem criatividade, sem saco pra escrever, e confesso de coração aberto que seeeeeem saco de ler também.

Tanta coisinha, sabe? "Tantas coisinhas miúdas roendo e comendo, arrasando aos poucos.." , uma bela bosta. Mas agora ta tuuuuuudo bem. Ta tudo frescoflex.

Esse textinho ai de cima, ou melhor, esta PROSA foi feita por um grande amigo de papos sérios e porcarias vindas da madrugada. Um textinho que ele fez pensando em mim. Melhor dizendo, falando de mim.
Marco Aurélio você está no meu coração, seu cara de bosta (nosso jeito carinhoso de nos chamarmos).

E esperem que estou me inspirando nesse momento.


6 de maio de 2009

"Vai minha tristeza..." ♪

Tem, mais ou menos, uma semana que ela não dorme direito. Tem, mais ou menos, duas semanas que ela vem procurado respostas pra tanta coisinha pequena que vem atormentando seus pensamentos. Tem, mais ou menos, uma hora que ela acordou e viu que dormir tarde, pensar em bobagem, procurar respostas e se manter dormindo não vai resolver nada que a persegue. Ela dormia pra esquecer.
Tem menos de dez minutos que ela deu de cara com um texto de um autor que ela detesta, mas que, infelizmente, ele tem razão: “O mal do século é a solidão”.
Ela foi feliz por estar sozinha e foi muito mais feliz por estar acompanhada. Gosta das lembranças, gosta dos cheiros antigos, sente-se alegre em pensar que teve uma infância coberta de gente, risos e parentes presentes. Fica feliz só em pensar que tem histórias pra contar.
Mas o que ela não entende, é como que, com tudo isso que viveu no passando, quer se tornar alguém solitário hoje, aqui no presente, e pensa em não ser só no futuro.
Quer ficar sozinha. Quer se isolar de tudo e de todos. Mora só e afirma que é feliz em sua solidão. Mas faz planos de casar, de ter três filhos, rir com os amigos que a visitarão na sua casinha no campo, pensa em ter o marido dos sonhos, ser avó de dezenas de guris e envelhecer com uma amiga em Blumenau.
Que espécie de mulher ela é?
Que droga está fazendo da vida agora, criatura?
Compreendo que muitas coisas que passamos transformam a gente. Nos colocam em posição de defesa. Faz com que nós coloquemos um muro enorme em nossa volta e que esqueçamos que outras pessoas tentam entrar em nosso mundo só pra ajudar. Sofremos e tentamos fazer o mundo sofrer por nós. Calamos aquele gritinho por medo de parecer fracos e nos tornamos patéticos sérios.
Mas ela não quer mais isso, não.
Ela quer a fúria dos ventos no rosto e ver quantos sorrisos ela perdeu. Ainda dá tempo.
Ela quer dizer que errou, que foi uma boba e quer pedir desculpas pelas tristezas e desapontamentos. Aliás, ela esqueceu de avisar que algumas pessoas teriam que perdoá-la algumas vezes.
Ela não quer mais saber de ficar triste, nem de remoer um passado que foi bom. Não quer apagar da memória as coisas boas e quer usar as coisas ruins como um ensinamento e nunca mais errar daquele jeito. Não daquele jeito.
Ela quer dizer às pessoas com quem brincou, que a brincadeira está de volta. Às pessoas que a feriram, que não foi dessa vez que ela se deixou vencer. E à pessoa que ela amou e que, sabe-se lá o por que, a deixou no esquecimento, que ela lamenta muito por você a ter ferido, mas a tristeza é para os superiores, para quem pode com aquilo tudo. Ela bem que tentou chorar todos os dias. Tentou não sorrir e aprofundou-se perdidamente em suas lembranças mais ruins. Tentou de todo jeito se sentir culpada e mastigada por você. Mas... Ela é inferior. Ela é baixa. Ela é a ralé. Quase uma favelada que desumanamente é feliz demais pra se deixar abater.
Ela não se fechou a toa. Quis viver o mundo dos outros. A solidão dos outros. Quis provar um veneno para se punir. Quis sofrer por se achar no direito de merecer um castigo: a solidão. Se fez só, continuou só e agora ela ta mandando tudo pro inferno. Alias, mantendo tudo no inferno. “O inferno são os outros”, já dizia alguém que estou com preguiça de procurar saber.
É, ela está voltando pra casa. A velha casa. Se quiser ir com ela, as portas estarão abertas. Há sorrisos para todos lá.

Naiane Feitoza.

Quem disse que eu me mudei?
Não importa que a tenham demolido: a gente continua morando na velha casa em que nasceu
.”
(Mário Quintana)

3 de maio de 2009

Os ventos me mandaram isso.


"Porque nem a desgraça, nem a miséria, nem a morte, nem nada, nenhuma praga mandada por Deus ou satanás nos poderia separar. Você, por sua vontade, nos separou..."

O morro dos ventos uivantes - Emily Jane Bronte


*

Amor, dinheiro, disturbios emocionais, vingança, insanidade, amor, amor e amor, passado, raiva, tristeza, morte, ganância, ambição, passado e dor, muita dor esse livro conta.
Mas o que compensa no final?

"...e deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro."


*

Tive a felicidade de ler o roteiro, dia desses, quando sai em busca de literatura inglesa.
Esse livro é um clássico, mas tenho certeza que não vou conseguir comprá-lo tão cedo, mas há um filme (claro que não com toda a história na íntegra) que conta como é a história de amor mais vingativa que vi na vida.

Lindo romance. Lindo mesmo.
A frase que dei início é a mais pura verdade. Tadinho do Heathcliff.