4 de julho de 2012

Aparências! Nada mais que aparências.




Não sei como começar esse texto sem ter uma pontinha de medo do que vou abordar. É um assunto tão escondido, tão medonho e tão estranho que me causa um frio na barriga só de pensar que há mulheres, por ai, pensando que enganam a gente, e o pior: enganam seus próprios corações.
Andei observando a vida de algumas pessoas pelo facebook. A vida de alguns conhecidos, de alguns amigos próximos e de umas figuras ímpares, que a gente nem sabe por que adicionou no nosso mundinho virtual.
Vocês já notaram que uma mudança de relacionamento, no facebook, é mais comentada que a morte de um ente querido? Já notaram que a gente está tomando conta da vida de muita gente porque, simplesmente, eles nos deram esse espaço? Já notaram, PIOR AINDA, que tem um montão de gente vivendo de aparências?
Há algumas semanas, meu namorado e eu, saímos com alguns casais de amigos. São uns quatro, pra dizer a verdade. Todos, sem exceção, namoram há mais de dois anos, têm uma história bacana de início de namoro, têm uma relação legal, mas... (sempre tem um “mas”) um casal em espacial não batia com a imagem que eles passavam. E o mais estranho nessa história: o casal é de grandes amigos nossos.
Observei atitudes de pessoas destrutivas. Aquele relacionamento que a mulher faz uma brincadeira e o namorado reprova chamando-a de LOUCA. Aquele relacionamento que tudo é motivo pra todos os palavrões do mundo. Aquele relacionamento que junta um público pra ver o barraco acontecer e junta os amigos se metendo na história deles.
Fiquei assustadíssima em como uma mulher, uma linda mulher, uma pessoa que, um dia, foi chamada de “princesa” e “mulher da minha vida”, hoje se contentava em ser chamada de “rapaz”, na frase: “que é que tu quer, rapá?”. Parte o seu coração? Imagina o meu, que é uma manteiga derretida com homens gentis e mulheres felizes no namoro/noivado/casamento. Nem vou citar os outros milhões de adjetivos que ambos se colocam e fazem a gente assistir de camarote a baixaria. Sim, porque É baixaria ver uma mulher gritar, aos prantos, que o namorado é um filho da puta muito grande.
Agora, esqueçam tudo que falei e imaginem o relacionamento mais perfeito do MUNDO. Imaginem uma mulher fazendo lindas declarações de amor no facebook, no blog, no Orkut, no twitter, no celular da amiga. Imaginem fotos e mais fotos de ambos agarradinhos, sorrindo com milhares de comentários embaixo, dizendo: “casal perfeito”. Imaginem ambos colocando a foto do casal no perfil, com direito a descrição de que “eu sou dele” ou “ela é a minha vida”. Imaginaram? Imaginaram aquele casal lindo e sorridente?
Ai, você me pergunta: “Ué, qual o problema nisso?”.
Bom, vou lhe explicar qual o problema: esse casal que descrevi, que se ama e se venera, que não vivem um sem o outro é O MESMO CASAL QUE SE ENGALFINHA O TEMPO INTEIRO. Sim, sim, são eles: os estranhos se estranhando.
Gente, eu sou antiquada demais pra engolir esses relacionamentos fracassados. Eu sou sonhadora demais pra acreditar que um relacionamento de aparências faz alguém feliz. Eu sou pé no chão demais pra saber que vender a imagem de casal perfeito só serve pra uma coisa: se iludir e se enganar.
Até quando ou onde, isso vai? Até onde vai a arte de se destruir e destruir o coração e a paz do outro?
Não sei vocês, mas sofrer não é muito o meu forte. E viver sendo xingada, por favor!, é pra quem gosta de levar esporro em qualquer lugar e de qualquer um.
Como existem pessoas estranhas nesse mundo, né? Nem quero julgar fulano ou sicrano, mas julgo, SIM, quem me dá o direito de achar o relacionamento de beltrano um motivo pra ocupar um lugar na vida do outro. Julgo quem me engana por um perfil na internet. Julgo quem me vende algo que nunca vou ver: um namoro legal e que seja verdadeiro nos sentimentos.
Ninguém ama odiando. Ou ama ou odeia, certo? (não vale quando estamos de TPM, porque é tudo muito confuso)
Queria entender a cabeça de uma mulher que se contenta com pouco. Queria saber por que os homens deixam que chegue a esse ponto e, o pior, por que ficar com alguém que não lhe ama e faz questão de mostrar pra todo mundo que só estão felizes na internet?
Meu relacionamento não é perfeito. Não sou uma santa e muito menos uma doida varrida, mas sei que meu coração gosta de coisas boas, gosta de ser cuidado.
Nós nascemos para um fim muito bonito, nessa vida: ser e fazer alguém feliz. Eu faço isso todos os dias. E não, não é pela internet. É mais entre quatro paredes e sem plateia.

Naiane Feitoza.

25 de junho de 2012

Pra gente.



"Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar. Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras. Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu."


Joaquim Pessoa em Ano Comum


*


Por esse ser o mês que completamos 1 ano e 6 meses de muito amor, muitas gargalhadas e muito nheco-nheco. Por esse ser o mês que a gente casou de mentira (há um ano), por esse ser o período de matar a saudade, matar a vontade... por essas e por outras que esse texto se encaixa na gente, que ele diz o que eu penso nas nuvenzinhas acima da minha cabeça. Todo o tempo. O tempo todo. Nós!


Te amo? Amo e muito.

10 de maio de 2012

Pra quem pagou por passarinho e levou cachorro


Quem já teve um gosto amargo na boca, causado por ânsia e dores fortes no coração?
Quem teve vontade de pular na frente do primeiro carrinho de pipocas, porque o bom sentido lhe faltava?
Quem já olhou no espelho e se detestou tanto que pensou em arrancar o nariz?

Pois é, já tive grandes decepções que a vida me pregou, em todos os estágios da minha enorme caminhada de 30 anos. Tive aquela decepção que todas nós temos na infância, de se apaixonar pelo garoto com o uniforme mais bem passadinho e sapatos limpos, da escola. Tive a da adolescência, quando me interessei por ballet, mas o corpo achou melhor ganhar uns quilinhos a mais, do que obedecer a velha disciplina de ser magra e esbelta. E tive, ÓBVIO, a decepção de adotar um lindo pássaro pra encantar os meus dias e, no final, descobri que ele não passava de um cachorro fedorento.

Ta confuso esse final? Metáforas servem pra isso: pra serem confusas.
Vamos imaginar que esse pássaro é aquele cara que lhe conquistou. É! Aquele cara que dedicou uns dias, semanas, meses pra lhe conquistar. Que lhe fez versos, que lhe comparou com flores, que lhe deu apelidos e aceitou os seus. Aquele cara que te ligou TODOS-OS-DIAS sem falhar, sem faltar assunto, sem meia saudade. Ele estava a postos pra lhe conquistar e ganhou seu coração.
Dê mil vivas a isso. Dê espaço pra publicidade, porque o cara merece, ué. Ele se tornou o passarinho que canta nos seus ouvidos, que encanta os seus dias, que lhe traz paz.
Vocês fizeram planos. Não se enganaram. Não temeram o passado e estavam ansiosos pelo futuro. Mais ainda! Vocês vestiram a roupa dos casais apaixonados. Andaram de mãos dadas, tomaram sorvete e publicaram na testa aquela alegria bem boiola de “todo amor que houver nessa vida”.

Até que... (suspiro!)

Lá vem a história do cachorro fedorento. Sério, sempre tem um feitiço que alguém joga no seu reino, cara princesa. Aliás, de princesa, depois de um tempo, você tem nada. Nem deixaram você ter o seu castelo e se tornar rainha. Vai ser princesa de que? De quem? Pra quem?
To falando, minha filha, da armadilha que esse pardal desafinado pregou em você e, por cegueira ou qualquer anomalia que apareceu na merda do seu cérebro, você não viu, não se atentou, não se policiou e não pegou no flagra.

Sabe aquela agonia de homem perfeito? Pois é, eu tenho. Tenho porque a vida só é boa quando a gente ta com os pés no chão. E tudo que vem rápido demais, fácil demais, bom demais e perfeito demais é pra ficar de olho. Como dizemos: “é bom ver se a mercadoria não veio com defeito”.

Já falei que não tenho medo de ser feliz, que acredito no amor e no homem que quer me dar todas as coisas boas que EU mereço. Mas nada vem de graça, minha gente. A recíproca ta ai pra afirmar isso. O amor É recíproco e ponto final (esse negócio de amor platônico é muito Freudiano pra o meu humilde cérebro absorver e não achar um saco).
Portanto, vamos recapitular: seu passarinho que tanto cantou de peito estufado, agora não passa de um vira-lata comprado no Paraguai.
Não era o momento de vocês? NÃO SUBESTIME A MINHA INTELIGÊNCIA.
Praga das invejosas? FILHA, ACORDA!
Você errou? ARRAM! Por NÃO abrir os olhos.
Vou falar uma coisa que sempre ouvi da minha mãe e sempre, sempre, sempre discordo: “nenhum homem presta, minha filha”. Alô, mãe! A senhora ta casada com o papai há 31 anos, POR QUÊ? Porque o odeia que não é, gata. Conta outra!
Homem presta, minha gente. Presta tanto que eu acredito em alguns poucos, alguns que me foram apresentados, e um que está na minha vida. Mas, cientificamente falando, a cada 100 homens nascidos no mundo, SETE não prestam nem pra mentir no açougueiro ou contar verdade em velório. APENSAS SETE, EM CADA 100.

Agora deixa eu respirar e falar desses SETE Zé Manés que Deus deixou, por algum motivo que nunca vou entender, virem ao mundo:
Primeiro: Eles são aquela espécie de homens que já nascem mentindo pra mãe. Choram sem fome, sem vontade de fazer o dever de casa e mentem que vão fazer trabalho da escola, mas vão olhar a vizinha do colega pelada.
Segundo: Na outra fase da vida, começam a mentir pra professora, pra diretora, pra moça da biblioteca e pro moço das balinhas da cantina.
Esses ZÉ ROELAS, vêm adquirindo certa experiência ao longo da vida, até se apaixonarem pela primeira alma boa que aparece na sua frente e... Apaixonam-se pela segunda, pela terceira, pela quarta, pela quinta (ai, parei de contar). Dai, ele vê que se apaixonou por todas elas. TO-DAS! Incomum? Não, não! Todas nós conhecemos um desses, pelo menos, uma vez na vida.

Mas como no Brasil não é muito comum a gente se enrabichar por todos os sorrisos que nos aparecem, a gente acaba escolhendo um pra acolher no peito, né? NÃO! Seria assim num mundo normal. No meu, no seu. Não no mundo do mentiroso e “apaixonado por todas elas”.
Pra mim, não há desculpa pra gente que acha isso normal.
Ou namora uma ou namora NINGUÉM. Certo? ERRADO! No mundo de uma pessoa dissimulada não funciona desse jeito, tem que haver aquela mentira que se contou pra mãe, pra tia da escola...
Conheço tanta gente boa nesse aspecto, que eu acho, sinceramente, que a Globo ta perdendo grandes atores. Homens mentirosos, de má índole (ou vocês acham que uma pessoa do bem faz isso?), de mente pequena e que acham normal enganar uma/duas/cinco/doze mulheres, deveriam ter espaço maior na mídia. Sei lá, pras pessoas terem o hábito de encontrar esse tipo de bosta com mais facilidade, pra não cair na lábia do boto. É, minha gente, porque essa lábia toda só boto, viu? Só boto.

Esse tipo de cachorro sem dono, que planeja conquistar uma mulher, que deseja outra, que ta pegando a Joana, que ta saindo com a Patrícia e ta namorando a Fernanda não merece muito espaço nas conversas entre as amigas, mas merece estar nas páginas dos livros de alguns psicólogos. Acho que o Carpinejar se daria ao trabalho de falar desse tipo de homem, visto que o próprio já falou dos canalhas e cafajestes, e em nenhum desses grupos o cachorro se engloba, mas acho que dá pra criar outra raça.

Pra mim, a Irene que adora rir, mentir é como matar duas vezes. É privar o outro da verdade. É tirar o prazer de uma sinceridade. É iludir com mentiras. Mente doente, minha gente, quem estuda é o “seu dôtor”, não nós, mulheres, que estamos tão expostas e DISPOSTAS a aguentar, aturar, ajudar, amar e perdoar qualquer homem que nos mereça. Não somos pano de chão pra ficar limpando sujeira de moleque que não sabe a idade mental que tem.

Por isso que eu acredito em passarinho cantador, mas que canta sem malícia, sem gaiola, sem prometer ficar no pé toda vez que eu assoviar. Por isso que acredito no amor, mas no amor dado devagar, sem pedir, sem exagerar. Naquele amor limpinho, cheio de fricote e que a gente sabe em quem confiar.
Não gosto das coisas exageradas, dos planos sem fundamento, das mentiras tortas. Não gosto de príncipe que vem sem cavalo. Odeio essa história de ser tirada dos meus sonhos, por conta de um FROUXO que só pensa em si, só ama o próprio pinto e acha isso LINDO e maravilhoso.
Mas disso podemos tirar uma lição: os cachorros são uma espécie de treinamento, tratamento de choque, pra que a gente não erre no futuro. A gente sempre passa pela prova final pra encontrar a pessoa certa pra nossa vida, né? E pra isso, meus amores, temos que escolher um cachorro vagabundo na pele de um lindo passarinho azul, pra que possamos errar, chorar, berrar, falar pra todo mundo o que passamos, rir do idiota, falar mal dele (só por um tempo, porque nada é mais ridículo que chutar cachorro morto), superar e, no final, encontrar nossa liberdade com uma nova, limpa e linda história de amor. Essa sim, vai ser verdadeira.

Naiane Feitoza.

20 de setembro de 2011

Pra não dizer que não falei de um Príncipe.



Perdoe-me Chopin
E todos os clássicos em suas notas gloriosas!
Perdoem-me todas as vossas habilidades e anos de estudos “a ferro”.
Perdoe-me Janis, Hancock, James...
Perdoe-me Jonh, Elvis, Elis, Chico.
Perdoe-me a "Maria" de Milton,
A "Garota de Ipanema" de Tom.
Perdoe-me Marisa, Cazuza e Nara,
Hanne, Vanessa, Yael...

Perdoem-me todos os mestres sentimentais,
Os gênios da expressão e da melancolia.
As grandes orquestras,
Os anjos que cantam...

Todos vocês - não me levem à mal.
Mas a canção mais linda que meus ouvidos já escutaram,
Foi meu nome sussurrado pela voz do meu amor!
(Porque o som daquela voz é um beijo no ouvido!)

Dani Cabrera




E isso tudo é pra ele, oh! ;)

6 de maio de 2011

Não crie um monstro dentro da sua princesa.


Fiquei me perguntando, por esses dias, se eu era muito possessiva por ficar incomodada se, CASO, meu namorado ficasse de elogios, agradinhos, conversinhas carinhosas ou brincadeirinhas cheias de “nheco-nheco” com as amigas, conhecidas, colegas e afins.
“NÃO! Não mesmo. Absolutamente, NÃO SOU POESSESSIVA”, me respondi.
E não sou mesmo.
Posso ser ciumenta e meio “olho no peixe outro no gato”, mas, definitivamente, possessiva eu passo longe de ser.
Há casos que preciso expor pra que vocês entendam a situação chata, que passa uma namorada com um namorado LEGAL DEMAIS com todo mundo.

Imagine você, linda, serelepe, legal e gentil com o seu lindo namorado que escolheu pra dividir uns meses da sua vida (sim, porque escolhemos o namorado para passar uns meses, depois que nos apaixonamos perdidamente que dizemos a velha frase na cabeça: “Putz! Quero casar com ele!”), que te conquistou por ser essa doçura de pessoa que ele é, por ser tão gentil e legal, divertido e atraente. Aí, do nada, depois de algum tempo, você começa a notar que ele continua assim com você e... com todas as garotas possíveis e imagináveis (inimagináveis já é demais) no raio de quilômetros ao seu lado.
É isso mesmo, ele continua respondendo no facebook, carinhosamente, para a Joana, que ela é linda, que ta louco de saudades e quer dar um abração... Opa! Sinal de incômodo? Olha o resto, querida.
Depois, seu amor fica na de “ahhh, é brincadeira, amor. Me conheceu assim, vou morrer assim”.
(Respira! RESPIRA, MULHER!)
QUERIDO, VOU TE DAR UM AVISO: Quem nasce torto e morre torto é tronco de árvore e pinto torto, ta? Esse papo furado de elogiar todo mundo, quando se é solteiro, e continuar elogiando e quase colocando as TERCEIRAS no colo, depois de estar NAMORANDO, é coisa de moleque e homem que não tem medo de perder os dentes da frente.
Muito me admira um povo que faz isso na cara dura.
Tenho namorado, claro, e ele não faz isso. Óbvio! E o mais legal é que NUNCA pedi pra ele fazer uma coisa desse tipo, que me incomodasse. Sabe por quê? Porque ele sabe a sutil diferença entre namorar uma mulher que gosta de ser única na vida dele e as que ele vai deixar de ver quando eu der um soco no olho. PONTO FINAL. (HAHHAHA)
E não me entendam de um jeito radical. Incomoda, DE VERDADE, ver os nossos namorados (coloquei no plural pra englobar todas as amigas) elogiando a inteligência de uma, o sorriso de outra, falando da saudade da Joana, dos tempos de farra com a Maria, de como a Fernanda cheira bem, de como adora rir com a Chiquitita ou cair naquele velho cumprimento “internetês”. Exemplo clássco: - “oi, amor. Quanto tempo. Olha, to morrendo de saudades, viu? Quando vou te ver? Vem aqui em casa, amor. Sua amiga tem saudades suas. Hehehehe... Ta namorando, é? Axiiii.. ela vai entender nossa amizade, migo”.

PRIMEIRO: “migo” de cu é rola, minha filha. Vá ser “miga” de algum solteiro que você quer morrer de saudades e que esteja sozinho lá na baixa da égua.
SEGUNDO: amor? Não tem medo de morrer, não? Se ligue, viu?
TERCEIRO: HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.. Ir na sua casa, amada? Olha, namorado, se quiser inventar uma TERCEIRA Guerra Mundial é só atender ao pedido dela.


E por aí vai, minha gente.
Namorado que é namorado, faz seleção das amigas, elogia de maneira cordial e dá abraço caloroso sem escândalo, mas antes do abraço, apresenta à namorada, ué.
Como já havia dito: mulher gosta de ser única.
Guarde seus elogios pra sua namorada que lhe atura até de madrugada quando você liga pra falar NADA. Guarde seus carinhos, abraços e gargalhadas com a pessoa que lhe quis do jeito que você é e ainda anda de mãozinhas dadas por aí. Faça depoimentos e responda de um jeito meigo e doce pra nós, as namoradas que não suportamos amigas folgadas. Diga que sente saudades, que quer tomar um porre e fazer uma viagem louca com a gente.

Ah, vocês pensam que estamos incomodadas porque vocês têm amigas, é? Não, queridinhos, não é isso. O problema é a liberdade demais, é a intimidade, a meiguice. E não venham me culpar, porque eu tenho casos clássicos de que não existe essa porra de HOMEM TEM AMIGA MULHER. Vocês colocaram isso nas nossas cabeças. Ou já esqueceram o ciúme medonho que vocês têm daquele nosso amigo que é bonitão, que abraça gostoso e que nos chama de lindinha? Dói, né?
Não quer uma mulher nojenta, controladora, possessiva, chorosa e ciumenta do seu lado? ENTÃO NÃO DÊ MOTIVOS PRA ISSO. Simples como verde e amarelo são as cores do Brasil.
Nós confiamos em vocês, mas se derem um pequeno motivo, vai TUDO por água abaixo. Uma ligação escondida, uma mania de atender longe ou ficar saindo escondido pra ver as amigas (os) das antigas, são ótimas desculpas pra nos tornarmos um monstro devorador de namorados IDIOTAS. Aprendam, pelo amor de Deus!

Homens, queridos, amizade de boteco é uma coisa, amizade de faculdade é uma coisa, amizade de infância é uma coisa, amizade com a minha amiga é uma coisa. Esse papo furado de “conheço a Flávia antes de você, e vou continuar sendo amigo dela”, não me convence que eu esteja te proibindo de ser amigo dela, esse PAPO FURADO está só lhe alertando que ela pode ser um problema futuro para o seu relacionamento lindo comigo.
Seja gentil, educado e contido. Seja amigo da Flávia, mas um amigo que sabe os limites de uma mulher. É só isso. Respeite nosso namoro. Respeite a nossa história. Respeite o modo como lhe vejo e não crie uma predadora dentro de mim.
Me chamar de possessiva não vai resolver a sua mania de ser um mela cueca com um bando de amiguinhas que eu estou CAGANDO se você gosta ou não.
Seja homem, oras. Respeite as calças e diga: “tenho uma amiga e quero que você a conheça”. Isso resolve TAAAAANTA coisa, que você não tem noção.
Ufa!
Aprenderam ou querem que eu desenhe?

Naiane Feitoza.

P.s.: Não vou deixar verde ou aviso paras as tais amigas dos namorados. Não são elas que nos devem satisfação, né? Mas é sempre bom tomar umas aulas de boxe. Enfim, vai que eu dê uma porrada em uma por aí?! ;)

27 de abril de 2011

Esse turbilhão de tudo isso.


A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.
(Chico Buarque)

Saudade era o seu fraco.
Sentir saudade era pior que ser traída, por exemplo.
Ela, se fosse traída, remeteria os sentimentos pra outro lugar, apertaria um “foda-se” glorioso e fim de papo. Há certas dores que o tempo mata tão rapidamente, que é inevitável o esquecimento.
Saudade, não. Saudade acumula. Asfixia. Dói. Saudade toma conta de você como um câncer. Não tem cura. É aquele mal que, quando você vê, invade até os cheiros que você guardou num cantinho de uma caixa embaixo da cama, só pra não ter vontade de sentir de novo. Aquele cantinho que você se prometeu não chegar perto. O cantinho que você brincou de esquecer.

Saudade é parecida com arrependimento. Somam-se de uma forma absurda. Unem-se. Devoram você por igual.
Você se arrepende de algo e aquilo vai te comendo por dentro. Aquela desgraça. Aquela coisa horrível. E o pior (dizem), é se arrepender do que não se fez. Mas não era o caso dela. Ela se arrependia de coisas que fez sem saber. Se arrependeu de sentir.
Ela se arrependia amargamente de sentir saudades.
Ela lutou pra não deixar transparecer certos interesses que estavam dominando seu pensamento. Ela se arrependeu de abrir a boca, também.

Ela não queria saber de paixões. E ela sabia que não era paixão. Aquilo era outra coisa. Era a vontade de ter uma. A vontade de ter aquela paixão. Aquela ali que não era sua, mas de alguém que se aproximara mais rápido que suas gripes anuais. Era, exatamente e exclusivamente, isso que a machucava tanto. Essa perda de controle. Essa batida de carro. Esse acidente de percurso. Esse medo do desastre. Essa saudade.

Entenda como quiser, mas que era uma perdição, aaaah! Isso era.
Ele a veria no seu pior estado. Naquele grau de afastamento e de vergonha. Ela queria sumir, mas não queria que ele a deixasse sumir.
Sentada. Calada. Sentida. Medrosa. Cansada. Tentou e não tentou. Frio na barriga. Zangada. Perdida. Com saudade. Com vontade. Com arrependimentos. Com vontade de ligar. Com vontade de ser ligada. Com vontade de correr o risco. Com a certeza que não dá mais e nunca deu. Ela sabe que não dá. Ele também sabe.
Ela bloqueia, ele aceita.
Ela cancela, ele obedece.
Ela desliga, ele tira do gancho.
Ela se revolta, ele sorri.
Ela se vai, ele deixa.
Ela se arrepende, ele não.

Ela quer que ele vá pro inferno, e ele não vai. Ele fica aqui e não ali. Lá, no esquecimento. Ele corrói, lembra? Corrói na saudade. Feito saudade. É saudade.
Ele permanece aqui até a vontade passar, o arrependimento sair, a saudade cansar, a curiosidade amenizar, o telefone não funcionar, o tempo passar, a cidade mudar, a presença chegar e a indiferença acontecer.
Desiste. Se consola. Se policia. Se esconde. Se prende mais ainda. Se assusta. Se surpreende. Tem medo. Corre de medo. Começa a rir e convida as pessoas a entrarem na sua vida... De novo. Só que agora, mais de perto, com menos sustos, não tão rápido, não tão estranho, não assustadoramente delicioso e só com vontades secretas. Só. Sem contar. Sem confissões. Sem garantias. Sem compromissos.
E, claro... sem sonhos. Desistiu dos sonhos.
Afinal, ela não vai saltar de lugar nenhum. Não vai arrumar quarto algum. Mas não vai deixar nada bagunçado.

Naiane Feitoza.


*Pra você que se identificou com o texto, pegue essa merda de telefone e ligue logo. LIGUE! Se não, leia novamente o texto até se convencer que esse é o certo a fazer. Mil vezes.

18 de abril de 2011

Tirando de mim e deixando no limbo.




Tem sempre aquele dia que você acorda de bom humor, de bunda pra lua, de cabelos bonitos, de pele cuidada e com a cama arrumada. Acorda com vontade de arrumar o guarda-roupa, de doar o que já não é mais de seu uso; acorda com vontade de ter tudo novo, novinho.
Acordei assim, e já tem dias que acordo desse jeito. Acordo com vontade de limpar. Pura e simplesmente vontade de deixar tudo organizado.
Arrumei o quarto, arrumei as roupas, os livros, dvd’s, sapatos e mais uma infinidade de coisas que a gente guarda no nosso quarto. E HOJE, é a vez do meu computador.
Hoje é o dia de excluir o que não me serve mais, o que não cabe mais nas minhas coisas. Chegou a hora de excluir as coisas velhas e sem uso, ou, pra ser mais prática: as coisas novas desinteressantes.

Meu computador está lotado de músicas antigas, textos publicados e os “escritos” que nem em sonho posso mostrar. Está cheio de conversas guardadas, fotos saudosas, sentimentos estranhos, frases, textos e, através dele, estão as pessoas. É, ué! As pessoas.
Aquelas que você conheceu por acaso pela internet, aquelas que você já conhece há anos, seus amigos, o seu amor, conhecidos, inimigos e os desconhecidos.
Hoje chegou o dia de dar adeus à quem pouco se importa com a sua indiferença ou com o fato de você estar feliz. Hoje chegou o dia de dar “falow” para aquela criatura (ou aquelas) que você até teve afinidade e uma boa amizade, mas o tempo fez com que os caminhos fossem diferentes.
Ta na hora de deletar quem te incomoda. Ta na hora de excluir quem você gosta, mas não gosta mais de você. É, chegou a hora de apertar o velho botão do “foda-se” que muita gente já conhece.

Eu tenho a maior facilidade em excluir pessoas. É rápido e nada dolorido.
Incomodou? RODOU!
Simples como um arroz escorrido.

Não me dói ter mais razão que emoção nessas horas. E se você se pergunta: “por que não lutar por essas pessoas?”. É simples, minha gente: só se luta por quem quer viver dentro da gente, não por quem já morreu.
Pessoas são descartáveis a partir do momento que elas não se dão ao trabalho de merecer seu coração.

Tenho pena de quem vive nesse mundinho forçado de amizades. Que faz competição consigo pra ver se consegue UM MILHÃO DE AMIGOS. Que fala com todo mundo, que é amigo de todo mundo, que ama todo mundo, que tem 9999 contatos no msn, facebook e twitter. Não sou amiga dos números e desde a infância, nunca gostei de matemática.
Ser seleto, às vezes, traz mais recompensas. Traz, como o nome já diz, uma seleção dos SEUS melhores.

Pouca gente me interessa nessa vida, por pouca gente eu bateria boca, compraria uma briga ou pagaria o melhor almoço do mundo. Por pouca gente eu me deslocaria pelas estradas de uma BR. Mas, por mim, pelo o que acredito, pela minha paz, pela vontade de colocar um ponto final no que pode se transformar em “quase nada”, prefiro deixar de gostar desse povo que coloca o orgulho e a mania de “hoje eu te odeio” como um aviso no meio da testa. Nunca esteve tão lotado embaixo do meu tapete.

Não gosto de “boa vizinhança” com ninguém. Ou é por inteiro ou não é.
Conveniente, pra mim, é só um plano de saúde que você paga e recebe atendimento por isso. Amizade é procurar entender quem lhe é diferente. É deixar chegar perto. É não esperar nada em troca.

Deleto hoje, quem não vai me incomodar amanhã. Se tentar me incomodar, não vai fazer diferença, você não está mais aqui dentro do meu coração pra tentar feri-lo. Você está na zona ou no limbo.


Naiane Feitoza.