26 de julho de 2010

O dia em que descobri o quanto ELES são previsíveis




Não posso dizer que não me orgulho de escolher quem eu quero e quem eu quero que me queira. Isso mesmo, eu escolho quem vai me dar uma cantada bem dada. Nem falo dos pedreiros, dos garis, do cara que vende bombom na esquina, nem do tio da banca de jornais. To falando de quem a gente escolhe pra darmos mole. Aquele que a gente deixa vir atrás que nem um cachorrinho. Sacas?

Então, dia desses, numa mesa de bar (CLARO!), estavam sentados comigo um povo do mal. Alguns do trabalho, alguns de convívio, alguns do coração e outros que nem sei em que buraco eu os colocaria. Imagine que somente duas mulheres estavam à mesa: eu, linda e serelepe bebericando a minha linda cerveja (de causar inveja em qualquer merdinha que não agüenta 5 garrafas) e uma bela colega de trabalho que estava de passagem, pra ver o movimento. Conversa aqui, xavequinho ali, piadinhas acolá e, por fim, a famosa mesa redonda onde TODOS dão em cima das amigas.
Me senti um pinto no lixo.
Ué! Eu me sinto feliz em ver uma boa carrada de marmanjos dando em cima da gente, achando todas as palavras que citamos MA-RA-VI-LHO-SAS e, ainda por cima, pagando a minha conta (HAHAHAHA). Não nego que vivo em função do meu ego, e ele me rege à planetas que só nós mulheres podemos dizer o quanto é prazeroso. Ai, homens, vocês são demais!

Enfim, voltando à mesa e aos habitantes desta barca furada.

Em uma hora que estávamos centradas, ouvindo o relato de um pobre coitado que falava da namorada que não o deixava em paz, e que, por sinal, afirmando com unhas e dentes, que tal disparate da namorada era porque ELE, somente ELE, era MUITO bonito (Oi? Onde? Como? Quem? Que? Lead!), me veio uma vontade de olhar pra o cidadão e perguntar: “mas não foi você que a escolheu?”, e a criatura me solta o maior silêncio do planeta terra, e em seguida, o seu advogado de defesa me olha como se fosse me comer inteira e diz com todas as letras e com uma legenda GARRAFAL digna de filmes americanos: “NÃO É BEM ASSIM, MAS SE VOCÊ QUER SABER, NÓS SOMOS OS CAÇADORES E VOCÊS SÃO A CAÇA”.

Choque!

Me senti um ornitorrinco perambulando pelo mundo.
Parei! Olhei pro nada. Comecei a sentir até o ventinho que vinha por baixo do meu vestido bater nas pernas e me segurei na cadeira. Balancei um pouco e perguntei de onde vinha essa afirmação. E ele foi bem categórico, e... PORRA (pausa dramática), eu vim aqui falar disso, dar aula de como esses pobres coitados precisam aprender MESMO as coisas que já sabemos em nossa cultura milenar. Então, eu vou ser bem curta e grossa.

PRESTEM ATENÇÃO, DONZELAS COM MESTRADO EM SER MULHERES! O negócio é sério e me rendeu dias pensando em como eu amo os homens, mas detesto de todo o meu coração outros que nem merecem o que têm no meio das pernas.

Ponto n°1 do desgraçado: Ele afirma que eles nos escolhem de acordo com o que eles procuram. Melhor dizendo, peito, bunda e jeito de andar. A roupa pouco importa, portanto que apareça esse material citado no começo.
Ponto n°2 do desgraçado: Ele, sutilmente vai tentar chegar perto de você de acordo com o sorriso que você der a ele (sacou o primeiro parágrafo do texto? Hein? Ãh? Algo familiar?), e isso quando ele pega na sua mão sorrateiramente, mesmo que esteja só lhe cumprimentando.
Ponto n°3 do desgraçado: Você deu o número de telefone a ele, bom sinal. Sinal de que quer que ele te ligue (aeeee! É esse o caminho, sabichão). E se rolou um MSN, é porque ele vai sondar o terreno antes de investir (Jura?).
Ponto n°4 do desgraçado: (To cansando, o resto é mais previsível ainda) Ele, que é super domado e tem um plano na cabeça para lhe pegar, começa com elogios, lhe fala coisas bonitas e faz você se sentir a mulher mais admirada por ele durante o resto dos dias que ele vai querer desesperadamente lhe comer (Nossa! Grande novidade).
Ponto n°5 do.. do cara lá: enfim, ele pensa que ta conseguindo te dobrar e você, por encanto, cedeu aos dotes lingüísticos e físicos dele. Ele vai te pegar em casa e bla, bla, bla, bla.. ploft!

E daí, você já sabe todo o resto: carro, música, comida, voltinhas, beijo, motel, mais beijo e.. é isso ai.
Agora, recapitulando tudo:
Deixa eu ver se expliquei direito...
Eles são irresistíveis, certo? Arram! Senta lá, ego.
Eles venceram, ok? Ta, e eu sou a Sininho.

Onde, me diga, ONDE é que está escrito esse manual de que o homem tem que fazer todo esse percurso pra chegar na gente?
O mais engraçado é que TODOS OS HOMENS DA MESA afirmaram de pés juntos, de camisas suadas, de copos na mão e cerveja na mente que isso é verdade e sempre funciona.
APLAUSOS!
Claro que funciona, ô bando irmãos metralhas. Nós não resistimos a essas caras de cachorro que caiu da mudança e, gostamos sim, de ver vocês suando um pouco a camisa.

Adoramos ver vocês ligando, e quando não atendemos é pra fazer charme mesmo. Amamos quando vocês se inspiram em aprender de tudo que gostamos e quando ficam curiosos quando estamos com uma cara meio blasé. Adoro fazer essa cara.
Nos fazemos de desentendidas mesmo, nos sentimos completamente honradas por saber que vocês são, exatamente, copiosamente, absurdamente IGUAIS.
Claro, há exceções em alguns casos. Alguns brigam, são seus inimigos, viram seus irmãos, mas o resto do caminho, quando a gente favorece, é tudo a mesma coisa. A mesma merda n’água.

Agora, o que muda depois disso?
Simples: a abordagem é a mesma. #fail
O papo é o mesmo. #fail²
Mas o futuro... aaah, o futuro. Ai é com você, gato.
Você provou e se ferrou? Azar o seu. Já pensou se nós não gostamos de vocês?
Onde vai parar toda a honra de Mosqueteiro caçador?

Tenho pena desses homens com esses discursos prontos em mesa de bar. Tenho pena dessas coisinhas indefesas que se julgam ter o pinto maior do mundo. Tenho mais pena ainda quando soltam essa coisa bem “homem das cavernas” pra assustar a nós mulheres, ou pra mostrar que eles são os caras.
Oooooh!

EU SOU A CARA, meu querido.
Eu lhe dei meu telefone. Eu lhe dei aberturas. Eu lhe convenci que meu papo é interessante. Eu lhe comi. Eu falei de você pras amigas. Eu lhe dei uma chance para conhecer o reino dos céus e ouvir coisas que você dizia ao seu espelho. Eu lhe dei a oportunidade para ver minhas banhas e, de sobra, sentir o cheiro do meu perfume. Eu lhe dei minhas melhores gargalhadas e ainda prometi que lhe ligaria no dia seguinte.
Entenderam onde eu quis chegar?

Pra que essa pressa toda? Pra que abrir o pote e sair comendo?
Force o pote. Abra depois. Sinta o cheiro. Tampe e tente provar amanhã. Guarde-o e saboreie com vontade.

Homens são mais previsíveis que promoção de 1,99.
Alguns merecem meu total respeito, outros merecem que eu cague e ande... cague e ande... cague e ande, que é pra não fazer montinho.
Rá.

p.s.: Esse texto é uma ficção. Qualquer semelhança com a SUA VIDA é mera coincidência.

Naiane Feitoza

15 de julho de 2010

Ahh, os homens...



Desde criança penso neles da forma mais encantadora e perfeita que existe. Talvez tenha sido um erro começar a vida assim, mas, o que posso fazer? O mais protetor deles morava na minha casa e nunca deixou ninguém chegar perto. É, isso mesmo. NINGUÉM. Pai é pai e isso é indiscutível.

Lembro do meu primeiro amor. Um molequinho branquinho dos cabelinhos pretinhos e cheeeio de pintinhas no rosto. Ele tinha uma caneta maravilhosa e um sorrisinho lindo. Acho que só me apaixonei por ele porque a professora da segunda série (isso mesmo! Segunda série) perguntou se ele sabia separar em sílabas, e o principezinho respondeu: “claro que sei. Pode mandar ai”. Que coragem! Adoro coragem. Adoro. Viram? Desde pequena eu preferia os sabidinhos.
Por que lembro de tudo isso? Porque foi meu primeiro amor, oras. Lembro até que se chamava Rodrigo e estudava comigo desde a primeira série, lá em Natal. E lembro, com uma certa mágoa, que ele nunca me olhou. Nunca alimentou nada. Nunca “tchum” pra mim. Mas, o melhor amiguinho dele, que nem lembro o nome, o engraçado e piadista da sala, era doido, doido, doido por mim. Me levava chocolates todos os dias, me deu até um esmalte. Era companheiro e ficava solícito com as minhas chateações (sim, sim. Desde pequena sou complicada e mandona).

Lembro-me de uma vez que queria tanto, tanto, taaaanto ir ao parque ali perto, mas ninguém deixava e eu NECESSITAVA andar no carrossel. Tenho uma paixão absurda por aqueles cavalinhos e a musiquinha que toca, e eles girando, girando e girando (até hoje).
Sabe o que o meu admirador fedelhal fez?
Não me levou ao carrossel. Não comprou um carrossel pra mim. Não me deu um cavalo ou uma caixinha de músicas. Nada disso. Ele me levou até a quadra da escola, me pegou por cada braço com força e disse pra eu fechar os olhos e imaginar que eu estava em um carrossel. Começou a me levantar e me rodar... e eu rodei, rodei e rodei. E dava gargalhadas. E vi o rostinho dele brilhando, pelo buraquinho dos meus olhos curiosos.
Não lembro se me apaixonei por ele, mas lembro que o Rodrigo saiu da minha cabeça como num passe de mágica. Lembro até que, depois de um tempo, joguei uma peteca na cabeça dele, porque ele amassou a minha folha do caderno. Sangrou tanto, meu Deus. Credo!

Enfim...

O que quero dizer com essa nostalgia toda? Ora, o lógico, meus amores. A coisa mais coerente. Ainda mais HOJE, que resolveram dizer que é o “dia do homem”.
Quero dizer que há os homens que vão pisar no seu coração. Que não vão estar nem ai pra você. Que vão te olhar e, simplesmente, não te ver.
Vão existir os que te olharam, se interessaram e te dispensaram por uma nova aventura. Vão ter os que só queriam provar do seu cheiro e não agüentam mais a sua voz, o seu jeito, nem seu sorriso bonito apaixonado.

Mas, veja o lado bom de ter um cafajeste na sua vida... em algum cantinho, lá, na espreita mesmo, do outro lado da rua, na biblioteca, na escola, na faculdade, no trabalho, no twitter, ou sei lá em que diabo de lugar você anda, tem sempre alguém esperando a oportunidade pra chegar perto de você. Pra cuidar de você. Pra lhe rodar pelos braços.
Nem todos os homens são iguais. Nem todos nascem predestinados a machucar o seu coração. Tenho certeza, absoluta (viu?), que existem mais de um milhão com todas aquelas qualidades que a gente procura num companheiro.

Os homens são a sensação da nossa vida. Primeiro vem o pai da gente, depois vem o primeiro amor, ai vem o professor que você se apaixona, depois vem o coleguinha do cursinho de inglês, vem os meninos do ensino médio, que é ai que você descobre o quão é adulta e eles, uns BOCÓS.
Você se apaixona por alguém da sua rua. O cara da esquina. O pentelho que vive no vídeo game. Se apaixona pelo cheiro que vem, não se sabe de onde, e se depara com uma bela barba bem feita. Se apaixona pelo sorriso acolhedor que a maioria dos homens têm.
Se envolve no abraço gostoso que só eles possuem. Tem a certeza que nunca vai lhe acontecer nada, já que ele é o super-homem da sua vida (eu prefiro o Batman. Hmm.. chama pra homens complicados? É. Pode ser).

Ninguém vai escutar os seus chorinhos de saudade como eles. Ninguém vai lhe dizer algo tão convincente como “vai passar”, quanto um namorado atencioso que existe na sua vida.
Fazer amor do jeito que ele faz. Sentar ao seu lado e notar que você ta com o cheiro diferente. Olhar com um brilho indescritível quando te viu, pela primeira vez, sendo só dele.
Homens podem ser bobos, mas eles são bobos por nós. É a nossa culpa. É culpa desse rebolado que arrumamos em algum lugar. Culpa do nosso sorriso, que arranca um suspiro de cada um deles. Culpa da nossa jogada de cabelos, que faz com que eles estiquem o pescoço pra sentir o nosso cheiro, quando o que eles querem mesmo, é se esbaldar no nosso pescoço. E é, também, sua culpa, se ele esquecer de você.
Não os condene todas as vezes. Não pise com vontade. Não amarrote o que não dá pra passar. Um coração de uma mulher, acreditem, depois de um tempo, e depois que ela arruma uma nova razão pra sorrir, é capaz de coisas que você nem imagina. Ele ilumina um salão de festas em plena escuridão. Uma mulher tem o dom de se curar.
É diferente dos homens, que levam mais tempo pra esquecer um grande amor, ou uma feridinha que não quer cicatrizar. Não é culpa deles. Faz parte deles. É neles. Somente eles.

Eu gosto de homem. Adoro o gosto que eles têm. Gosto de sentir o cheiro, ouvir o barulho do sorriso quando estão no pé do meu ouvido. Acredito em todos que vierem com boa vontade.
Acredito em suas palavras, seus versos, poesias e cantorias. Acredito nos que vêm de alma limpa, para cuidar da minha, e acredito nos que vêm sujos, para me pedir socorro.
Sou suspeita pra falar sobre qual gosto eles têm. Mas confesso que amo estar perdida por eles, amo seguir seus rastros, e amo, de paixão, aquelas misturas absurdas de olhares que só eles conseguem ter.

Corpo. Suor. Cabelos. Olhos. Dentes. Cheiro. Cheiro. Cheiro. Mãos. Pernas. Peito. Braços. Barriga. Bunda (por que não?). Dedos. Língua. Saliva. Coxas. Pés. Tudo me remete a eles.
Sorrisos. Bondade. Tesão. Frescura. Solidão. Paixão. Grito. Abraço. Gargalhada. Palavrão. Camisa amassada. Short velho (e com vergonha). Chinelo embaixo da cama. Camisa no ombro. Relógio. Cordão pendurado. Suor saindo e pingando em você, ali, lá, no meio.

Não tem como não gostar. Não tem como não querer.

Meninos, homens, rapazes, rapagões, moleques, imaturos, preguiçosos, perdidos, tarados, inteligentes, sábios, brigões, ciumentos, doces, companheiros, engraçados, chatos, corajosos, cantores, poetas, escritores, dono da banca de revista, dono da rua, dono da voz... dono do meu sorriso, não sei se viveria sem vocês. Não sei se tenho uma paciência de Jó para aturá-los.

Hoje é o dia de vocês, e confesso que estou com ódio de um (em especial). Se pudesse, o teria matado hoje. Teria jogado seus frangalhos no Rio Amazonas e dado para os peixinhos comer, mas no fundo sou coração de rapadura. No fundo eu queria só que o mundo parasse pra ficar olhando aquele homem. Você homem.Vocês.
Não duvidem de uma palavra. Sou mais sincera quando estou com raiva e chateada (como agora), do que quando estou soltando meus sorrisos e brilhos por ai.
Curtam o momento em que digo que ADORO a existência de vocês.
E, não esqueçam: homens são diferentes e é por isso, somente por isso, que não gostamos de mulheres. Elas jamais nos levariam à uma viagem de carrossel dentro da gente.

Naiane Feitoza

13 de julho de 2010

Homens, por favor, APRENDAM.



Vamos ver se vou ter estômago pra falar de relacionamento. Ou melhor. Vamos ver se tenho estômago pra dizer a esses marmanjos e a essas “bonequitas”, que mulher é a coisa mais fácil do mundo de se conquistar (conquistar, hein! Nada de “comeu, correu”) e que não precisa virar um panema e fazer tudo errado.

Sabe, né? “Pra não dizer que não falei das flores...”.

Seguinte, queridões, vou falar em meu nome e em nome de algumas mulheres que conheci nessas minhas andanças. Vai desde as mimadas, princesas, certinhas, erradas, metidas, safadas (Opa!), piranhas (Ui!), dondocas, senhoras, enroladas, depressivas, BRAVAS, loucas e até o que diz respeito a mim, doce e salgada, romântica e ogra. Vou falar de nós, mulheres, de um jeito misturado.

O que chama a nossa atenção quando vimos um homem caminhando por ai? PORRA NENHUMA. Juro! Quando estamos com as amigas, a gente até nota uma bunda balançando e um bracinho musculoso. E, confesso, falamos isso alto pra que nosso ego entenda: “esse eu pegaria”, ou, “olha essa coisinha gostosa”. Mas, não passa disso, não.
Somos a discrição em pessoa. Sabe por quê? Somos vocês na versão “come-quieto”. Pra que fazer estardalhaço? Se a gente olhar com jeitinho, já chama atenção e pronto. Né?

Pois vamos à parte legal disso tudo. Vocês, meninos, não precisam achar que vamos nos apaixonar pela bunda de vocês, pela barriga de vocês, pelo cabelo voando com o ventinho lá do Rio Amazonas.
Olhando assim, de primeira, a gente não ta nem ai se a roupa de vocês é da moda. Se a gente quiser MESMO alguma coisa pra fazer contato, vamos mais fundo. Olhamos o corte do cabelo, pra ver se ta certinho. Olhamos se a roupa ta passada (SÉRIO!). Vemos o jeito de vocês falarem e de olhar pra gente.
Sabe o que chama a atenção? Homem cheiroso. Mas não aqueles litros que vocês costumam usar, e pensam que somos obrigadas a viver de asfixia. NÃO! Falo do cheiro de vocês mesmo. Eu gosto. Gosto muito de um homem que tenha o cheiro dele, só dele. Ui!

Outra coisa importantíssima: não falem alto pra nos impressionar. Queridos, querem cumprimentar um amigo? DÊ TCHAU! Simples e bonito. Agora, você mal ta conhecendo a menina e encontra um amigo do outro lado da rua, e ainda me solta um GRITO: “Ei, filho da puta! Como é que tá, cagão?”, depois desse vexame, ainda olha pra gente e diz: “hehehe.. depois te conto por que o apelido dele é cagão”.
GENTE, pelo amor de Deus, né? Eu lá quero saber se o cara caga? EU NÃO! Tome postura de homem e seja o príncipe que nós todas queremos no início, por favor.

Falei até aqui e está claro que já começou o furdunço, né? A gente já ta ficando. Aeee.. isso mesmo! Menino e menina já estão começando a ficar. Já começamos a nos olhar legal, e agora, SIM, notamos as roupas de vocês. Notamos as unhas, o cabelo ao vento, o sorriso apertadinho, os dentes. Já ficamos besta porque ganhamos a primeira menta (HAHAHA.. SÉRIO!), já contamos pras amigas que ganhamos bombons gostosos e já estamos no passo pra pensar no pós-beijo: cama!
Mulher que é mulher espera e enrola um bocadinho pra sair isso. Não que pensemos que somos cu doce. TEMOS PAVOR de ser cu doce quando estamos interessadas, mas é que sair e ir logo mostrando o corpo todo não rola, né? Você mal conhece a minha boca, e já quer conhecer minhas celulites? Não, não. Nós enrolamos pra você se interessar e querer MAIS depois.

No início nós gostamos dos abraços, dos beijos, dos amassos, das ligações só pra dizer que lembrou da gente. OoOoOoo.. Amamos isso, seus idiotas. Gostamos mesmo. A-D-O-R-A-M-O-S uma ligação de madrugada, mesmo que a gente diga que odeia ser acordada, só pra ouvir: “sonhei com você”. Tem coisa mais bonita? NÃO, não tem. Mais bonito que isso, são os presentinhos, os mimos, a flor no meio da semana, o email que chegou do nada, o sms que veio com “hoje eu te quero!”. Meniiiino, como isso enche uma libido. Faz a gente ligar pras amigas e dizer: “Olha o que eu tenho e tu nãrrão”. Coisas desse tipo, enchem a gente de alegria, enchem a gente de fantasia e planos.

Adoramos homens gentis. Adoramos homens educados, que abrem a porta pra gente, que cantem qualquer coisa pra gente, que toquem pra gente (Tum! Tum! Tum!). Adoramos. Mas sabe o que desgasta? Quando tudo isso acaba.
Como? ME DIGA, PELO AMOR DE DEUS! Cooooomo uma criatura que era esse príncipe todo se transforma em um sapo cururu, com o tempo? COMO? Que eu saiba, a história é ao contrário. A gente beija o sapo e ele vira príncipe (tive que explicar. Homens, né?). E o pior de tudo é que lembro de histórias e mais histórias de príncipes que viraram sapos. De todos que me apareceram de terno e gravata e terminaram com aquela velha camiseta da 7° série, toda rasgada e desbotada. Oh, Glória!

Não queremos muito, não. Queremos o não perfeito. Queremos o palpável. Queremos algo que não precisa ser “pra sempre”. O “pra sempre” assusta, e depois do susto vem aquela coisa da gente acreditar, correr atrás e ficar arrasada quando não é mais o “pra sempre”. Não prometa o que não pode cumprir, meu querido. Sonhos custam caro. Principalmente o nosso que decoramos com a carinha, cheirinho e jeitinho de vocês.
Outra coisa que andei pensando em falar, justamente nesse mesmo patamar. Se apaixonar é bom? É. Amar é lindo? É. Cara, eu amo me apaixonar, amo ficar envolvida. Morro de medo de quebrar a cara. Vou devagar, mas se o cara é do jeito que eu imaginei UM DIA, to ferrada. Vou dar um exemplo clássico de como é que se faz pra eu me apaixonar pela criatura:

1.       Ele tem que saber chegar em mim sem segundas intenções. Coisas explícitas me assustam ou eu morro de rir. Então? Não rola.
2.       Não precisa ser bonito, mas precisa ter bom papo.
3.       Não olho pra nada no cara. JURO! Mas se ele fala a frase mágica, já era. Eu olho e até puxo papo. Quer saber qual é? Simples: “Naiane, eu te acho uma mulher muito interessante”. PRONTO! Ganhou!
4.       Depois que despertou meu interesse, por favor, não se jogue em cima de mim. Me agonia ver todo esse oferecimento.
5.       Deixe que EU me sinta interessada, pra depois achar a brecha pra me pedir meu número de telefone.
6.       Dei meu número? Ótimo! LIGUE! Não te dei pra enfeite.
7.       Não me convide na primeira ligação. Diga que queria conhecer outra coisa, ou que leu algo e lembrou de mim. Eu gosto dessa frescura, sim.
8.       Aeee.. já pode ligar pra convidar pra sair.
9.       Simplesmente, seja inteligente e não fale de: Carros, músculos, academia, seu cabelo, sua vida, sua comida, sua roupa, seu pinto, seus palavrões, seus amigos e o diabo que te carregue. Fale, somente, o que você quer saber sobre mim. Sou egoísta, oras.
10.   Acredite, não vou sair chamando palavrões na sua frente. Vou ser toda mocinha, engraçada e vou ser eu mesma. É porque to interessada em você, por isso to comportada. Não se assuste com as gargalhadas.
11.   Depois que começamos a ficar, EI, não pare de ligar e ser cavalheiro. Mas também não abuse ligando de meia em meia hora. Faça aquela coisa de ligar um dia sim e um não. Ou menos que isso.
12.   Quer me ver de novo? Pode convidar. Se eu disser “não sei”, é porque quero que você insista.
13.   A gente ficou de novo e de novo e de novo. Se eu te liguei (Eita! Eu liguei. Bom sinal!), POR FAVOR, atenda. Odeio quando não me atendem.
14.   A gente já ta numa intimidade só, né? É um ligando pro outro, ta aquela coisa. Comecei a te elogiar? Cara, aceite. É de coração.
15.   Se eu disser que to com medo de me apegar, é porque estou com medo MESMO. Essa é a hora de resolver entre duas coisas: Corre ou fica? Decide. Nessa hora vou depender de você.
16.   Ficou? Assuma meu coração. Correu? Ótimo, somos sinceros um com o outro e ninguém sai magoado. Mas corre mesmo, ué. Não fica ai me dando sopa, que eu sou abusada.

No mais, minha gente, funciona assim. Conheço um monte de mulheres que SÃO assim. Gostamos dessas coisas, mas... (tem sempre um “mas”) não precisa ser chorão. ODEIO CHORÃO! Chore por uma dor, porque você está desesperado, por, sei lá, porque perdeu alguém querido. Mas não me venha com chorinho de “não me deixa”. PELO AMOR DE DEUS! Isso é o cúmulo, e já ri de muitos que fizeram isso. Por mais que eu fique calada, eu juro que começo a rir.

Seja doce, mas não seja enjoativo. Seja um cara legal, que fala seus palavrões depois de um tempo de intimidade, que dá uma gargalhada sem eira nem beira. Que ri de mim e fala “não” pra mim. Diga que sente saudade e tenha o brilhinho nos olhos. Se não tiver mais, sinta-se a vontade pra sair de perto. Machucar com olhos murchos é que dói mais.

Não grude. Não nos mate de ciúme. Não nos aborreça com cenas ridículas de possessão. Não grite, por favor (eu choro! Acredita?). Não diga que nunca nos amou. Não diga que tem ódio. No máximo, fale que tem raiva. Nos ignore, mas quando nos ver de olhos marejados, volte correndo. Nos dê motivos pra querer abraçar vocês. Nos dê motivos pra brigar por vocês e com vocês. Nos dê coragem de chegar lá em frente e dizer: “eu vou onde você for”. E, por favor, não diga que são melhores que nós. A gente já sabe que a gente só admira e se apaixona por homens superiores (É FATO!) e que têm aquele abraço que a gente se perde, sabe? Poxa, a gente só se apaixona por quem, realmente, a gente confia pra cuidar da gente.
Enfim, não deixe o friozinho na barriga se perder por ai. Gostamos disso. Gostamos de toda essa frescurite. E se parou de ligar, não ligue mais. E se parou de olhar como antes, NEM OLHE MAIS. Podemos cegar você de raiva, viu?
Não gostamos de caridade. Ou você é por inteiro ou não é. Eu não gosto de pedacinhos.


Naiane Feitoza.

12 de julho de 2010

Das palavras que ela falou por mim.


"Beleza vale, prefiro loiros, médios. Mas se você quer amor, qual é a importância da aparência? Quero mesmo uma pessoa de verdade. Que brigue comigo porque deixei salgadinho sobrando por frescura, ou porque comi demais e não sobrou. Quero que me contrarie, grite, me infernize. Alguém que eu possa descançar minha cabeça em seu ombro no final do dia; que divida a cerveja, a alegria e a tristeza. Dê gargalhada dos meus errinhos bobos, me dê moral nos tombos mais feios. Mexa com minha cabeça, descontrole meu sistema nervoso e abale minha frequência cardíaca. Pessoa perfeita é quem grita que me odeia, diga adeus, nunca mais, no final volte atrás. Me dá a mão, o braço, o abraço; e vire pros seus amigos e diga: "É ELA!". A pessoa perfeita é tão imperfeita que não será inalcançável, estará lá do meu lado."

Esse texto foi tirado daqui: Maria Rita.

Nunca me senti tão a vontade com um texto assim. JESUS!
Essa sou eu e é exatamente como ela me descreveu.

Perfeito.

10 de junho de 2010

Como sobreviver à semana dos namorados



Essa semana parecia tão normal como todas as outras. A cidade toda de verde e amarelo, a postos pra Copa do Mundo, todo mundo sorrindo pras paredes, hino nacional aqui e ali, bandeirinhas, apitos, TV’s do meu tamanho nos bares, coração batendo apertado.
Droga! Coração. Era isso que eu via nas vitrines: corações de todas as cores, tamanhos e cheios daqueles enfeites e a frase que não saía dos meus olhos “Semana dos namorados”.
Como eu pude esquecer? Esquecendo, ué. Eu não tenho namorado e isso me faz esquecer meio milhão de coisas que, engraçado, fazemos com os namorados o ano todo e reforçamos nesse dia tão gay que é dedicado a nós. Opa, a eles. Digo, a todos os que são namorados.
Pensando nisso, nessa semana, nesse dia 12 de junho, me veio a idéia mais legal do mundo todo (claro, alguém já deve ter tido, mas e daí?): Fazer um manual de como vou sobreviver a semana dos namorados.
Como não gosto muito de tópicos, vou tentar expressar tudo da forma mais coloquial, simples, direta e sem muito lenga-lenga, pra que todo mundo entenda que esse dia pode ser riscado do nosso mundo “solteiríssico”.
Primeiramente, fuja das lojas que estão com “promoção pros namorados”. A atendente, que deve ter um namorado, vai te olhar e irá dizer a frase mais decorada que tem: “ta procurando algo legal pro seu namorado? Olha, temos uma promoção legal para casais”. Juro que elas fazem isso, e não responda nada, por favor. Fique calma e respire fundo, dê um sorriso amarelo e diga: “Não, to só olhando”. Mesmo que a vontade que você tem mesmo, é de dizer: “ô, minha filha, vai esfregar essa cara de felicidade ali na parede, vai. NÃO TENHO NAMORADO!”. Oh, você evita um estresse e a sua cara não fica vermelha. Legal! Já sabe, longe das lojas.
Segundo, não invente de marcar programinha com amigos ou amigas que estão namorando. Criatura, onde já se viu marcar algo nesse dia com alguém comprometido? Dor de cabeça a toa só pra levar um “Não dá, vou sair com o Romualdo”. E sabe o que seria pior? Se eles estivessem fazendo 9 meses de namoro nesse dia, ou pior ainda, 1 ano certinho. Eles iam com aquele sorriso e o olhinho brilhando: “Poxa, não dá. A gente faz um ano no dia dos namorados”, e você com cara de: “E eu com isso?”.
Cara, você já teve namorada, você sabe como é. Desiste! Eles não te querem perto deles. Faça como vou fazer, pegue a lista dos amigos que estão solteiros e vá sair com eles. Simples. Esquece esse povo acompanhado. Pode ser que eles roguem uma praga pra você.
Terceiro: em falar em sair com esses seus amigos solteiros, POR FAVOR, PELO AMOR DE DEEEEEEEUS, não vá a lugares que têm menu especial pros namorados, música MPB pros namorados, mesa pra namorados, ambiente boiola pra namorados, toalha vermelha com um vasinho de uma flor bem vermelhooona no meio.. iiih, isso tudo lembra que você está fora dessa data: você é um MSN – Movimento dos Sem Namorado.
Vá pro bar do Zé, vá pra casa de um amigo beber, vá lá na esquina, cara. Mas fique longe dos bares cheio de frescuras, dos cinemas (Ei, mas tem namorado que leva a namorada no cinema nesse dia. Acredita? Eu matava. JURO!), dos restaurantes, e principalmente da mesa ao lado com aquele casal que está tão fofo, mas tão fofo que se você beber um pouco a mais, vai querer dar parabéns a eles.
Quarto: FUJAM O MAIS RÁPIDO QUE PUDER DO CARA QUE VENDE FLORES. Sério! Lembram dele? Ele anda por ai com um monte de flores penduradas numa espécie e pau, ou num isopor e fica tirando onda com a sua cara: “Compra flores pra amada, meu mano?”. Preciso explicar isso? Não, né? Portanto. Sem mais.
Quinto: Se esconda da sua mãe, do seu pai, das suas tias, e no meu caso, da sua avó. Esse povo só quer uma coisa de você: seus filhos. Quer que eu explique? Pois funciona assim: Você, nessa flor da idade passando da casa dos 25 e ainda está solteiro. Livre, tem o seu dinheiro, pensa em comprar sua casa daqui com dois anos. Oh, que lindo. “Meu filho tem meta de vida!”. Agora, porra, realiza: Eu, 28 anos, solteira, com 3 irmãs mais novas, duas casadas, as duas com filhos, em casa, saindo no dia dos namorados e pedindo a sua ajuda pra fazer algo especial aos maridões. Sua mãe vê isso, sua avó (que mais me atormenta) e soltam aquele verde que mais parece uma jaca na sua cabeça: “É, era pra você estar assim, mas não presta nem pra ter namorado”. Olhos marejados. Passam-se alguns dias depois da depressão, bebendo uma garrafa de whisky pra passar a agulhada na espinha, e ta tudo jóia.
Sexto: Quem foi que disse que os motéis vão estar livres nesse dia? Já pensou você, bonzão, o cara, o solteiro, conseguindo uma doidinha no meio da festinha... Dança aqui, dança lá, espreme, agarra e finalmente a moçoila aceita dar umas amassadas na horizontal com você. Claro, todo empolgado (e esquecendo o dia dos namorados) leva a pequena em um motel, abre a porta, todo cavalheiro, entra beijando a criatura, e leva a menina na cama e pá, pum, pá: ROLA! Olha o constrangimento quando você nota o ambiente. Quarto todo decorado com o dia dos namoraaaaaados. Promoção que é dita nas caixinhas de som do motel. Você desliga o som. Liga a TV, e lá está a mensagem: “Você e seu amor passarão horas de prazer e irão ganhar a promoção do Motel ‘ta comigo, ta com Deus’ como cortesia por um dia tão especial. Aproveite!”. Você não nota, mas a menina nota que.. que.. meu amigo, ela ficou emotiva. Ela te quer, quer namorar, e com isso começa a falar de um ex, de como seria legal namorar de novo, de que quer te conhecer melhor. HAHAAHAH.. Eu não te falei?
Quer ver cena pior? Se ela lembra do ex e começa a chorar. Deprimente, companheiro. Deprimente. Se vire! Eu tentei te avisar, você que não quis me escutar.
Sétimo: Motéis lotados. Com que cara você vai levar essa criatura num motel que não tem luz verde, meu amigo? No carro? Tem certeza? Que horror. A menina ta pronta pra terminar a noite de um jeito legal e tu me vens com a patetice de agarrar a pequena no carro. Vá pra casa e tome um banho gelado, isso sim. E me deixe terminar esse texto, porque eu já to pegando corda aqui.
Oitavo, e não menos importante: Na TV, nesse dia, é todo regado a frescurite. Principalmente na TV aberta e na fechada. Notou a canalhice? Notou que está em tudo? NOTOU? Então, queridos, vão alugar DVD. E não ligue se a moça da locadora vier com aquele papo de “vai assistir filminho com a namorada nesse dia, é? Que meigo”, deixe ela falando só, ignore-a. Pegue um filme sangrento, pegue algo de Ficção científica. Pegue qualquer merda e saia correndo de lá, pelo amor de Deus. As pessoas vão notar que você está só. Alugue uns 4 filmes e vá embora. Fim de papo.
Nono e complementar do oitavo: Alugou o filme? Beleza. Hora de engordar. Vá ao supermercado e compre uns 4 sacos de pipoca amanteigada, coca-cola ou guaraná, uns 5 nescauzinhos, pãozinho daqueles gostosinhos, biscoitinhos, salgadinhos, guarde o Prozac e encha o bucho. Chame uns amigos solteiros pra fazer isso. Ou faça uma maratona de game, ou jogue pedra no telhado do vizinho. Ou compre duas melancias gigantes e taque no povo na rua. Sei lá. Não fique deprimido em casa, pensando no que poderia estar fazendo se estivesse namorando.
A dica número 10 pra fechar com chave de ouro, prata, diamante, plástico, papel e o que mais tiver (oh, oh, to pensando em bodas. Droga!): Pense positivo! Você não gastou um centavo com outra pessoa. Não teve a dor de cabeça em comprar uma coisa que a outra pessoa pode não gostar. Não gastou com jantar, cinema (CINEMA, NÃO!), vinho, lugar pra dançar, estacionamento com flanelinha folgado pedindo 2,00 porque é dia dos namorados. Não vai ter que ouvir reclamação se não foi do jeito que ela queria. Não vai ter que colocar a cueca nova, e você, dita-cuja, não vai precisar usar aquela calcinha linda de morrer, mas que aperta demais, te assa inteira. Você é alérgica a renda, querida. Lembra? Vai tirar a roupa cheia de hematomas, minha filha? NÃO. E nem vai sofrer no salto, não vai ficar freneticamente preocupada se está em forma pra surpresinha do casal. E nem vai ter que sofrer na merda da depilação.
Você vai se livrar disso. Vai economizar uma grana (diga-se de passagem). Vai ficar de boa com os amigos, vai rir, vai esquecer que esse dia é fofo para os casais, vai esquecer que assistiu mil vezes a aqueles filmes Hollywoodianos, de comédia romântica, que te fazem suspirar. Vai pensar que o mundo não é rosa e que fez a coisa certa em procurar outras alternativas. Vai pensar até mais na Copa do mundo, meu amor.
Olha que coisa bacana, o dinheiro que você gastaria pra agradar seu namorado, você compra a camisa oficial da copa pra você. Se dê presentinhos, ué. Eu comprei uma camisa oficial, um top novo, um monte de calcinhas, vou me panturrar no sushi amanhã, vou comprar uma flor pra mim e tentar mentalizar: “Deus é mais! Deus é mais! Deus é mais!”.
Se eu não conseguir? Ora, me convide pra comer esse sushi e crie vergonha na cara e me peça em namoro. Daqui com um ano a gente vai fazer parte do timinho “Fazemos um ano de namoro no dia dos namorados”. E não esqueça, estaremos com os olhinhos brilhando e mãozinhas dadas.
E daí? Eu posso mudar de idéia, ta? Rum.

Naiane Feitoza

25 de maio de 2010

Invejinha, invejão, invejasso, invejodromo.



Fazia 12 mil anos que eu não vinha aqui postar alguma coisa. O mundo do Twitter me prendeu tanto que não consigo mais sair de casa sem dizer que estou saindo. Não consigo mais dizer que vou lavar os cabelos sem dizer que vou lavá-los. Um bostaral enorme. Mas, não vim aqui falar sobre o Twitter ou o que faço ou deixo de fazer por lá. Vim aqui falar sobre uma lembrança dolorida que tive hoje com um blog de uma jornalista da minha cidade (eu chamo jornalista mesmo: E DAÍ?) que falou sobre “o amigo-da-onça” e contei sobre esse tal amigo que tive nos comentários do blog dela.
Vieram lembranças fortes do acontecido, sabe?
Vou resumir a porra que aconteceu: eu escrevo crônicas, e a pessoa na época trabalhava num jornal TAL e me pediu as minhas crônicas pra divulgar, expor, puxar meu saco, fazer algo com os meus textos que só ficavam no jornal da faculdade e no meu blog. Enfim, foi aquela rasgação de seda na época por conta desses meus textos (e ainda ocorre isso hoje. Que BOM!) que TINHAM que ser lidos por toda a sociedade que lê jornal.
Eu? Eu fiquei foi feliz, radiante e com a pele mais bonita do que quando eu namorava a noite toda (HAHAHAHA). Mas, eu tinha que ver se ia dar certo, porque nem todo mundo gosta de textos tão debochados e diretos como os que faço. Enfim, a pessoa gostava, meus professores amavam, meus amigos bajulavam. Eu ia dar uma de cu doce? NÃO. Mandei os textos.
Espera um dia, dois dias, CINCO dias e nada da pessoa me dar a resposta se tinha gostado do que mandei ou não. Então, fiz como sempre faço: “deixa pra lá, né?”.
Uns dias depois, em casa e fazendo algo que não lembro, recebo a ligação de um amigo que me diz que tinha uma quente pra me falar, mas só podia se fosse pessoalmente. Como boa fofoqueira que sou, não ia perder a oportunidade de ir saborear a mais nova fofoca da semana. E quando chego, quem era o alvo da fofoca? EU! Qual o motivo? MINHA BURRICE E INGENUIDADE.
Abri o jornal e vi meus textos. Oooh, que legal! – pensei. Mas não era legal, o texto era nu e cru como eu havia digitado e pensado. Até as vírgulas e o humor, as risadas, tudo era meu, menos a assinatura e o nome do autor. Veja bem, eu fico vermelha quando fico com raiva, minhas bochechas tufam e eu fico igual ao Kiko do Chaves, mas nesse dia eu fiquei branca. Pior que um fantasma dos filmes. Eu tinha engolido um porco espinho com açaí e manga, minha gente.
A vagabunda (é uma mulher! Admito.) foi tão baixa que não colocou o meu nome?
O pior não era nem isso. O pior foi ver que os meus lindos textos estavam no blog oficial (da época) da pessoa, como dela e um mundarel de elogios.
Eita, eu engoli prego.
Não resumi, né? Mas e da-i? Tinha que contar algumas coisas que aconteceram dentro de mim depois desse dia.
Guardei segredo sobre o acontecido e alguns amigos começaram a me ligar: “naiane, você cedeu teu texto pra fulana?”. E eu: “não, é que ela leu e me pediu, então eu deixei assinar assim mesmo..”. Querendo tirar o meu e o dela da reta, né?
MAS, como conheço meu lado sutil, doce, fofo e delicado, levei meus amigos pra um bar que sempre vamos e falei: “FULANA É UMA LADRA”, e contei toda a história.
Desde então, alguns não a suportam, não falam direito, engolem porque eu pedi. Sim, sim, eu pedi pra que desculpassem, já que foi COMIGO o acontecido, não com eles.
Mas todos, sem exceção, têm horror a ela.
Coitada, o que eu posso fazer? Ela que não tem criatividade, personalidade, caráter, bom senso. Ela pensa que até hoje não sei de nada (só pode!). Pensa que se passaram quase 4 anos e não descobri nem quando ela excluiu o antigo blog.
O mais engraçado é que ela continua a me imitar. Um dia desses me deu vontade de perguntar: “Sim, mana: foi só tu ver como eu entro no Twitter com as minhas frases que tu fazes igual?”. Juro que me deu vontade de perguntar.
Fora os livros que ela lê que todos eu já li. Os lugares por onde viajei. As conversas que tive e amizades que estou tendo. Até puxar saco de pessoas que foram com a minha cara de graça, a criatura está puxando pra ter amizade. Até as minhas histórias de amor, meu Deus do céu. Até as minhas histórias.
Ela imita as minhas palavras, meus gestos, minhas ações.
Cruz credo!
Eu nem sei mais o que falar dessa criatura. Tomara que ela leia isso aqui e descubra que eu sei de tudo e se toque. Ou, sei lá, nem vai se tocar. Pessoas que têm inveja, geralmente, não sabem distinguir a realidade do mundo da gente pro mundo delas.
A propósito, só estou falando disso porque não atualizo isso aqui há tempos, e achei que estava na hora. Vou ver se volto ao costume de ter criatividade e me dar ao luxo de escrever algo.
E não, eu não estou apaixonada, pra quem quer saber, ta?
Rá.

Naiane Feitoza

13 de abril de 2010

O Macaco quer ser Burro.


Querido Rogério Borges,
Tenho uma teoria que as pessoas da minha cidade sempre dizem que é furada: os ignorantes imperam. Pelo visto, você será a minha maior prova disso.
Estava rondando pelos blogs da vida, os sites que mais leio, as notícias que tento acompanhar, e claro, as pérolas que encontro e transformo em piada. Eis, que dou de cara com você e solto a maior gargalhada da minha vida.
VOCÊ EXISTE.
Sim, você que é desinformado. Que é um jornalista (creio) e tem boa escrita. É até fotogênico e escreve pra um jornal lá das terras que eu gosto. Você que escreveu e deve sustentar com orgulho a maior canalhice que já li na vida: a de ser um ignorante nato.
Admiro sua coragem em escrever um artigo sobre o Amapá não existir. Admiro MESMO a sua coragem em dizer que nunca conheceu alguém daqui (sim, sim. Sou do Amapá) e que nunca viu nada sobre essa terra Tucuju (depois te explico o que é. Já que vou começar a te dar aulas).
Sabe, existe uma coisa chamada internet. Essa ferramenta que está exposta na mídia (se você estudou jornalismo, sabe o que é mídia) é uma coisa mágica. Não sei bem se você conhece, mas não vou entrar nos detalhes em que você tem que ter um computador, uma conexão, saber usar tudo isso aqui, e por ai vai. Então, na internet tem um site de busca MARAVILHOSO chamado “Google”. Sério! Ele é uma ferramenta valiosíssima pra quem procura informações, mesmo que nem tão certas e concretas, sobre o mundo. Ele é como se fosse o Aurélio das informações imediatas. Você iria adorar. Nele você pode procurar a palavra “Amapá” ou até mesmo “Macapá” e você vai achar tanta coisa. Mas tanta coisa mesmo.
Vai ver que aqui há mais de 300 mil habitantes e que realmente estamos morando no extremo Norte. Vai ver também que aqui tem a Pororoca que todo mundo corre pra participar dos campeonatos. Tem o Rio Amazonas que banha a cidade e que, com certeza, se você nunca ouviu falar em Macapá, é claro que nem deve saber o que é Rio Amazonas. Vai lá no Google, que ele te ensina isso também.
Então, continuando: aqui temos nossas raízes, nosso Marabaixo que dançamos quando há os festivais. Temos nossas comidas deliciosas que vem de outras culturas e as que inventamos nas bandas de cá. Temos o nosso camarão no bafo, nosso tacacá, nosso tucupi, nossas cachoeiras, sorrisos, índios e, claro, os ignorantes como você.
Conhece o Sarney? É! Aquele Senador daqui do Amapá. Que foi presidente. Que todo mundo tira onda (e com razão!). Conhece? Sério? Então, meu querido, como você me joga no seu jornal que não “conhece” ninguém que veio aqui. Se quiser me conhecer também, não tem problema. Vou ai na sua cidade conhecer você. Adoro Goiânia. Ou, MELHOR, você vem até aqui em Macapá. Moro num bairro não muito longe do aeroporto (aqui tem um também) e seria ótimo te pegar lá e ir logo mostrando a cidade pequena, mas não muito pacata. Sei que as tarifas aéreas são caríssimas pra vir pra cá, mas eu tenho uma grana pra lhe dar (veja bem: LHE DAR) e faço questão que você venha conhecer minha cidade.
Pois bem, voltando ao assunto. O Google tem várias coisas interessantes. Mas já que você citou que está TÃO interessado em saber coisas daqui, e que mostrou ser tão desinformado ao ponto de escrever um texto superlegal em como ser “um asno” em público, e, sei lá, deve estar na moda mostrar que não se sabe de nada em rede pública (eu acho. Em Goiânia deve ser assim. NÃO SEI!). Copiou do Lula, foi? Interessante.
Siiiim, continuando, aqui não funciona assim. Nós, jornalistas formados pelas bandas de cá, que temos os nossos jornais, nossas redações, nossa Assembléia Legislativa, Prefeitura, Parque, Praças, Igrejas, Hospitais, Governador, Prefeitos, Vereadores, Deputados e toda a corja que você já deve conhecer que em qualquer capital brasileira tenha - Não me diga que você TAMBÉM é tão ignorante nesse assunto, pelo amor de Deus. Já me basta a burrice, OPA!, a falta de informação da sua parte para conosco, pessoinhas de tão belas formas e sotaque. Aqui não funciona essa coisa toda de sermos tapados com relação aos outros estados. Conhecemos de tudo um pouquinho. Desde o Nordeste até o Sul. Sabemos, como você, que o Chuí fica no Rio Grande do sul, mas ao contrário da vergonha que você passa ao usar o termo “do Oiapoque ao Chuí”, nós sabemos também que o Oiapoque é no extremo Norte, é pertinho da Guiana Francesa, é tudo muito caro por lá e é longe pra cacete. Comprovação científica pra isso? Vá lá e mostre seu texto a um morador do Município do Oiapoque, você voltará com a boca só formigas. Isso sim, é uma comprovação científica.
Sabemos sobre todas as capitais do País, sabemos quem são os principais Governadores e sabemos das tragédias de todos os lugares. Aqui tem televisão, sabia? Juro pra você. Tem até a afiliada da Rede Globo. Se um dia você precisar de emprego, e quiser alguma coisa por aqui, é só entrar em contato comigo. Conheço meia dúzia de pessoas que podem te ajudar. Ah, esqueci de te falar: nós não somos um povo rancoroso, tratamos bem quem quer se tornar nosso inimigo.
Nós também temos umas músicas daqui da Terra que você iria adorar. Músicas que falam do Amapá, da nossa gente, nosso sol e, claro, nosso rio. Sim, sim, nosso rio. Falamos dele sempre. Sabe aquela ferramenta da internet que eu te expliquei no início? Aquela mágica? Pois é, por lá eu posso te mandar um email mais detalhado com muitos e muitos endereços de sites, blogs e dos setores públicos daqui do AMAPÁ que te mostrarão fotos, músicas, poesias, pontos turísticos e até os escândalos políticos que você deve sentir falta. Convenhamos, esse foi o comentário mais infeliz que você fez. Que vergonha, hein?!
Mas agora, falando mais sério ainda. Há uma parte em você que está me deixando curiosa. Você existe? Essa sua foto e essas palavras saíram mesmo dos seus dedos?
Não pode ser! Fico imaginando que ser tão ignorante, cavalo, estúpido e grotesco escreveria tamanha abobrinha e publicaria como artigo. Não estou querendo te ofender, mas estou tentando mostrar que uma pessoa com esses adjetivos, SIM, escreveria um texto tão vazio como aquele. Será que foi você?
Na faculdade, pelo menos quando cursei jornalismo (se você não estudou, ai são outros quinhentos. Aqui tem esse curso. Se quiser, já sabe: fale comigo!), a primeira coisa que explicaram sobre release, matéria, artigo e crônicas, foram as suas diferenças, e pelo o que eu lembre, o ARTIGO só pode ser escrito quando você entende realmente do assunto. Por exemplo, se eu vou falar da doença H1N1, por exemplo, eu não vou sair colando o que o Ministério da Saúde explicou pra comunidade. Procurarei um médico ou alguém que possa esclarecer o assunto e pedirei um artigo. E isso serve pra política, vida, dia-a-dia e seja mais o que for. Ai, voltamos ao ponto de partida do email (email, lembra? Da ferramenta da internet. Mais uma mágica): se você não conhece NADA do Amapá, não sabe onde fica (Meu Deus!), não conhece ninguém que veio aqui ou é daqui, se falou meio quilo de besteiras que, COM CERTEZA, te renderão um pouco de dor de cabeça, que merda de artigo que você faz? O da publicação que o seu cérebro não serve pra nada?
Ta, ta, ai você me vem com a resposta que é uma crônica. Vejamos, uma crônica? É, ai vou ter que te dizer que até o Jabor ganha meu respeito nessa hora. Até eu escrevo uma crônica melhor que você.
Vai lá no Google (lembra? Isso, muito bem!) e coloca meu nome. Vou aparecer em algumas coisas de pesquisas da internet (isso! Aprendeu, hein?!) e vai aparecer um blog lá (depois te explico o que é) e ele é meu. Lá tem crônicas. Vê se aprende e vai nos links ao lado (endereços de outros blogs) e leia mais e mais crônicas de outros blogs, de outras pessoas de todo o País. Aquilo são crônicas. O que você escreveu foi, foi.. deixa eu pensar.. foi um ato científico de que macaco sabe falar além de se balançar numa árvore. ISSO! E você sabe até escrever, veja que evolução.
Nós não vamos ficar aborrecidos se uma pessoa como você, que tem o grau de instrução do tempo do Mobral, ficar falando coisas engraçadas sobre o Amapá. Não vamos mesmo. Só acho que todos estão muito assustados por existir alguém assim e que está gritando aos sete ventos esse absurdo. Temos vergonha pelos outros. E eu, principalmente. Sou uma mocinha com coração, se você quer saber.
Você é uma lenda para nós. A lenda do ignorante. Nem em Nárnia existiu uma pessoa que mais inventou histórias.
Deixa eu te explicar mais uma coisa: essa resposta que estou te enviando é pessoal. É algo que falo em nome dos amigos e amigos que leram o seu artigo meio imaturo e completamente engraçado. Nos sentimos honrados por saber que você lembra de nós, do nosso estado e nunca colocou os pés aqui. Sabemos, evidentemente, que você usou esse texto pra ganhar uma passagem pra vir pra cá, conhecer o Estado, comer bem, ser bem tratado e bla, bla, bla. Sabemos. Mas você deveria ser mais discreto. Fazia uma campanha e pronto.
Sentimos, claro, como todos os outros devem estar sentindo, que você é digno de pena. Sabemos que você tentou mostrar que não sabe olhar um mapa e nunca deve ter visto que o Estado está lá, o primeiro, o começo (é, pra você que não sabe, o Brasil começa aqui), onde ninguém fala mal do Estado de ninguém. Onde temos nossos problemas financeiros, que temos nossas estradas que não estão asfaltadas completamente como todo o resto do Brasil. Nós estamos aqui falando o Português e o Francês (claro, isso você não saberia mesmo) porque nas escolas públicas é obrigatório. Estamos aqui, sentados em frente ao Rio Amazonas tomando nossas cervejinhas, porque de todas as marcas e cores chegam aqui. Estamos comendo nosso Sushi se der vontade ou, simplesmente, nosso caruru e tacacá. Estamos cantando músicas do Zé Miguel, Amadeu Cavalcante, Osmar Junior, Lucinha Bastos ou o grande Nilson Chaves. Estamos dançando ao som de Maria Rita e sorrindo pra não chorar com a Maria Gadú. Estamos nos afastando de Vitor e Léo, mas amando cada dia mais Cesar Menotti e Fabiano. É, somos um povo que acolhe até o Rebolation para todos os nossos amigos que gostam de tudo.
Tenho certeza que você adoraria conhecer o Marco Zero. É aquele que acontece o Equinócio e onde a cidade é cortada ao meio. Onde passa a linha IMAGINÁRIA do Equador. Tenho certeza que toda essa balela que você jogou foi puro marketing pra ganhar essa passagem.
Já disse: EU TE AJUDO!
Se você não conhece nada disso, faça um curso sobre o Amapá. Ou melhor, faça um curso sobre “Como ser um brasileiro de verdade”. Nós, aqui do Norte, procuramos saber um pouco de tudo de cada Região do País. Nós temos vergonha de passar vergonha. Não vou colocar você como a maçã podre que pode estragar todo o seu cesto, mas você, sem dúvida nenhuma é aquele ratinho de laboratório que foi feito pra ficar trancado na sua jaula, que come e dorme no mesmo horário e está programado para fazer o que te mandam. Mas por favor, só porque te deram a liberdade de conhecer um mundinho pequeno fora da sua redoma, não quer dizer que você pode virar o expert em não conhecer o Amapá. Tira esse título e coloque “Eu sou o idiota que falo merda pra caralho”. Ai, sim, vai ser a sua cara.
Ou você acha que aqui não tem palavrão? Teeeeeem. E eu sou a campeã em chamar, mas não vou mostrar essa parte pra você. Vai que tu te encantas e vens morar aqui. Deus me livre ter um colega de trabalho que nem existe.
Você existe?

Abraços,
Naiane Feitoza