20 de setembro de 2011
Pra não dizer que não falei de um Príncipe.
Perdoe-me Chopin
E todos os clássicos em suas notas gloriosas!
Perdoem-me todas as vossas habilidades e anos de estudos “a ferro”.
Perdoe-me Janis, Hancock, James...
Perdoe-me Jonh, Elvis, Elis, Chico.
Perdoe-me a "Maria" de Milton,
A "Garota de Ipanema" de Tom.
Perdoe-me Marisa, Cazuza e Nara,
Hanne, Vanessa, Yael...
Perdoem-me todos os mestres sentimentais,
Os gênios da expressão e da melancolia.
As grandes orquestras,
Os anjos que cantam...
Todos vocês - não me levem à mal.
Mas a canção mais linda que meus ouvidos já escutaram,
Foi meu nome sussurrado pela voz do meu amor!
(Porque o som daquela voz é um beijo no ouvido!)
Dani Cabrera
E isso tudo é pra ele, oh! ;)
6 de maio de 2011
Não crie um monstro dentro da sua princesa.
Fiquei me perguntando, por esses dias, se eu era muito possessiva por ficar incomodada se, CASO, meu namorado ficasse de elogios, agradinhos, conversinhas carinhosas ou brincadeirinhas cheias de “nheco-nheco” com as amigas, conhecidas, colegas e afins.
“NÃO! Não mesmo. Absolutamente, NÃO SOU POESSESSIVA”, me respondi.
E não sou mesmo.
Posso ser ciumenta e meio “olho no peixe outro no gato”, mas, definitivamente, possessiva eu passo longe de ser.
Há casos que preciso expor pra que vocês entendam a situação chata, que passa uma namorada com um namorado LEGAL DEMAIS com todo mundo.
Imagine você, linda, serelepe, legal e gentil com o seu lindo namorado que escolheu pra dividir uns meses da sua vida (sim, porque escolhemos o namorado para passar uns meses, depois que nos apaixonamos perdidamente que dizemos a velha frase na cabeça: “Putz! Quero casar com ele!”), que te conquistou por ser essa doçura de pessoa que ele é, por ser tão gentil e legal, divertido e atraente. Aí, do nada, depois de algum tempo, você começa a notar que ele continua assim com você e... com todas as garotas possíveis e imagináveis (inimagináveis já é demais) no raio de quilômetros ao seu lado.
É isso mesmo, ele continua respondendo no facebook, carinhosamente, para a Joana, que ela é linda, que ta louco de saudades e quer dar um abração... Opa! Sinal de incômodo? Olha o resto, querida.
Depois, seu amor fica na de “ahhh, é brincadeira, amor. Me conheceu assim, vou morrer assim”.
(Respira! RESPIRA, MULHER!)
QUERIDO, VOU TE DAR UM AVISO: Quem nasce torto e morre torto é tronco de árvore e pinto torto, ta? Esse papo furado de elogiar todo mundo, quando se é solteiro, e continuar elogiando e quase colocando as TERCEIRAS no colo, depois de estar NAMORANDO, é coisa de moleque e homem que não tem medo de perder os dentes da frente.
Muito me admira um povo que faz isso na cara dura.
Tenho namorado, claro, e ele não faz isso. Óbvio! E o mais legal é que NUNCA pedi pra ele fazer uma coisa desse tipo, que me incomodasse. Sabe por quê? Porque ele sabe a sutil diferença entre namorar uma mulher que gosta de ser única na vida dele e as que ele vai deixar de ver quando eu der um soco no olho. PONTO FINAL. (HAHHAHA)
E não me entendam de um jeito radical. Incomoda, DE VERDADE, ver os nossos namorados (coloquei no plural pra englobar todas as amigas) elogiando a inteligência de uma, o sorriso de outra, falando da saudade da Joana, dos tempos de farra com a Maria, de como a Fernanda cheira bem, de como adora rir com a Chiquitita ou cair naquele velho cumprimento “internetês”. Exemplo clássco: - “oi, amor. Quanto tempo. Olha, to morrendo de saudades, viu? Quando vou te ver? Vem aqui em casa, amor. Sua amiga tem saudades suas. Hehehehe... Ta namorando, é? Axiiii.. ela vai entender nossa amizade, migo”.
PRIMEIRO: “migo” de cu é rola, minha filha. Vá ser “miga” de algum solteiro que você quer morrer de saudades e que esteja sozinho lá na baixa da égua.
SEGUNDO: amor? Não tem medo de morrer, não? Se ligue, viu?
TERCEIRO: HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.. Ir na sua casa, amada? Olha, namorado, se quiser inventar uma TERCEIRA Guerra Mundial é só atender ao pedido dela.
E por aí vai, minha gente.
Namorado que é namorado, faz seleção das amigas, elogia de maneira cordial e dá abraço caloroso sem escândalo, mas antes do abraço, apresenta à namorada, ué.
Como já havia dito: mulher gosta de ser única.
Guarde seus elogios pra sua namorada que lhe atura até de madrugada quando você liga pra falar NADA. Guarde seus carinhos, abraços e gargalhadas com a pessoa que lhe quis do jeito que você é e ainda anda de mãozinhas dadas por aí. Faça depoimentos e responda de um jeito meigo e doce pra nós, as namoradas que não suportamos amigas folgadas. Diga que sente saudades, que quer tomar um porre e fazer uma viagem louca com a gente.
Ah, vocês pensam que estamos incomodadas porque vocês têm amigas, é? Não, queridinhos, não é isso. O problema é a liberdade demais, é a intimidade, a meiguice. E não venham me culpar, porque eu tenho casos clássicos de que não existe essa porra de HOMEM TEM AMIGA MULHER. Vocês colocaram isso nas nossas cabeças. Ou já esqueceram o ciúme medonho que vocês têm daquele nosso amigo que é bonitão, que abraça gostoso e que nos chama de lindinha? Dói, né?
Não quer uma mulher nojenta, controladora, possessiva, chorosa e ciumenta do seu lado? ENTÃO NÃO DÊ MOTIVOS PRA ISSO. Simples como verde e amarelo são as cores do Brasil.
Nós confiamos em vocês, mas se derem um pequeno motivo, vai TUDO por água abaixo. Uma ligação escondida, uma mania de atender longe ou ficar saindo escondido pra ver as amigas (os) das antigas, são ótimas desculpas pra nos tornarmos um monstro devorador de namorados IDIOTAS. Aprendam, pelo amor de Deus!
Homens, queridos, amizade de boteco é uma coisa, amizade de faculdade é uma coisa, amizade de infância é uma coisa, amizade com a minha amiga é uma coisa. Esse papo furado de “conheço a Flávia antes de você, e vou continuar sendo amigo dela”, não me convence que eu esteja te proibindo de ser amigo dela, esse PAPO FURADO está só lhe alertando que ela pode ser um problema futuro para o seu relacionamento lindo comigo.
Seja gentil, educado e contido. Seja amigo da Flávia, mas um amigo que sabe os limites de uma mulher. É só isso. Respeite nosso namoro. Respeite a nossa história. Respeite o modo como lhe vejo e não crie uma predadora dentro de mim.
Me chamar de possessiva não vai resolver a sua mania de ser um mela cueca com um bando de amiguinhas que eu estou CAGANDO se você gosta ou não.
Seja homem, oras. Respeite as calças e diga: “tenho uma amiga e quero que você a conheça”. Isso resolve TAAAAANTA coisa, que você não tem noção.
Ufa!
Aprenderam ou querem que eu desenhe?
Naiane Feitoza.
P.s.: Não vou deixar verde ou aviso paras as tais amigas dos namorados. Não são elas que nos devem satisfação, né? Mas é sempre bom tomar umas aulas de boxe. Enfim, vai que eu dê uma porrada em uma por aí?! ;)
27 de abril de 2011
Esse turbilhão de tudo isso.
“A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.
(Chico Buarque)
Saudade era o seu fraco.
Sentir saudade era pior que ser traída, por exemplo.
Ela, se fosse traída, remeteria os sentimentos pra outro lugar, apertaria um “foda-se” glorioso e fim de papo. Há certas dores que o tempo mata tão rapidamente, que é inevitável o esquecimento.
Saudade, não. Saudade acumula. Asfixia. Dói. Saudade toma conta de você como um câncer. Não tem cura. É aquele mal que, quando você vê, invade até os cheiros que você guardou num cantinho de uma caixa embaixo da cama, só pra não ter vontade de sentir de novo. Aquele cantinho que você se prometeu não chegar perto. O cantinho que você brincou de esquecer.
Saudade é parecida com arrependimento. Somam-se de uma forma absurda. Unem-se. Devoram você por igual.
Você se arrepende de algo e aquilo vai te comendo por dentro. Aquela desgraça. Aquela coisa horrível. E o pior (dizem), é se arrepender do que não se fez. Mas não era o caso dela. Ela se arrependia de coisas que fez sem saber. Se arrependeu de sentir.
Ela se arrependia amargamente de sentir saudades.
Ela lutou pra não deixar transparecer certos interesses que estavam dominando seu pensamento. Ela se arrependeu de abrir a boca, também.
Ela não queria saber de paixões. E ela sabia que não era paixão. Aquilo era outra coisa. Era a vontade de ter uma. A vontade de ter aquela paixão. Aquela ali que não era sua, mas de alguém que se aproximara mais rápido que suas gripes anuais. Era, exatamente e exclusivamente, isso que a machucava tanto. Essa perda de controle. Essa batida de carro. Esse acidente de percurso. Esse medo do desastre. Essa saudade.
Entenda como quiser, mas que era uma perdição, aaaah! Isso era.
Ele a veria no seu pior estado. Naquele grau de afastamento e de vergonha. Ela queria sumir, mas não queria que ele a deixasse sumir.
Sentada. Calada. Sentida. Medrosa. Cansada. Tentou e não tentou. Frio na barriga. Zangada. Perdida. Com saudade. Com vontade. Com arrependimentos. Com vontade de ligar. Com vontade de ser ligada. Com vontade de correr o risco. Com a certeza que não dá mais e nunca deu. Ela sabe que não dá. Ele também sabe.
Ela bloqueia, ele aceita.
Ela cancela, ele obedece.
Ela desliga, ele tira do gancho.
Ela se revolta, ele sorri.
Ela se vai, ele deixa.
Ela se arrepende, ele não.
Ela quer que ele vá pro inferno, e ele não vai. Ele fica aqui e não ali. Lá, no esquecimento. Ele corrói, lembra? Corrói na saudade. Feito saudade. É saudade.
Ele permanece aqui até a vontade passar, o arrependimento sair, a saudade cansar, a curiosidade amenizar, o telefone não funcionar, o tempo passar, a cidade mudar, a presença chegar e a indiferença acontecer.
Desiste. Se consola. Se policia. Se esconde. Se prende mais ainda. Se assusta. Se surpreende. Tem medo. Corre de medo. Começa a rir e convida as pessoas a entrarem na sua vida... De novo. Só que agora, mais de perto, com menos sustos, não tão rápido, não tão estranho, não assustadoramente delicioso e só com vontades secretas. Só. Sem contar. Sem confissões. Sem garantias. Sem compromissos.
E, claro... sem sonhos. Desistiu dos sonhos.
Afinal, ela não vai saltar de lugar nenhum. Não vai arrumar quarto algum. Mas não vai deixar nada bagunçado.
18 de abril de 2011
Tirando de mim e deixando no limbo.
Tem sempre aquele dia que você acorda de bom humor, de bunda pra lua, de cabelos bonitos, de pele cuidada e com a cama arrumada. Acorda com vontade de arrumar o guarda-roupa, de doar o que já não é mais de seu uso; acorda com vontade de ter tudo novo, novinho.
Acordei assim, e já tem dias que acordo desse jeito. Acordo com vontade de limpar. Pura e simplesmente vontade de deixar tudo organizado.
Arrumei o quarto, arrumei as roupas, os livros, dvd’s, sapatos e mais uma infinidade de coisas que a gente guarda no nosso quarto. E HOJE, é a vez do meu computador.
Hoje é o dia de excluir o que não me serve mais, o que não cabe mais nas minhas coisas. Chegou a hora de excluir as coisas velhas e sem uso, ou, pra ser mais prática: as coisas novas desinteressantes.
Meu computador está lotado de músicas antigas, textos publicados e os “escritos” que nem em sonho posso mostrar. Está cheio de conversas guardadas, fotos saudosas, sentimentos estranhos, frases, textos e, através dele, estão as pessoas. É, ué! As pessoas.
Aquelas que você conheceu por acaso pela internet, aquelas que você já conhece há anos, seus amigos, o seu amor, conhecidos, inimigos e os desconhecidos.
Hoje chegou o dia de dar adeus à quem pouco se importa com a sua indiferença ou com o fato de você estar feliz. Hoje chegou o dia de dar “falow” para aquela criatura (ou aquelas) que você até teve afinidade e uma boa amizade, mas o tempo fez com que os caminhos fossem diferentes.
Ta na hora de deletar quem te incomoda. Ta na hora de excluir quem você gosta, mas não gosta mais de você. É, chegou a hora de apertar o velho botão do “foda-se” que muita gente já conhece.
Eu tenho a maior facilidade em excluir pessoas. É rápido e nada dolorido.
Incomodou? RODOU!
Simples como um arroz escorrido.
Não me dói ter mais razão que emoção nessas horas. E se você se pergunta: “por que não lutar por essas pessoas?”. É simples, minha gente: só se luta por quem quer viver dentro da gente, não por quem já morreu.
Pessoas são descartáveis a partir do momento que elas não se dão ao trabalho de merecer seu coração.
Tenho pena de quem vive nesse mundinho forçado de amizades. Que faz competição consigo pra ver se consegue UM MILHÃO DE AMIGOS. Que fala com todo mundo, que é amigo de todo mundo, que ama todo mundo, que tem 9999 contatos no msn, facebook e twitter. Não sou amiga dos números e desde a infância, nunca gostei de matemática.
Ser seleto, às vezes, traz mais recompensas. Traz, como o nome já diz, uma seleção dos SEUS melhores.
Pouca gente me interessa nessa vida, por pouca gente eu bateria boca, compraria uma briga ou pagaria o melhor almoço do mundo. Por pouca gente eu me deslocaria pelas estradas de uma BR. Mas, por mim, pelo o que acredito, pela minha paz, pela vontade de colocar um ponto final no que pode se transformar em “quase nada”, prefiro deixar de gostar desse povo que coloca o orgulho e a mania de “hoje eu te odeio” como um aviso no meio da testa. Nunca esteve tão lotado embaixo do meu tapete.
Não gosto de “boa vizinhança” com ninguém. Ou é por inteiro ou não é.
Conveniente, pra mim, é só um plano de saúde que você paga e recebe atendimento por isso. Amizade é procurar entender quem lhe é diferente. É deixar chegar perto. É não esperar nada em troca.
Deleto hoje, quem não vai me incomodar amanhã. Se tentar me incomodar, não vai fazer diferença, você não está mais aqui dentro do meu coração pra tentar feri-lo. Você está na zona ou no limbo.
Naiane Feitoza.
4 de janeiro de 2011
A GALERO que ganhei no twitter
“E é melhor ser absolutamente ridículo do que o absolutamente chato.”
(Marilyn Monroe)
Lembro que fiz meu twitter pelo final de 2009. E segui um aqui, um outro ali, outro acolá. Nada muito sério ou coisas definidas. Só fiz porque minhas amigas do Rio insistiram muito e eu tinha que manter contato com elas, quando chegasse em Salvador para uma viagem. Fim.
Fim? Fim nada, quando voltei de viagem pensei em duas coisas: “meu Orkut é uma droga e eu não uso mais nada além do msn e do meu blog. Vou alimentar meu twitter”.
Desde então, venho alimentando o bichinho das coisas que eu quiser. Seja uma trollagem sem vergonha, até uma discussão boba sem pé nem cabeça.
Comecei a ganhar seguidores logo que me tornei assessora de comunicação de um político da cidade, depois fui ganhando mais um pouco por alguns amigos e conhecidos. Logo em seguida, fui vendo que meu twitter era alimentado só de “mim”.
Era “mim” aqui, “eu” ali, “fiz” lá e “vou fazer” mais pra lá.
Nunca fui de ser formal em lugar algum. Nunca fui de fazer amizade com Deus e o mundo também. Sempre seletiva, chata, observadora, mas sempre estava rindo e fazendo os outros rirem. Por que não fazer isso no tal twitter?
Eis que comecei a ser EU MESMA e parei de falar que ia comer, dormir ou fazer xixi. Comecei a seguir pessoas que eu conhecia realmente, comecei a rir mais, a falar mais bobagens e, cá pra nós, é o que prende um ou outro no meu twitter. Gente chata eu passo.
Esse ano de 2010 foi o ano mais Light que tive. Um ano simples, CHEIO e engraçado. Conheci muuuuuuuuita gente nova, mantive as antigas amizades, chorei bem pouco e.. pra completar, fiz amizades no twitter e PELO twitter.
Como havia dito, não sigo todo mundo. Não é obrigação minha seguir a Joana só porque ela me segue. Não sigo o João porque ele é popular e nem o mané por ser mané. Eu sigo quem acho engraçado, quem chamou minha atenção, quem merece ser lido por mim e quem eu acho, sim senhor, um bom contato para uma amizade.
Minhas frescuras com escrever e aceitar as pessoas é muito grande, e eu reflito isso no twitter. Nunca disse que era uma boa pessoa, mas respondo quem fala comigo, e alguns eu ignoro. No caso, os grosseiros, os filhos de puta que pensam que somos obrigados a ler abobrinha todos os dias, ou alguns fakes que não merecem nem a farofa que eu não como.
Sigo poucas pessoas e elas me bastam pra rir, pensar, trollar, tirar onda a toda hora, contar mentiras, discutir coisas sérias e fazer amigos. Conto nos dedos os que sigo desde sempre, e é imensa a lista dos meus blocks e unfollows. Não sou obrigada a andar com turminha. Minha turma é livre.
Querem exemplos?
Vejamos, @YashaGallazzi, que todo mundo BABA OVO e acha o cara foda, inteligente, grosso, mal educado, um italiano isso, uma idiota aquilo e que além de uns puxa sacos que ele arruma no caminho, também consegue os que estufam o peito pra criticar.
Bom, ele eu sigo. Ele eu leio. Dele eu dou risada. Dele recebi EDUCAÇÃO e algumas trolladas. Eu não minto quando digo que o povo baba ovo pro cara. O povo baba mesmo! Baba até o saco. Mas, cá entre nós: ele tem mais seguidores que pessoas que ele segue, ele arruma “confusão” com o povo que ta lá, oh, brigando! e mesmo assim, não o deixam de seguir. Fazer o que, se o povo é masoquista?
Eu não tenho o que reclamar do cara. Criamos até um pequeno elo FORA do mundo virtual.
O que é isso? Nada mais que respeito e compatibilidade de idéias. Respeito é bom, e passamos um para o outro. E fim.
Outro é o @SandroSantiago, que também conheci pelo twitter (só citarei pessoas que conheci atravé do twitter, ta?). O cara é um chato no twitter. É odiado por uma cambada de gente. Tira onda mesmo e faz por onde. Mas, posso falar a verdade? Pra que seguem o cara, gente? Pra que vão atrás de ler o que incomoda vocês? Eu, se fosse uma grande maioria que fica dando patadas nele, deixaria de lado e apertava logo o unfollow e foda-se. Ele não paga as contas de vocês, ué.
Mas, eu acho é bem feito para alguns puritanos do nosso lindo twitter. Acho bem feito o Sandro fazer o que ele faz. Só tem show se tiver plateia, gente. E eu faço o mesmo, e o resto também.
Eu sigo o Sandro por amizade, por termos algo em comum, por nos torturarmos verbalmente e por gostar de beber com o dito cujo. E podem acreditar, a gente se respeita do nosso jeito. Fora isso, ele é uma pessoa que pega no pé de todo mundo no twitter.
Não posso listar a quantidade de gente que conheci em 2010 por conta do twitter, mas há pessoas que eu acho tão legais, tão geniais, tão doces, que me dá vontade de ler toda hora e todo dia.
A @Geline_ por exemplo, é o que eu acho de GENIAL. Tem umas frases curtas, segue um bocado de gente, mas não dá moral pra todo mundo. É inteligente, não se mete em confusão, ouve, lê e o que é melhor: NÃO É FOFOQUEIRA (só entre nós, claro. Mas.. enfim..). Esse tipo de gente é que dá gosto de seguir.
A @daianna_ faz o mesmo estilo: discreta, solta veneno e mostra o antídoto; come quieta. É divertida, chorosa e mulherzinha. Tudo o que nós gostamos nas pessoas interessantes.
Tem o @PatriqueLima e o @ManelMergulhão que são uns amooooores de pessoa. Tem a @alcinea e a @dulcivania_ap que eu, SIMPLESMENTE, amo de paixão e respeito muito, muito. Temos nossas brincadeiras, nossas palhaçadas e damos nossas gargalhadas. Aquele povo interessante e que te ensina historinhas, sabe?
Tem aquele amigo que você faz na base da porrada como o @DanielPretzel. Que você enche o saco de verdade, que você é saco de pancada, vira até lama, mas no final, não passa de uma “trolladinha” de amigos.
Tem o amigo que você faz pra hoje, amanhã, depois e pra sempre, como o @brunnobobi, que além de doce é um dos homens mais gentis e doces que conheci na vida.
Tem pra todo o gosto e pra toda a “vista”. Nem vou citar os outros que sigo, porque muita gente conheci agora.
Muita gente já me conhece de outros lugares que não é do twitter. E muitos nem merecem ser citados. Estou dando ênfase em quem eu conheci e chamou atenção, ficou, firmou parceria, virou colega, amigo, carinho.
Então, vamos aquela frase que todo mundo ouve por aí: “Ninguém é tão feio quanto a identidade mostra, tão bonito quanto o Orkut quer e nem tão legal quanto o twitter diz”. Simples assim.
Eu detesto uma boa parte dos twitteiros. Detesto mesmo!
Sinto aquele nojo e tenho que contar até MIL pra não arregaçar as mangas e estufar o peito quando esbarro por aí. Gente que fala mal de todo mundo por trás, não merece meu respeito. E é por isso que deixo de seguir e deixo de falar. Nem aviso, que não é pra haver constrangimentos.
Sei que meu twitter não é exemplo pra ninguém. Sei que muitos falam de mim, do que eu escrevo, do que eu sou, do que eu visto e como. Sei de um povo que nem merece a merda que eu cago (desceu o nível, eu sei!). Mas quero deixar um aviso singelo e doce para os que eu não sigo, os que deixei de seguir e não vou seguir jamais (até porque nós sabemos que o twitter, um dia, vai acabar).
Eu não sou simpática, eu não sou bonita, eu não sou pomba lesa. Eu não vivo as custas de ninguém, eu não bebo do seu dinheiro. Eu pago as minhas contas, eu tenho a minha vida, minhas dores de cabeça e minhas felicidades. Eu tenho o meu jeito de escrever, meus palavrões, minhas baixarias, meus defeitos e eles não pertencem a vocês.
Eu não preciso ser aceita por ninguém, não preciso que vocês fiquem plantados na casa dos meus conhecidos falando de mim, muito menos que inventem reuniões pra falar que eu sou isso ou aquilo outro. Eu sei o que eu sou. Eu sei o que posso ser. Eu sei quem eu sou na boca de quem não presta e sei quem sou para os desavisados.
Tem uma frase que sempre carrego comigo que diz assim: “o que vocês acham de mim, não é da minha conta”. E não é mesmo. Aprendi isso quando descobri o quão lixo alguns são. Aprendi quando deixei de lado o povinho que vive da imagem “sou do bem” para me importar com quem paga todas as minhas dívidas: EU!
No começo, meu twitter era um “nada”, depois evoluiu pra “algumas coisa” e hoje ele é “PERTURBADOR DOS INCOMODADOS” e “ALEGRIA DOS ALEGRES”. Legal, né? O meu twitter é multiuso.
Parem de se preocupar com o que eu falo. Parem de se preocupar com quem eu ando. Parem de se preocupar se fulano me segue ou não. Eu não pago nenhum deles e, acreditem, NENHUM me paga.
Façam suas reuniões e continuem na amizade de vocês, porque eu tenho as minhas. Já estou bem servida de amigos e de inimigos. Se aparecer mais algum, vai cagalizar o negócio.
Enquanto aos que me seguem e eu não sigo, mas respondo, não levem a mal, não é por maldade, é só uma falta de... sei lá o que. Não é questão de “sou popular”, porque eu já saí da 5° série há muuuuito tempo. Mas acho que os mais adultos entendem, né?
O texto ta longo?
É porque vocês me fizeram escrever muito, pensar um bocado e cutucar quem devia ser cutucado.
Viva ao meu twitter que não depende de caralho nenhum!
Viva aos amigos que fiz!
Viva aos amigos que vou fazer!
Viva aos despeitados que fazem minha bunda crescer!
E viva, claro, aos fakes (não poderia deixar os fakes de fora) do Burrinho e do Porquinho, que são os únicos que me rendem gargalhadas HOMÉRICAS.
Abraços, negada;
Naiane Feitoza.
22 de dezembro de 2010
Apaixone-se, é uma ORDEM.
Aí você me pergunta: “Como vou desapaixonar daquele brutamonte lindo?”.
E eu que vou saber?!
Gente, se eu soubesse essa resposta, teria desapaixonado as duas vezes que ferraram os meus anos de beleza.
Não é o fato “desapaixonar” o X da questão. O fato é você se apaixonar de novo por... VOCÊ, oras.
Vou te falar os sintomas básicos da paixão;
· Primeiro: você conhece o escolhido. Conversa, conversa, conversa e ri. Riu dele? Oh, o troço balançando aí dentro do peito.
· Segundo: você aceita o convitinho pra sair, começa a atender aos telefonemas, acha que ele só tem olhos pra você, porque, CLARO, ele vai dizer isso, e, CLARO, em muitos casos é a pura verdade.
· Terceiro: você gostou de sair, gostou de conversar com ele, prolonga isso, tem ideias a mil de como vai ser o início do namoro e quando se olha no espelho, está tagarelando, com todos os detalhes, pras amigas.
· Quer a pior parte? Estou aqui falando dessas coisas, numa boa (que fique claro) e você já ta pensando nele, quer ligar pra ele, ta articulando, confabulando, coisando alguma treta pra COISAR ele.
Acertei? Na mosca, né?! Eu sei, eu sei.
GENTE, é especialmente normal isso. Você já está envolvida e já até liga pra ele. Dá um showzinho no quarto, dá presente, acorda com ele na cabeça, come pensando nele, malha pensando nele, vomita, bebe, boceja, faz xixi pensando nele. Eita, lelê! Ta vendo o que aconteceu? Se apaixonou, minha queridinha. Se perdeu.
Agora, depois que você se dedicou a esta criatura, que era uma mistura de amante latino, com pitadas da frescura do Julio Iglesias e o rebolado do Rick Martin (antes de se assumir gay e você querer se enforcar, claro), o que acontece? Ele destrói os seus planos de matrimônio. Ele deixa de querer você. Ele te faz ir atrás dele e ele... infelizmente, te responde com um: “vai viver a tua vida e me deixa em paz”.
Dói, né? Eu sei que dói.
Mas, como uma boa professora, vou ensinar como se faz pra tirar isso de letra. E é pra fazer, meninas. Não deixem pra amanhã.
Preparadas?
Et Voilà!
Depois de ouvir esse discurso, olhe nos olhos dele, e pense: “eu te amei, imbecil”. Mas fale o “imbecil” com ênfase. Não fale nada pra ele. NA-DA! Pegue a sua linda vergonha na cara e vire de costas e saia como uma dama. Fazer barraco não é legal e você pode ser chamada de adjetivos não muito gentis. Evitemos as vergonhas em público.
Em seguida, CAMINHE. Ande mesmo e sem rumo. Quer chorar na rua? Faça isso, gata. Chore e seja chamada de “vítima de picada de abelhas”. Rosto deformado, de tanto chorar, faz parte.
Ande sem vergonha e vá pra casa. Nada de beber sozinha, ta? Se fizer isso, corre o risco de dar pro primeiro que aparecer (segundo fontes seguras).
Chegue em casa e tome um banho. Continue chorando. Se chegue na cama, se jogue e chore mais um bocado. Se embrulhe como aqueles pacotinhos de lenços bonitinhos que tem na farmácia, e desabe no choro. Agonize, pode gemer, perguntar pra Deus, vender a alma ao diabo. Faça o que achar melhor.
P.s.: (Eu sei que você vai fazer isso, portanto, PARE DE RIR.)
P.s.: (Eu sei que você vai fazer isso, portanto, PARE DE RIR.)
Chorou?
Os olhos estão doendo muito e você começou a ter dificuldades de respirar? Ta na hora de dormir, gata. Dormir com dor de cabeça forte, pra desmaiar logo.
zZzZzZzZ... junto com as abelhas.
Acordou e viu seu rosto feio? Ta olhando?
É nisso que dá chorar a noite toda.
Prosseguindo... Aí você começa a chorar de novo. E não é por causa da deformidade ou por se achar parecida com o Slot dos Goonies, mas é porque você lembrou dele. Do cara latino, do cara que te fez rir, te fez...
PARA TUDO AGORA! PARA!
Se olhe no espelho de novo.
Olhou? Conseguiu se enxergar? Pensou? Não? Então, pensa comigo.
Você vai incomodar suas amigas com uma história que é só sua. Vai encher o saco delas, sim. Amigas são amigas, eu sei, mas elas não são padres pra ficarem ouvindo você se confessando durante SEMANAS.
Você é bonita, SIM. E de tão bonita vai ficar aí definhando enquanto ele, que terminou a história de vocês, está lindo e saudável, sem nem meia lágrima nos olhos, pegando o número de um monte de moças por aí (não chegou a hora de ofender as piriguetes).
Você está ridícula com essa cara INCHADA, DEFORMADA, HORROROSA, COM OS CABELOS CRIANDO NÓ só por um “vá viver a sua vida”?
Ora, faça-me o favor de se permitir VIVER A SUA VIDA.
Toda vez que nós estamos namorando, a gente sempre diz: “é só eu estar de compromisso, que aparecem mil”. É, ou não é? Claro que é. É a lógica, ô baranga deformada (não vou lhe respeitar enquanto você estiver chorando). É claro que ele, esse outro cara que lhe procurou enquanto você estava com o seu amante latino, ainda está lhe esperando. Estala os dedos aí, bonita.
Vá à merda do banheiro e tome um banho demorado. Lave essa cabeleira com 5 litros de shampoo e tire a caraca do pescoço.
O secador ta perto? Use-o. A chapinha funciona? Estica essa porra de cabelo. A maquiagem ainda ta por ai? Passa na cara e vá ser feliz.
Não beba. Não chame as amigas pra flertar. Não vá “lavar a alma”. Vá pra rua para ser PAQUERADA. Vá pra rua pra esbanjar. Vá pra rua pra ser desejada. Nada mais que isso.
Se você beber, em dois tempos vai ligar pra ele, e o imbecil (lembra?) vai te atender com um: “O que você quer, Maria Cláudia? Arram, senta lá”.
Me poupe, né, queridinha?
Não há 50 passos pra esquecer alguém. Não há um jeito de limpar a alma trepando com Deus e o mundo. Não há remédio pra saudade.
Mas, sabe o que tem? Tem a melhor e maior vingança de todas. Aquela que você esqueceu de usar com o último babaca (acredite! Todos os ex são babacas). SER FELIZ.
Ser feliz dói nos outros. Ser feliz causa cólicas. Ser feliz machuca o ego. Ser feliz traz felicidade.
Ele não quer o seu mal, Maria Cláudia. Ele só não te quer mais. Só.
E você tem a OBRIGAÇÃO de não querer mais o seu amante latino que, a partir do SEU novo rebolado, é um mero espectador de si mesmo.
Se apaixone por você, querida. E deixe que mais alguém se apaixone também.
Se permita. Se esforce. Rebole.
Naiane Feitoza.
8 de outubro de 2010
Sem pressa, sim. Com planos, sempre.
"...Onde eu possa ficar no tamanho da paz" .
Elis Regina.
É complicado falar de idade. Ainda mais pra uma mulher. E, pior ainda, se essa mulher for eu.
Sou movida à infância e as coisas bestas da vida. Não que um adulto não se encante com isso, não é bem por ai. To falando que nessa minha idade que está à beira de brilhar no dia 12 de outubro (próxima terça), fiquei pensando nas prioridades que me escaparam durante esses vinte e oito anos que passaram (sim, cambada. A bonitona ta chegando aos VINTE E NOVE).
Quando eu tinha, mais ou menos, 22 anos, lembro que estava perdidamente apaixonada. E sabe o que eu pensei naquela época? Pensei assim: “Com 28 anos estarei casada e já com um filho e com outro encomendado. Minha casa vai ser branca e com detalhes em madeira, uma estante GIGANTE para os meus livros. Terei um janelão e meu marido saberá cozinhar. Vou ter, também, um banheiro tão espaçoso que vai dar pra trancar as amigas pra fofocar. Nosso cachorro vai se chamar “gaveta” (sim, e dai?) e as crianças vão adorar ele. Ah, e terei aprendido a dirigir”. Fim.
Que ironia!
Não estou casada, não estou namorando, não sei dirigir, detesto cachorros, meu quarto é vermelho e branco e tenho uma janela pequena. Certo, não penso em compromisso, muito menos penso em me prender a isso agora, nesse exato momento. Fico pensando em como é boa essa minha vida de “amanhã? Não sei, acho que dá pra adiar pra depois de amanhã”. Entendem?
Algumas (ALGUMAS, VIU?) mulheres planejam, quando chegam a essa idade, uma plástica nova, uma bunda mais dura, uma barriga mais seca, um cabelo diferente, um sofá novo, um brinquedo especial pros filhos, uma viagem em família e tudo isso só pra mostrar que algo mudou aqui fora.
Pergunto: mudou fora? Mesmo?
Não, minhas caras, algo mudou aqui dentro e não foi meu organismo, porque essa porra continua a mesma coisa (continuo com anemia e com crises de bronquite). Algo mudou até na hora de olhar um homem e ouvir uma música. Mudou e ta virando uma tempestade louca.
Nos tornamos mais seletivas (mais?), mais chatas com limpeza e estufamos o peito pra alguém nos notar. Nos empenhamos no sexo e aprendemos coisas novas (falta só o corajoso). Tentamos não dormir tão tarde porque, convenhamos, noite mal dormida é um pecado MORTAL pra qualquer pele, fora o panda que você se transforma.
É incrível como nos gostamos mais, depois dos 25. Nos amamos de um jeito diferente. Eu me amo muito mais, se você quer saber. Sou capaz de largar um homem se ele OUSAR dizer que tenho mau gosto em me vestir ou questionar a limpeza do meu quarto. Homens só entendem do pinto deles, e eles que não venham meter o bedelho na minha organização.
Viramos umas mulheres meio desordeiras, mas com fome do novo. Tudo isso porque a maldita “era balzaquiana” está chegando e nos culpamos de não ter vivido uma “boa juventude”.
Confesso que to cagando e andando pra o que o IBGE disse sobre nós deixarmos de ser jovens aos 29 anos. To me lixando se alguém me chamar de senhora e mando se foder quem ousar dizer que não tive os melhores anos da minha vida. Eu to vivendo, gente. Vou viver. E é só um dia de cada vez. Sem culpa e com planos.
Não tenho mais a pressa de casar, de ter filhos, de ter um carro de passeio e não tenho mais pressa pra um sobrenome novo. Hoje eu tenho pressa de viver devagar. Sacou? Ãh?
Quero viver mais umas 5 paixões que me tirem todas as forças possíveis e que me façam sentir aquele friozinho na barriga do primeiro beijo. Que me arrasem de tanto chorar e que me façam ter o brilho nos olhos com um novo recomeço.
Quero, desesperadamente, conhecer os lugares mais ridículos, mais lindos, mais caros e mais estúpidos que alguém já foi.
Quero sentar num banco de praça e olhar todos os casais namorando e não ter inveja de nenhum deles, porque eu estou bem do jeito que estou.
Quero comprar mais livros, mais Dvd’s, mais roupas, mais sapatos e mais besteiras só porque vai ser só pra mim.
Quero sim, comprar uma casa com o janelão e ela toda branquinha. Quero minha cozinha do meu jeito, simples e rústica. Quero meu quarto com móveis do MEU gosto e das cores que me agradam. E quero, perdidamente, estantes de livros espalhadas por toda a casa.
Quero meus discos, meus amigos, meu bichinho, meu tapete e minha mania de dançar sozinha. Quero um cheiro de sabonete e frutas cítricas no meu banheiro. Quero tudo do nada.
Não me importo em ter que dividir, um dia, tudo isso com outra pessoa. Não me importo de ver outra roupa (que não seja a minha) dobrada em cima do meu baú, pela manhã. Pouco me importa se for demorar, se for atrasar, se for pra não ser. Não me importa.
O que me importa HOJE, é que estou chegando naquela fase da vida em que dá pra saber que nada acabou, que dá pra deixar, SIM, pra um amanhã ou depois de amanhã todos os interesses que hoje não me agradam. E eu acho que chegou a minha hora de construir algo só meu, algo que nunca dei a ninguém. Algo que nem o melhor namorado ou um grande amor ganharia. Está na hora de eu me dar a paz que meu coração e meus pés tanto pediram.
Paz pra decidir o que quero sem pensar que pode piorar.
Paz pra juntar uma graninha e já ir pensando onde construir a minha casa.
Paz pra querer crescer sozinha, mas sempre com alguém no pensamento e no coração.
Aquela paz, sabe? Aquela que a gente encontra quando chega do trabalho, tira a roupa apertada, entra no banho gelado, se enrola no lençol cheiroso e ouve o silêncio.
Não quero o barulho de outros sapatos. Não quero ter que me preocupar se vou estar feliz daqui com 10 anos. Não quero. Quero saber que hoje tenho planos, que amanhã eu os coloco em prática e vou vivendo sem pestanejar, sem me prender, sem me estressar.
É, aprendi que estando sozinha a gente consegue engolir um monte de coisas, e o maior elefante que engoli nesse tempo todo, foi que a solidão só entra se você deixar a porta aberta, a idade só te envelhece se você cansar da sua juventude e a tristeza... bom, essa é a que menos importa, porque todo mundo é feliz tendo SE amado uma única vez. A gente se acostuma, sabe? Eu me acostumei. Você irá se acostumar.
Feliz 12 de outubro pra mim e pra minha paz.
Ah, e feliz dia das crianças pra nós.
Naiane Feitoza.
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